domingo, 15 de agosto de 2010

- CARNAVAL como o elixir da atividade cultural e com a mesma dignidade da arte e da cultura. PARTE II.


CARNAVAL como o elixir da atividade cultural e com a mesma dignidade da arte e da cultura. PARTE II.

            Em se falando de Carnaval não poderíamos deixar de mostrar a OITAVA MARAVILHA DO MUNDO: o carnaval carioca. Por isso mesmo São Paulo, que não é bobo, está correndo por fora. Nosso “Levanta Poeira” tem como madrinha a Hors Concours “Beija Flor”. Foi lá que buscamos inspiração e importamos conhecimentos. A gente tem que aprender com quem sabe. Joãozinho Trinta já ficou conosco por uma semana. A Piná já desfilou pela “Unidos do Rosário”. E por ai afora. Quer mais?
Este ano vimos a Imperatriz Leopoldinense pedindo PAZ e mostrando a convivência pacífica das diversas religiões. “A luz de Deus é a chama da paz”. Que beleza! A Graaande Rio (2º lugar) a escola dos famosos, nos brindou a todos com um festival de lindas mulheres. A Beija Flor (3º lugar) mostrou Brasília sem dólar na cueca ou mensalão. Fugiu da política. Um caldeirão cultural do país. Porém penso que cada um tem o arruda que merece. No de BH só se nota o ladrão quando ele transborda com as chuvas, no de Brasília... A Vila Isabel (4º lugar) nos agraciou com o samba do Martinho da Vila e o glamour das beldades. O Salgueiro (5º lugar), a academia do samba fez o coração da Sapucaí bater forte novamente. A Mangueira (6º lugar) nos brindou com a bateria dando um show de encenações e coreografias, sem deixar o ritmo de lado.
E agora - 1, 2, 3 – suspense...: o 1º lugar: UNIDOS DA TIJUCA. Santo favoritismo Batman! Teria dito o Robin. Venceu a melhor tanto na vontade do povo quanto na dos especialistas. Foi mais justo, mais honesto. Coisas a La Spielberg o seu enredo “É SEGREDO”. Só foi revelado com a abertura da sua caixa-preta (você sabia que a caixa-preta dos aviões é alaranjada?). Era a Comissão de Frente, sensação do carnaval, onde dançarinas trocam roupas seis vezes a cada apresentação, num espetáculo de ilusionismo. Um show de surpresas e criatividade que arrebataram o Sambódromo. Um carro alegórico lembra o incêndio da Biblioteca de Alexandria; pegou fogo na avenida com efeitos especiais de rara beleza; uma rampa de Super-heróis com Batman e Homem Aranha, foi esplendorosa. (Só faltou o nosso Super-Zeiro).
O carro do DNA da Unidos da Tijuca, em 2004, de Paulo Barros, que voltou a escola agora, com 150 pessoas pintadas de azul, cantando a plena voz, perfeitamente coreografadas, foi de chorar de beleza.
A pirâmide humana azul foi um daqueles rasgos de genialidade do carnaval que vão ser lembrados para sempre. Desta vez não foi diferente, só que não tiraram o título do Paulo Barros que faz lembrar Joãozinho Trinta, anos atrás. É criativo, ousado e audaz. Ambos são legenda viva do carnaval carioca. Inovadores e pensadores que trabalham por amor. Sempre foram polêmicos... Enquanto Joãozinho Trinta engrandeceu o carnaval tornando-o luxuoso; Paulo Barros substituiu o luxo clássico pelo elemento humano, não só incorporando-o à alegoria, mas fazendo-o alegoria. Levou elementos de linguagem não carnavalizada ao desfile. Desta vez os jurados aceitaram as inovações possibilitando a consagração de um novo estilo de fazer carnaval.
            Um pouco da nossa terra: o centro da nossa Cidade Sedução é um local agradável que nos dá uma sensação de bem-estar, de conforto, de prazer e harmonia com a família, com os amigos e com a natureza. Um local onde agrega variadas manifestações musicais sem ofuscar gêneros e artistas. Sempre foi palco de encontro de velhos amigos, de intelectuais, artistas, políticos, músicos, poetas, escultores, escritores e, principalmente, do povo, que ali se reune para celebrar o samba, o forró, a MPB, o choro, as marchinhas e até o funk, o reggae e o rock. O somatório de todas essas coisas sempre me encantou. Se fosse no Parque de Exposições, certamente não aconteceria dessa forma. Seria como namorar com girafa. Tudo longe, sô! Essa a opinião que colhi nas ruas. Não acabem com isso!!! As cidades mineiras do interior são assim integradas no seu todo. Mais aconchegantes, arborizadas com jardins e saudosos amigos.
            Parabéns para o amigo Dr. Fernando, DD prefeito municipal, para o competente engenheiro Dr. Paulo e demais colaboradores municipais pela organização dos bailes carnavalescos e apropriação das ruas da cidade para nossa realidade atual. Todos estão trabalhando no caminho da moralidade, da honestidade e transparência e com o pouco de verba podem nos trazer mais orgulho de ser rio-pombense. Vejam o trânsito! Aguardem melhoras para a saúde. Muitas obras devem acontecer em breve porque, principalmente, são afetos ao diálogo e não lhes falta boa vontade política.
            Antevejo boas perspectivas para Rio Pomba. Sou um esperançoso profissional.                                              THE END

1ª Parte - CARNAVAL como o elixir da atividade cultural e com a mesma dignidade da arte e da cultura.

1ª Parte - CARNAVAL como o elixir da atividade cultural e com a mesma dignidade da arte e da cultura.


Publicada em O Imparcial de 07.03.2010


            Vamos, tentar mostrar o que vimos, em pinga-gotas nossas posições independentes, semear pílulas nutritivas sobre a beleza carnavalesca, cantar a liberdade para que possamos prestar maiores serviços à cultura do rio-pombense. Não estou, desta vez, falando do carnaval de Rio Pomba porque não o assisti. Estava no hospital com meu netinho com pneumonia virótica, felizmente debelada. Só posso falar sobre o que vi e entendo.
            Não tenho os predicados do poeta gaúcho Mário Quintana que além de escrever para adultos dedicou seu talento também ao público infantil. Quintana escreveu para as crianças de forma simples e bem-humorada e soube, como poucos, penetrar facilmente o universo infantil. Penso que desde a infância as crianças começam a desenvolver os aspectos básicos de responsabilidade e de independência. Para elas, se sujar faz parte do aprendizado e é natural - por esse motivo elas precisam de experiências que envolvam aventura, natureza, descobertas e criatividade para o seu desenvolvimento. É muito importante envolver as crianças para que elas conheçam a realidade na prática. Tudo começa no alicerce e é na infância que se constrói cidadãos conscientes no cumprimento do dever. Se for lindo semear boas sementes, mais belo ainda será a colheita. Que Deus as abençoe! Devemos ensinar aos pequeninos que a maturidade financeira pode ser traduzida pela capacidade de adiar os desejos de agora em função de futuros benefícios. Por isso, a necessidade de adotar a prática da educação financeira com os pequenos desde cedo. Começam na infância: a ética, a fantasia, a imaginação e a religiosidade; em casa e na escola com exemplos dos pais, familiares e mestres. A alimentação saudável e a fidelidade começam na infância. Risco de obesidade começa na infância. Devemos dar o bom exemplo, praticando atividades físicas e comendo melhor. A maioria das doenças psiquiátricas começa na infância e adolescência. Educação ambiental começa na infância. Um exemplo é ensinar o ciclo da água por meio da enxurrada, servir verduras e frutas e explicar de onde elas vêm. Atirei o pau no gato-to...mais o gato-to não morreu...Chiquita (nome de minha mãe) Bacana La da Martinica... No meu tempo de adolescente o lança-perfume Rodouro Metálico era tudo. Que saudades!
            A prática de um carnaval saudável começa na infância. Como disse Carlos Drummond de Andrade: “O povo toma pileques de ilusão com futebol e carnaval. São estas as suas duas fontes de sonho”. É emocionante ver um "pequenino" ou "pequenina" sambando, ou tocando como "gente grande". Este é o nosso Brasil, de artistas natos, de pessoas que nascem com a cultura à flor da pele, principalmente o carioca, pois nasce no berço do samba.
            O carnaval originou-se de tradições pré-cristãs da Europa e outros continentes. Para alguns autores, a festa provém de cerimônias em honra ao deus Osíris no Egito, mas foi em Roma e na Grécia que o carnaval assumiu suas principais características, mantidas até hoje.
Há tempos foi considerado uma festa pagã. O Colégio Regina Coeli onde estudaram o pai (Eduardo) do Fabinho (meu neto com açúcar na foto junto ao Batman e o Homem Aranha), a avó do Fabinho (Fernandina) e diversos tios, não mais o considera assim. Tem promovido anualmente um baile carnavalesco para nossos miudinhos, com atividades recreativas, desfiles e muita música. O espaço físico é ótimo. Trata-se de um ginásio poliesportivo muito bem acabado. Quem te viu quem te vê! É a evolução dos tempos! Não queremos guerra de sangue, de cobiça, devemos montar, aqui no Brasil, especialmente em Rio Pomba, uma guerra da emoção, da criatividade, da beleza e da cultura. Salve ao Regina Coeli por isso. Parabéns a sua Diretora, Irmã Rosinha. Parabéns por proibir espumas. Parabéns para as professoras do maternal e infantil e, principalmente, para os mini foliões. Essa criançada, com a prática de todos esses atos, certamente se tornarão adultos dos quais todos nós vamos nos orgulhar.
            São festas assim que as levam a demonstrar curiosidade pelo mundo social. É Rio Pomba de cara nova!

- Carnaval, momento cultural

CARNAVAL – MOMENTO CULTURAL


Crônica publicada no “O Imparcial” de 23.02.2003


Nossa intenção é tecer alguns comentários com respeito à origem do carnaval e de seus principais símbolos. Eu, a Fernandina e os amigos Sônia Costa e o casal 20 Chico Caiaffa e Marta Baiana passamos o Reveillon no Rio e não podíamos perder a oportunidade de comparecer ao ensaio da Campeã do Carnaval Carioca, A MANGUEIRA. Saudamos o incomparável Jamelão e caímos no samba pra valer. Na quadra, a maioria era de gringos de diversas nacionalidades, raças e credos. O ambiente respeitável, afinal o Brasil estava ali representado. Mas vi louras de fechar o trânsito, fashion, solícitas, não eram muralha da China e uma com uma tatuagem Made in Brazil na linha feminina do equador, acima do cóccix. Olhei para ver se tinha código de barra. Não Tinha, mas mesmo assim legitimei o produto. Das morenas então nem se fala, serelepes, sambistas mesmo, cada umbigo... e deixando descortinar, vindo lá do fundo dos decotes, garbosos pares de seios e alguns até se apresentando sozinhos, incontroláveis dado aos movimentos frenéticos do samba. Um must. Muitas com vestes bastante rasgadas. Pensei que seria para se andar melhor no Rio para não serem vítimas de agressões. Sei não. Como gostamos muito de história e suas razões, pesquisamos, lá mesmo, o que vamos expor por achar que pode lhe ser útil e acrescentar alguma coisa no seu currículo cultural. Talvez você não tenha tido chance de fazer esta pesquisa. A oportunidade é ímpar. Entenda este nosso jeito de ser, como um testemunho, uma contribuição para a ocasião “momesca” que se aproxima.
            O carnaval originou-se de tradições pré-cristãs da Europa e outros continentes. Para alguns autores, a festa provém de cerimônias em honra ao deus Osíris, no Egito, mas foi em Roma e na Grécia que o carnaval assumiu suas principais características, mantidas até hoje. Na antiguidade, os romanos celebravam as saturnálias em homenagem a Saturno. Eram orgias influenciadas por divindade greco-romanas como Dionísio e Baco, deuses do vinho e sinônimo de música, dança e excessos sexuais. A Igreja tentou proibir esse festival pagão, sem sucesso. Acabou por aceitar o inevitável e, em 590, o carnaval foi incluído no calendário. O nome “carnaval” surgiu na Itália no século 13, mas a expressão “carne levale” é de 695, significando o imposto que os camponeses deviam pagar para realizar festas. Esta expressão foi modificada posteriormente para “carne,vale” (adeus,carne), palavra que significava a quarta-feira de cinzas e anunciava a supressão da carne devido à Quaresma. Provavelmente vem também daí a denominação “Dias Gordos”, onde a ordem é transgredida e os abusos tolerados, em contraposição ao jejum e à abstenção total do período vindouro (Dias Magros da Quaresma).
Rei Momo. Figura símbolo do carnaval, Momo é personagem da mitologia grega. Deus da irreverência e do delírio, filho do Sono e da Noite, era encarregado de fiscalizar ações humanas e divinas. Foi expulso do Olimpo por criticar e ridicularizar os deuses. No Brasil, o Rei Momo apareceu em 1933, lançado pelo jornal carioca A Noite. A partir de 1967, a eleição do Rei Momo, antes indicado pela imprensa e por entidades carnavalescas, virou um concurso oficial. Só candidatos com mais de 100 kg podem participar.
Musica popular. A primeira música de carnaval foi Ó Abre Alas, composta por Chiquinha Gonzaga em 1899 e ainda hoje sucesso nos salões. No fim do século 19, o samba surgiu nos morros do Rio de Janeiro, e nascia em recife o frevo. A marchinha surgiu em 1920, com letras de duplo sentido, enfatizando a sátira e a crítica social.
Folia brasileira. No Brasil, o primeiro carnaval foi em 1641, quando o governador do Rio de Janeiro decretou uma semana de festas em homenagem à coroação de d.João 4º como rei de Portugal. Virou batalha de rua, nas quais foliões arremessavam suco de limão de baldes d´água uns nos outros. Inspiravam-se na festa do início da Quaresma portuguesa.

Semana que vem, vamos tecer mais alguns comentários relativamente às principais figuras carnavalescas (escolas de samba, trio elétrico, colombina, arlequim, pierrô, momo), máscaras e fantasias, os bailes, os carros alegóricos, as sociedades, o ZÉ PEREIRA (sua origem/1846), os cordões, o rancho, o corso, o lança-perfume, a serpentina, o confete, o desaparecimento das marchinhas e o CARNAVAL PELO BRASIL... AGUARDEM!!!

- Caixa Postal Eletrônica & MSN Messenger

CAIXA POSTAL ELETRÔNICA & MSN MESSENGER
(11/JUNHO/2005)




            Tudo começou porque meus filhos moravam, um em BH, outro em Miami, outro em Lisboa. A saudade apertando, precisava conversar com eles inclusive com voz. O que veio a acontecer, felizmente.
No início tomava o maior cuidado para não esbarrar, quando digitando, nem mesmo acidentalmente, em nenhuma tecla. Senão poderia receber sentenças condenatórias: ”Este programa realizou uma operação ilegal e será desligado”. Já fiquei, muitas vezes, com uma sensação de ter cometido um crime. Nunca tive uma segunda chance. Já pensou se o mesmo fosse aplicado aos remédios da farmácia? Aspirina combina com antibiótico? Tomou vitamina com calmante? Vai morrer, travar, sair do ar... Cuidado meu!
Comecei passando e-mails, depois para a câmera de vídeo. Às vezes me sinto até mal-educado como aquela pessoa que fica no celular quando encontra com um amigo. Vejo que muitos se preocupam em responder seus e-mails a cada uma hora, até param de seus serviços por isso.
Está sentado? Lá vai. Responder compulsivamente a e-mails deixa a mente mais letárgica do que fumar maconha. Li que foi a HP, uma das maiores fabricantes de computadores e softwares do mundo, quem afirmou isso.
            Agora, sim, entendi muitas coisas. Eu ando permanentemente sob o efeito de e-mails pesados! Com uma leseira e olhos fundos. Tudo, talvez, tenha vindo daí: dessa compulsão para abrir minha caixa postal, pelo menos umas quatro ou cinco vezes ao dia. Ou seria falta de serviço? Essa aposentadoria?
- Eduardo entrou no MSN. – Oi Eduardo – Eduardo. Bença pai – Afábio. Deus te abençoe – Eduardo. Estou na casa da Iramira Ela vai dia 28 pra BH. Ligue a câmera e o Skype. Precisamos conversar com voz combinada com vídeo. Um sucesso. Tá ótimo. – Cláuton entrou. – Oi pai, bença. – Afábio – Oi filhão. Hoje cedo falei com o Márlon em Miami. Ele disse que estava no serviço da Anna e que teria que desligar e que tudo está bem com ele e que havia falado com o Eduardo em Lisboa naquela hora.- Afábio. Despediu-se. – Eduardo. Pai vou ter que sair para comprar umas Cervas porque o Supermercado vai fechar. Aqui já são quase 10 da noite.- Afábio. Aqui são quase 6. Tome uma por mim e Fernandina com a Iramira. – Cláuton. Tudo jóia? Estou muito mal com as mortes lá da Cláudia em Ubá. – Afábio. É Cláuton, como é que pode uma coisa dessas? Naquela batida de carro, sem que ela tivesse culpa nenhuma, naquele dia perdemos a Valéria e seu pai, o Prof. José Aldair. Quatro dias depois a mãe dela, a dona Dalva. Que tragédia né? A Valéria no aniversário do Márlon, aqui em casa, estava na maior alegria com sua voz e violão. Compartilhava conosco e com todos os presentes o seu gosto pela música e pela alegria. Como afirmou a Miúcha Trajano numa crônica que escreveu em homenagem a ela e ao pai: “Valéria foi uma mensageira da alegria. Conviver com Valéria foi um privilégio. Desfrutar de sua alegria foi um presente”.
- Cláuton. È pai! Agora estou mais triste ainda. Depois a gente fala mais nisso. Mudando de assunto, minha aula de Inglês ta muito boa. Dispensei minha professora de teclado porque não estava com confiança nela e já arrumei outro professor pra começar no próximo sábado. Pior é que eu já tinha pago adiantado à mulher, deixa pra lá. Vou vê se compro um teclado de mais ou menos uns R$ 500,00. Esse vale uns R$ 80,00. Vou ter que desligar porque tenho que atender ao telefone. Mais logo falaremos outra vez. Inté. Bença. - Afábio. Deus te abençoe. Câmbio e desligo.

            Estaria, eu me tornando um dependente químico do MSN e de e-mails? Às vezes até dou a desculpa de que tenho que fazer um pit stop no banheiro ou assaltar a geladeira. Penso que nem me adiantaria erradicar este tráfico de e-mails. Simpatia não vai resolver. Seria preciso curar essa dependência. Começar a caminhar, diminuir bastante a cerveja e aumentar o sexo. E, a partir daí, checar minha caixa postal eletrônica, apenas socialmente e de modo recreativo. Antes que meu QI não seja afetado e não tenha que apelar para os Internautas anônimos, se é que eles já existem.
            De qualquer maneira tudo na vida tem que ser feito por necessidade, por amor, com leveza, com parcimônia, sem excessos.

- Ainda sobre temas que angustiam

AINDA SOBRE TEMAS QUE ANGUSTIAM
                                        05/MAI/2005

            Na nossa coluna “SUBSÍDIO”, publicamos no jornal “O Imparcial” de 15 de dezembro de 2002 “Temas que angustiam e outras rapidinhas”. Estamos fazendo agora um balancete. Não chega a ser um balanço de final de mandato, é apenas um balancete relatando nosso descontentamento e decepção até o momento: Maio de 2005.
Naquela ocasião, falamos sobre o Mundo Ecológico. A devastação das florestas, a agressão suicida do meio ambiente, a poluição dos rios e das fontes de água potável e a transformação de áreas imensas do tamanho de países europeus em desertos. As forças armadas não são para a guerra? Pois bem. Essa é, também, uma de nossas guerras, além da do o crime organizado. Pensava que poderia ver nosso presidente, Lula da Silva, um bombeiro em um país com natureza em o ambiente em chamas. Doce ilusão!!! A devastação da floresta amazônica, pulmão da humanidade, bateu, agora, o recorde. Que DEUS nos ajude a todos.
Falamos sobre Alcântara, sobre o confisco sobre renda, sobre nosso complexo de inferioridade. Continuamos a ter o maior rebanho bovino do mundo, um parque industrial movido à tecnologia de ponta, somos quase auto-suficientes em petróleo, podemos produzir álcool à vontade, continuamos a ter safra de grãos maior a cada ano, reservas minerais abundantes, hidrografia privilegiada. Por que nossa moeda insiste em se manter nesse incompreensível complexo de inferioridade?
Por entre aplausos e vaias e insensatez, vejo agora, já pensando em reeleição, nosso presidente, trocando farpas com o birrento irmão platino, o presidente argentino Néstor Kirchner. Para mal dos nossos pecados percebo que nosso loquaz LULA gosta mesmo é de falar muito e de ouvir pouco. Seu governo, infelizmente, tem se revelado oral e viageiro, na busca de auditórios, transformando em monólogo debates em que só ele fala. Isso me fez lembrar de quando trabalhava no Banco do Brasil com atitudes semelhantes de muitos de nossos gerentes. Cruz credo.
Sobre a lambança na Saúde, com filas de doentes à porta de postos e hospitais públicos, juros altíssimos, massacre de impostos, violência, a indefinição de quem maior bandido e de quem manda mais bala, se a polícia, se os traficantes. Falsos remédios e gasolina, a indignação do povo quanto a condutas de deputados e senadores, a falta de definição, por parte do governo de questões complexas - não vou nem falar. AH! São tantos e tantos...
Quando Lula da Silva abre a boca para falar de improviso, presenciamos, além da costumeira agressão ao vernáculo, um festival de afirmações que chegam às raias do ridículo. Um anti-herói da tribuna, um ébrio de si mesmo. Você quer ser seu assessor? Será que se eu chegasse ao poder, ficaria assim também? Acho que não, porque não tenho o dom da oratória. Prefiro escrever, e agora pra mim mesmo. Não quero lembrar do meu presidente como um Newton Cardoso, um Conselheiro Acácio do célebre romance “O Primo Basílio”, vivendo em piadas e anedotas. Um presidente que se apeou no Planalto graças ao impulso irrefletido deu um povo desesperado que se dispusera a tentar qualquer loucura para sair do atoleiro.
De qualquer forma, estou de olho à espera de dias melhores, atento, de guarda em legitima defesa. Com minha paciência e inteligência em xeque. Sou um esperançoso profissional. Até as próximas eleições haverei de sair da comodidade e arrastar até às urnas o meu traseiro preguiçoso... Talvez vingativo. Espero que não. “O Jogo só acaba quando termina”.
Oi crioulo, tô escrevendo isso para dizer que a coisa continua preta. Temos na presidência da Câmara dos Deputados, um cabeça-chata que detesta homossexualismo, aidéticos, veados, giletes e sapatões, mas transformou boa parte de sua família em funcionários públicos. E olhe que esse senhor de no nome Severino está na terceira ordem de sucessão à Presidência da República. Ai, Ai! Deus me livre.
Olhe que tudo que digo já deve dar mais algum processo; crioulo, cabeça chata, a coisa continua preta. Acho que isto não é racismo. Nuvens negras, a noite é negra, os gatos negros são associados ao azar desde a antiguidade. Quase todas as referências a negro ou preto derivam do desconhecido. Medo do escuro, da noite e não de algum negão. O preto é usado como sinal de luto e tristeza entre nós ocidentais, por motivos culturais. No oriente a cor do luto, é branca e nem por isso é vista como uma forma de racismo antibranco. E samba do crioulo doido? O aidético deve ser trocado por soro positivo? E o leproso? Seria hanseniano? Ladrão seria para indivíduos pobres e corruptos para ricos? Ladrão pode ser rico ou pobre, mas corrupção em geral é “privilégio” de rico ou poderoso. Quem vai corromper pobre? Tá certo que tem a cervejinha do guarda... Mas, cuidado! Se alguém lhe roubar uma filmadora, por exemplo, você não deve perguntar a torto e a direito se essa ou aquela pessoa sabe sobre o fato, senão você pode ser taxado de caluniador ou difamador, apesar de que perguntar, suspeitar e presumir não seja crime. Tenho horror a todas essas coisas. Como são desagradáveis o preconceito e o racismo. O Grafite que o diga.
Sugiro uma Lei dos homens para o racismo, no mínimo uma cartilha do que é certo ou errado, do que aceitável e condenável no Ministério da Verdade que deveria substituir a Secretaria Especial de Direitos Humanos. E... “PT” Saudações. Tenho dito.

NOTA.  Agora estou elogiando o Lula. Ele merece!

- Beco da macumba

BECO DA MACUMBA
31.08.2003



        É! Parei uns dias de escrever, por motivo de força maior, mas estou aí de volta atendendo inúmeros pedidos, inclusive o da nossa diretora, a amiga Carmen Lúcia. Nesses dias, senti-me com se fosse um náufrago que teria atirado às ondas mensagens engarrafadas. As respostas retornaram à ilhota através de um e-mail, um telefonema, um apelo, como se isso fosse possível num mundo que não o da imaginação. Aí pensei: Não posso me calar diante de tantos fatos deste mundo globalizado.
        Você vê um Meligeni ganhando uma medalha de ouro nesse Pan-Americano de Santo Domingo, na República Dominicana. Ele que nunca teve tênis de campeão, mas sempre teve alma de herói e nasceu para viver epopéias. Ser herói não quer dizer que seja necessariamente vencedor, mas dessa vez ele fez jus a ambos. Você vê que no ano passado os bancos auferiram, R$ 27 bilhões só com a cobrança de taxas de serviços, resultantes de Docs, consultas e saques eletrônicos, receita praticamente líquida, pois os custos dessas operações são ínfimos, apenas com a manutenção das máquinas e energia elétrica. Essa sistemática vem contribuindo para a extinção da classe bancária. Aí fico pensando: Por que o governo, apenas como alternativa, não criou um imposto de 10% sobre esses ganhos extraordinários? Se o fizesse, teria obtido uma receita maior que a taxação dos inativos e pensionistas, que nos últimos oito anos tiveram seus proventos reduzidos por uma inflação de quase 100%, não considerada nos modestos e vergonhosos reajustes salariais concedidos de l%. Você vê que a educação necessita de investimentos no aspecto qualitativo. A TV que os nossos jovens se valem hoje somente mantém uma função praticamente informativa. A escola ainda é a única instituição que consegue manter acesa a esperança no exercício da cidadania. Precisamos formar leitores críticos, conscientes, elementos de transformação e mudanças dentro da sociedade. Você vê um apagão nos Estados Unidos. Enquanto lá escuro, aqui tudo azul, graças a Deus. Não podia imaginar que ainda viriam os megaescândalos financeiros e um inacreditável blecaute que deixasse milhões de pessoas sem luz e andando a pé, incluindo idosos e pacientes de hospitais. Tudo em um país que se pretende a polícia do mundo, dita regras de progresso técnico-científico, modelos econômicos, financeiros, etc. Uma superpotência com um sistema de energia de Terceiro Mundo. Pareceu-me cenas daqueles filmes que eles mesmos produzem de ficção científica. Aí percebi que isso não foi profecia do Osama bin Laden e nem do Saddam, e sim, inconscientemente, de toda humanidade lembrando-se de Hiroshima naquele fatídico 06.AGO.45, quando morreram mais de 60 mil pessoas. A partir daquela data, o medo do terrorismo passou a fazer parte do inconsciente dos americanos, embora muito bem camuflado sob o sorriso do sucesso. Aí pensei: quem sabe o terrorismo não esteja nas mãos dos outros, mas em nossas consciências? Acredito que levará muitos anos até que a paz de espírito e a tranqüilidade voltem a reinar naquelas terras, mas que aconteça. Amém.
        Nossa Senhora! Perdi-me outra vez. O negocio é o beco da macumba. Pode parecer estranho este nome, mas é aquele pelo qual é conhecida a rua que fica atrás do campo do Pombense. Às vezes fico me perguntando: Não seria mais apropriado chamá-la de Beco do Brejo, Macumba do Beco, Brejo da Macumba? Trata-se de uma rua esburacada e cheia de água o ano inteiro, faça sol ou faça chuva. Você já viu brejo em cima de asfalto ou calçamento? Pois lá é assim. Não tem bueiro e as residências despejam as águas de suas lavações na rua, tornando-a intransitável. Parece mais um brejo. Tem gente lá que tira seu carro da garagem, deixando-o nesta rua, já de bastante trânsito, piorando a situação.Tem um quebra-molas logo no início da subida do morro, possibilitando quebra de diferencias e caixa de marcha de caminhões que por lá transitam. O quebra-molas que sobe é o mesmo que desce. Lembramos que para descer também tem que frear, segurar o carro. Para você descobrir o nome da rua, você tem que subir bastante por ela para encontrar a placa: “Rua Francisco Vieira Bomtempo”. Sugerimos colocá-la logo no início da Rua, na esquina, por óbvio. Mister também seria melhorar o calçamento e colocar bueiro, e conscientizar os proprietários no sentido de colaborar não derramando água na rua, desnecessariamente. Tudo, em respeito e homenagem ao homenageado que deu nome à Rua, Sr. Chiquito Bomtempo, como era conhecido. Casado com dona Nenéia, o Sr. Chiquito era pai de 11 filhos, inclusive do meu compadre e amigo Paulo Bomtempo que sempre teve sede de justiça. Coletor de espórtulas, que nem eu, mesmo menino, consegui me desvencilhar. Juiz de Paz deste município por longos 18 anos, médico de animais e de almas, dado ao seu fervor católico transmitido aos seus filhos e a todos com quem conversava. Sr. Chiquito, nossa saudade e aos seus familiares, nosso respeito.
        Acreditamos nas soluções propostas. Sou um otimista de nascença. Acreditamos que tanto o otimismo, quanto o pessimismo, desde que sejam consumidos em quantidades moderadas e de acordo com as circunstâncias, não causa danos graves à saúde do consumidor. Dependendo da situação, uma dose de otimismo pode ajudar o sujeito desanimado a superar a passividade, a tomar iniciativas e se por em movimento. Por outro lado, quando as pessoas estão se recusando a enxergar sinais de tempestade, uma dose de pessimismo pode levar o sujeito a se preparar para a chegada da chuva, sem se deixar surpreender por ela.
NOTA de 16.07.2010 - A bem da verdade, o ex prefeito Giovane Bahia sanou todos os problemas da rua e adjacências.

- A esquina

                        A ESQUINA

Crônica publicada no jornal O Imparcial de 21.12.2003.

            Quando paramos de dizer coisas que importam aos nossos semelhantes, nossa vida perde o sentido. Nossos princípios são claros, muitos podem não gostar deles, mas muitos, a maioria, tem gostado. Se você não gostar paciência. Tornar-se refém da conjuntura política por qualquer que seja o motivo, é covardia e medo nem sei de que, pois é democrático, patriótico com força de cidadania, expressar nossa opinião, com isenção e liberdade. Muitos afirmam que o silêncio é de ouro. Dizem isso se referindo a palavras intempestivas que nunca deveriam ter sido ditas, supostas ofensas que poderíamos ter morrido sem proferi-las, comentários que poderiam ter permanecido apenas no pensamento. Porque as palavras é que são de ouro. Silêncio é omissão. Todas as notícias e opiniões desta coluna objetivam o bem estar social e não desmancha-prazer. O silêncio não faz parte de um código de gentileza, discriminação e educação. Pelo contrário, é dever de todos nós pronunciar sobre todas as coisas, pois não somos robôs e sim seres com alma, consciência com mente pensante com direito de opiniões. Portanto, podemos e devemos opinar quando bem nos aprouver, discordar, debater, concordar, apoiar... Desde que com palavras certas. As palavras certas são as seguintes: aquelas que você suportaria escutar, sem mágoa, constrangimento, desgosto ou rancor. Palavras amigas. A conotação das palavras e suas finalidades devem ser consideradas por todos que não as compreenderam. Afinal ninguém nunca foi unanimidade. O que deveria acontecer é alguém procurá-lo para uma melhor explicação dessas palavras. Ao discordar deve-se discordar da idéia e nunca da pessoa. A coluna não é pessoa; é idéia. Nós somos nós. Nós mesmos: povo. E o povo é de carne e osso. Não é um tipo de entidade abstrata que só existe no papel.


Lembro-me que a Argentina foi um dos paises mais ricos e instruídos do mundo. A partir do espaço entre as duas guerras mundiais, devido a uma sucessão de governos desastrosos, entrou numa esfera que a conduziu ao Terceiro Mundo. Rio Pomba não quer se tornar, relativamente, uma Argentina. Sobre os problemas da cidade, o ideal, o correto é que pudéssemos falar deles com abertura democrática para melhor resolvê-los, solucioná-los. Não estamos falando de marketing, não queremos aparecer e nem ser candidatos à coisa alguma. Observamos quem e quais estão sendo prejudicados. Não estamos sentados, olhando para o céu. Procuramos e somos porta-vozes de possibilidades de mudanças para o bem comum. Estamos espremidos entre a vastidão das idéias, das esperanças e alegrias do que já conseguimos a duras “penas” e a estreiteza do espaço desta coluna que não nos é possível fazê-la semanal conforme nosso desejo e de dezenas de leitores. Compreendam! As dificuldades do Jornal são enormes como já falamos. Haja espaço para tanto colaborador.


Feliz o homem que consegue, ainda em vida, a glória de ver seus feitos reconhecidos e seu nome ser alcançado pela justiça histórica. Muito obrigado aos senhores vereadores municipais pela “Moção de Aplausos” a mim concedida por unanimidade. Especialmente ao vereador Agildo que a apresentou como reconhecimento e forma de incentivo para continuar com a coluna “SUBSÍDIO”, bem com estimular a manifestação popular nos assuntos municipais.


E “A ESQUINA?” Bem! A esquina é aquela da Rua Joviano Teixeira com João Marcelino (Rua do Ginásio). Em frente à casa do Zé Budega, o sempre craque da cidade. A esquina do Brasil Moreira, de saudosa memória.


O PROBLEMA. A Rua Joviano Teixeira, praticamente, única saída de quem está estacionado na Cel. João Bento (Rua de Traz), Pça. Min. Odilon Braga e de qualquer veículo das adjacências, está sempre interditada por carros estacionados em ambos os lados, inclusive na contramão. A rua é estreita e não comporta mão dupla e estacionamento de ambos os lados. Quem consegue chegar à esquina não tem nenhuma visão de quem vem na outra rua. Este caos foi estabelecido depois que fomos condenados a sofrer sem alternativas de acesso a Pça. Dr. Último de Carvalho depois do seu fechamento em frente à Igreja Matriz.


A SOLUÇÃO. Mão única com estacionamento de um único lado da via ou mesma que já apresentamos para outros locais e que já foram solucionados. Proibir o estacionamento de ambos os lados das Ruas Joviano Teixeira, exceção em frente à ”CIRP – Centro Integrado de Reabilitação Rio Pomba”, para carga e descarga do “Mercadinho Center” dos amigos Leda e Mário e da Rua João Marcelino, exceção para carga e descarga em frente ao “Clério Supermercado”.
Espelho na esquina contribuiria muito também para diminuir o problema e o perigo. Necessário também marcar de amarelo os meios-fios. Esta solução alternativa é fácil demais e não se gasta nada.
FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO: PAZ. Para você. Para a família O IMPARCIAL. Para os nossos governantes para que perseverem no caminho da moralidade, da honestidade e da transparência. Para que DEUS ilumine a todos nós a fim de vencermos novas etapas, conquistamos virtudes, adquirirmos saber, construirmos uma sociedade mais justa, solidária, fraterna, participarmos da história rio-pombense, para que possamos todos, no alvorecer de 2004, VIVENCIAMOS ALEGRIAS E REALIZAÇÕES.

NOTA - 16.07.2010 – O problema de mão dupla foi resolvido agora em 2010 com mão em um único sentido, porém ainda falta resolver o problema de se estacionar dos dois lados da rua. Quando tem carros estacionados dos dois lados não cabe um terceiro de maior porte a exemplo de caminhões.