Guerra, aspecto ecológico cultural
Crônica publicada em jornal em 02.abril.2003
Esta invasão, que supomos ter alguma coisa “antraz”, terá, certamente, um custo ambiental complementar à Guerra do Golfo em 1991. Naquela ocasião, as forças iraquianas incendiaram 732 poços de petróleo no Kuwait, provocando catástrofe ecológica. O custo pela guerra de 91 foi estimado em US$ 40 bilhões. Desta vez, poderá ser o dobro ou o triplo, e apenas no tocante ao meio ambiente. O futuro nos dirá. Espanta-nos só em pensar em quais foram os custos humanos. O Iraque tem a segunda maior reserva comprovada de petróleo do mundo, depois da Arábia Saudita. Até hoje, 02.ABRIL.03, quando estamos escrevendo este artigo que não sambemos quando será publicado, Saddam, praticamente, ainda não tinha adotado a política da “terra queimada” colocando fogo em seus poços de petróleo. De 1000 somente 30 foram incendiados, o que não é pouco. Talvez ele não queime sua própria riqueza e nem destrua suas represas. Pode ser que isto não aconteça. Já aconteceu antes e os problemas somados aos que já aconteceram agora e os que podem vir no futuro, teria um efeito ambiental devastador, um impacto no meio ambiente com aumento de temperatura dos paises do golfo e o aquecimento do planeta, o efeito estufa. De qualquer maneira, esta região, que luta para criar um oásis no deserto perderá muito do que já se fez até agora. Em 1991, o incêndio dos poços kuwaitianos lançou na atmosfera 500 milhões de toneladas de dióxido de carbono. A 2000 km de distância, no Irã, foram encontrados sinais de petróleo, fuligem, sulfuro e outros ácidos negros produzidos pelos incêndios. Os iraquianos também despejaram cerca de 8 milhões de barris de petróleo no Oceano Índico e perto de 60 milhões de barris no deserto do Kuwait. Até hoje as areias desse país, invadido pelo Iraque em 1990, ainda transpira petróleo. Preocupam, especialmente, os projéteis de urânio empobrecido, resíduo obtido da produção de combustível destinado aos reatores nucleares e às bombas atômicas. A explosão desses projéteis liberaria no ar óxido de urânio, uma substância cancerígena. Esse veneno não pode ser detido nem localizado depois que esteja em suspensão no ar e tenha invadido o solo e contaminado a água. Não respeita fronteira. Assim, milhares de hectares de terras iraquianas e seus cursos de água poderão ser contaminados. Em 91 o petróleo matou 25 mil aves costeiras. Já são consideradas extintas mais de 40 espécies de aves aquáticas, crustáceos e mamíferos exclusivos da região. Os incêndios de 91 produziram nuvens negras que bloquearam a luz do sol por meses.
Essa guerra ameaça acelerar a destruição da região fértil do Iraque apontada por cientistas como inspiração do paraíso bíblico, Jardim do Éden. Terra natal de Abraão, da Babilônia de Nabucodonosor que me inspirou fazer um jardim suspenso aqui em casa, nas minhas posses. È claro. A Mesopotâmia, entre os rios Tigre e Eufrates do meu tempo de ginásio, tem seus dias de glória contados. Ginásio da época do competente advogado e meu professor de história, o admirável Dr Waltencyr. Falar em cultura é falar do não menos admirável Prof.Aristóteles Ottoni Cardoso, o Prof.Tote. Eles são 10. Atrás de grandes homens, grandes mulheres, Maria Eloi e Rita. O fim do pantanal com seus búfalos e terras de arroz não está longe. Esta guerra ameaça ser o tiro de misericórdia nesta região considerada de herdeiros de sumérios e babilônios. Saddam, antes das guerras, já construiu rios artificiais, secando os pântanos para levar água à Bagdá. A Síria e a Turquia construíram represas nas nascentes do Tigre e Eufrates detendo as águas que deveriam fluir para a Mesopotâmia. Tudo isso deverá contribuir para que a região seja desértica também.
Estes bombardeios ameaçam a história, a cultura. Há mais de 5 mil anos ai surgia o berço da civilização. A invenção da roda, da matemática, da agricultura. Em sua aurora ela foi moldada pelos impérios que lá habitaram. assírios, ao norte, e babilônios, ao sul, nos deixaram como herança riquezas muito mais valiosas do que objetos antigos. Em cada monumento está a memória das primeiras cidades, dos primeiros textos e das primeiras instituições religiosas.
Pensamos que muitos podem não perceber, ou não querem ou não estão nem ai pra isso, mas o Iraque, além da perda de vidas, pode perder também sua identidade cultural. Os invasores ou forças de coalizão, como queiram (Estados Unidos do cowboy que mata por petróleo, com apoio dos governos da Inglaterra, da Espanha, da Austrália e da Coréia do Sul), e o que é pior, invocando o nome de Deus, devem evitar danos a esses locais importantes, mas o assunto não deve estar na lista de prioridades. Se houver um alvo militar ao lado de um monumento, eles vão atirar. Você não acha? (Eles ... ainda deverão encontrar o Osama, filho de Laden, não só ele, mas dezenas dele, além de Saddam’s. Quem semeia vento colhe tempestade). Outro perigo apontado pelos arqueólogos é o de saques. Após a Guerra do Golfo e o embargo das Nações Unidas, o tráfico de tesouros arqueológicos floresceu no Iraque.
Já pensou os meus amados mestres professores Waltencyr e Tote dando aulas de história, ciência e cultura no ginásio, naqueles tempos, com os fatos de hoje? Nesse tempo de Coca-Cola, de tráfico de drogas de influência e de carros? Da geração cocaína? Tenho Saudades de Bagdá, um cenário dos contos das mil e uma noites. Ficamos tristes com a guerra, com as vidas sacrificadas. Todos somos irmãos. Filhos do mesmo Pai: Deus, Alá. Já pensou que o Iraque poderia ser visto não só com os olhos, mas também com o coração? Já pensou dar aula sobre a Mesopotâmia onde ela existiu? Aproveitamos a oportunidade para desfazer um erro grosseiro. O que se convencionou chamar de Golfo Pérsico, é, na verdade, o Golfo Arábico, pois do contrário, seria apenas do Irã, que é a antiga Pérsia. O Golfo é a entrada e saída dos paises árabes.
Senhor, possibilite-nos a despoluição, principalmente da mente de nossos dirigentes políticos. Amém.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
- Estreito da água limpa
ESTREITO DA ÁGUA LIMPA
Crônica publicada no jornal O IMPARCIAL em 06.07.2003
Segundo papai Aurélio, nosso mestre dicionarista eletrônico, ESTREITO vem do latim, strictu, part. pass, de stringere, ‘apertar’, ‘comprimir’, ‘reduzir, ‘diminuir’, continuando: que tem pouca largura, pouco folgado, restrito, limitado, acanhado ... canal. Seguindo o mesmo raciocínio, canal seria uma obra de engenharia para a comunicação de mares, rios, lagos, estreito, a largura suficiente para permitir o seu uso, ruas.
Cada um tem o estreito que merece. Se a Cidade do Cairo no Egito e a Arábia Saudita se utilizam de uma passagem internacional que liga o mar Vermelho ao Mediterrâneo para facilitar o comércio entre eles, os países europeus e do oriente médio, que divide o continente asiático do africano, nós rio-pombenses temos o nosso estreito que pode não ser um Canal de Suez, como aquele, mas nosso estreito da Água Limpa que também liga o centro da cidade a diversos outros bairros. Seguindo o mesmo raciocínio, lembramos do Canal do Panamá que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico, facilitando o comércio e a comunicação entre os países do Golfo do México com os países da América do Sul. Foi construído pelos americanos e hoje pertence ao Panamá. Divide a América Central da América do Sul. Lembramos do Estreito de Bering, que é uma formação geológica que se estende pelo mar aproximando o norte da Rússia, na Ásia, do Alasca, no continente americano. Em tempos remotos, foi o caminho que o homem primitivo usou para chegar às Américas. Lembramos do Estreito de Gibraltar, daquela região entre os continentes europeu e africano, mais precisamente entre os países da Espanha, na Europa, e Marrocos, na África, região de intenso comércio desde a antigüidade. Este estreito liga, através do Mediterrâneo, os Oceanos Atlântico e Pacífico.
O nosso estreito é justamente lá no finzinho da Rua. Pe. Manoel, logo depois das residências dos amigos vereador Dr. João e do Zé do Padre, praticamente em frente à casa do meu querido colega de ginásio Sólon Santiago, exatamente em frente a um supermercado e ao bonito prédio dos incomparáveis e progressistas construtores srs. Paulo Arantes e seu filho Paulo César, prédio que mora o amigo Paulinho do Bidica (que saudade), um pouquinho antes da Vila do Dr. Fausto e da Assembléia de Deus, um templo religioso, bonito e muito bem edificado pelo competente e admirável Pastor Célio (que Deus lhe dê e à sua família muitas bênçãos e graças no seu lar e em seu ministério presbiteral). Pois bem, esta rua é bastante larga no seu início, exatamente em frente à bonita casa do saudoso Dr. Zé Reis. e vai sofrendo um afunilamento ou estreitamento até chegar no ponto acima especificado e depois sofre um alargamento na região da famosa “Biquinha”. Acontece que sinalizar ou não uma rua deve ser feito onde necessário e onde se revelar de perigo para a comunidade. O dia-a-dia nos mostrará onde devemos nos preocupar. Este trecho tem causado grande transtorno no trânsito durante muitos anos, com constantes solicitações de policiamento até por parte dos vizinhos para sanar contratempos, perigo aos transeuntes, constrangimento ao comércio. Isto é herança administrativa. Já vem de longe.
Aplausos, parabéns à administração municipal. Hoje, a prefeitura solucionou este grande problema colocando placas de “proibido parar e estacionar” do lado esquerdo de quem desce. Do mesmo lado da casa do vereador dr. João e do Zé do Padre até a esquina da Vila do Dr. Fausto, deixando este lado livre para p trânsito. Assim, o sinal de “carga e descarga”, que já existe do outro lado, em frente ao supermercado, não será prejudicado e todos sairão ganhando. Continue assim.Viu como é fácil quando se quer? Os nossos estreitos foram comparados aos relacionados à água. Daqui pra lá você vai a Água Limpa, de lá pra cá, a Rio Pomba (cidade) ou ao rio Pomba (rio). Um “r” faz a diferença. Se maiúsculo é cidade, minúsculo é rio, é água. Êta língua, sô. O problema não chegou a ser uma mancha, um canal da Mancha (Estreito de Dover), conforme aquela faixa de água que separa a Inglaterra do resto da Europa. Se lá a solução foi construir um túnel subterrâneo ao custo de 9 bilhões de libras esterlinas para a passagem tranqüila de trens (Eurostar) em 1994, ligando Londres a Paris, aqui a solução foi apenas colocar (a pedido), por um preço irrisório, algumas placas de sinalização e pintar o meio fio de amarelo numa faixa de aproximadamente 50 metros, e não 50,4 km como lá. Novamente, parabéns.
Pensamos que governar e dirigir automóvel podem ser aprendidos com as respectivas dificuldades, dependendo, evidentemente, da boa vontade, competência e disposição de cada um. Governar aprende-se governando, dirigir, (dobrar à esquerda, à direita, parar, ultrapassar em locais perigosos, etc.), dirigindo. Na rua se faz o motorista, no governo o estadista. Enquanto o aprendiz de motorista tem o instrutor ao seu lado o estadista tem as críticas construtivas das quais pode se valer. Não temos por objetivo falar mal de ninguém, muito pelo contrário, todas nossas críticas foram para ajudar nosso prefeito, nosso irmão, nosso semelhante, a comunidade. Não temos e nunca tivemos nada de pessoal. Tudo é comunidade. Acredite, gostaríamos de falar bem, mas se falar bem melhorasse alguma coisa, a solução de nossos problemas seria moleza. Sempre temos que procurar os defeitos para corrigi-los, as virtudes para cultivá-las, se quisemos crescer, é claro. A maior parte da imprensa passou 8 anos falando bem de FHC e o que resultou? O presidente e todos os demais políticos apenas nos representam passageiramente. Sei que o prefeito é da cidade, mas a cidade somos nós, os eleitores e cidadãos, os rio-pombenses, assim como a igreja somos nós e não o templo.
Enquanto a Otan planeja patrulhar o estreito de Gibraltar contra o terrorismo, nós o fazemos em relação ao nosso Estreito da Água Limpa, relativamente ao nosso terrorismo do trânsito.
Crônica publicada no jornal O IMPARCIAL em 06.07.2003
Segundo papai Aurélio, nosso mestre dicionarista eletrônico, ESTREITO vem do latim, strictu, part. pass, de stringere, ‘apertar’, ‘comprimir’, ‘reduzir, ‘diminuir’, continuando: que tem pouca largura, pouco folgado, restrito, limitado, acanhado ... canal. Seguindo o mesmo raciocínio, canal seria uma obra de engenharia para a comunicação de mares, rios, lagos, estreito, a largura suficiente para permitir o seu uso, ruas.
Cada um tem o estreito que merece. Se a Cidade do Cairo no Egito e a Arábia Saudita se utilizam de uma passagem internacional que liga o mar Vermelho ao Mediterrâneo para facilitar o comércio entre eles, os países europeus e do oriente médio, que divide o continente asiático do africano, nós rio-pombenses temos o nosso estreito que pode não ser um Canal de Suez, como aquele, mas nosso estreito da Água Limpa que também liga o centro da cidade a diversos outros bairros. Seguindo o mesmo raciocínio, lembramos do Canal do Panamá que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico, facilitando o comércio e a comunicação entre os países do Golfo do México com os países da América do Sul. Foi construído pelos americanos e hoje pertence ao Panamá. Divide a América Central da América do Sul. Lembramos do Estreito de Bering, que é uma formação geológica que se estende pelo mar aproximando o norte da Rússia, na Ásia, do Alasca, no continente americano. Em tempos remotos, foi o caminho que o homem primitivo usou para chegar às Américas. Lembramos do Estreito de Gibraltar, daquela região entre os continentes europeu e africano, mais precisamente entre os países da Espanha, na Europa, e Marrocos, na África, região de intenso comércio desde a antigüidade. Este estreito liga, através do Mediterrâneo, os Oceanos Atlântico e Pacífico.
O nosso estreito é justamente lá no finzinho da Rua. Pe. Manoel, logo depois das residências dos amigos vereador Dr. João e do Zé do Padre, praticamente em frente à casa do meu querido colega de ginásio Sólon Santiago, exatamente em frente a um supermercado e ao bonito prédio dos incomparáveis e progressistas construtores srs. Paulo Arantes e seu filho Paulo César, prédio que mora o amigo Paulinho do Bidica (que saudade), um pouquinho antes da Vila do Dr. Fausto e da Assembléia de Deus, um templo religioso, bonito e muito bem edificado pelo competente e admirável Pastor Célio (que Deus lhe dê e à sua família muitas bênçãos e graças no seu lar e em seu ministério presbiteral). Pois bem, esta rua é bastante larga no seu início, exatamente em frente à bonita casa do saudoso Dr. Zé Reis. e vai sofrendo um afunilamento ou estreitamento até chegar no ponto acima especificado e depois sofre um alargamento na região da famosa “Biquinha”. Acontece que sinalizar ou não uma rua deve ser feito onde necessário e onde se revelar de perigo para a comunidade. O dia-a-dia nos mostrará onde devemos nos preocupar. Este trecho tem causado grande transtorno no trânsito durante muitos anos, com constantes solicitações de policiamento até por parte dos vizinhos para sanar contratempos, perigo aos transeuntes, constrangimento ao comércio. Isto é herança administrativa. Já vem de longe.
Aplausos, parabéns à administração municipal. Hoje, a prefeitura solucionou este grande problema colocando placas de “proibido parar e estacionar” do lado esquerdo de quem desce. Do mesmo lado da casa do vereador dr. João e do Zé do Padre até a esquina da Vila do Dr. Fausto, deixando este lado livre para p trânsito. Assim, o sinal de “carga e descarga”, que já existe do outro lado, em frente ao supermercado, não será prejudicado e todos sairão ganhando. Continue assim.Viu como é fácil quando se quer? Os nossos estreitos foram comparados aos relacionados à água. Daqui pra lá você vai a Água Limpa, de lá pra cá, a Rio Pomba (cidade) ou ao rio Pomba (rio). Um “r” faz a diferença. Se maiúsculo é cidade, minúsculo é rio, é água. Êta língua, sô. O problema não chegou a ser uma mancha, um canal da Mancha (Estreito de Dover), conforme aquela faixa de água que separa a Inglaterra do resto da Europa. Se lá a solução foi construir um túnel subterrâneo ao custo de 9 bilhões de libras esterlinas para a passagem tranqüila de trens (Eurostar) em 1994, ligando Londres a Paris, aqui a solução foi apenas colocar (a pedido), por um preço irrisório, algumas placas de sinalização e pintar o meio fio de amarelo numa faixa de aproximadamente 50 metros, e não 50,4 km como lá. Novamente, parabéns.
Pensamos que governar e dirigir automóvel podem ser aprendidos com as respectivas dificuldades, dependendo, evidentemente, da boa vontade, competência e disposição de cada um. Governar aprende-se governando, dirigir, (dobrar à esquerda, à direita, parar, ultrapassar em locais perigosos, etc.), dirigindo. Na rua se faz o motorista, no governo o estadista. Enquanto o aprendiz de motorista tem o instrutor ao seu lado o estadista tem as críticas construtivas das quais pode se valer. Não temos por objetivo falar mal de ninguém, muito pelo contrário, todas nossas críticas foram para ajudar nosso prefeito, nosso irmão, nosso semelhante, a comunidade. Não temos e nunca tivemos nada de pessoal. Tudo é comunidade. Acredite, gostaríamos de falar bem, mas se falar bem melhorasse alguma coisa, a solução de nossos problemas seria moleza. Sempre temos que procurar os defeitos para corrigi-los, as virtudes para cultivá-las, se quisemos crescer, é claro. A maior parte da imprensa passou 8 anos falando bem de FHC e o que resultou? O presidente e todos os demais políticos apenas nos representam passageiramente. Sei que o prefeito é da cidade, mas a cidade somos nós, os eleitores e cidadãos, os rio-pombenses, assim como a igreja somos nós e não o templo.
Enquanto a Otan planeja patrulhar o estreito de Gibraltar contra o terrorismo, nós o fazemos em relação ao nosso Estreito da Água Limpa, relativamente ao nosso terrorismo do trânsito.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
- Painéis para a Rodoviária
PAINÉIS PARA A RODOVIÁRIA
PRINCIPAIS DISTÂNCIAS & PAINEL RIO POMBA (Cidade Sedução)
No O Imparcial de 01.09.2002 lançamos essa ideia que só veio a florescer 8 anos depois. Consistiria em CONFECCIONAR dois painéis conforme acima reproduzidos. Eles deveriam ser de estrutura metálica (metalon) com lona de impressão digital e acabamento com cantoneiras de alumínio. FAZ PARTE do meu EU botar pra fora tudo aquilo que está gravado dentro de mim. Por essa razão, possivelmente, não serei um deprimido. A respeito desses assuntos de nossa cidade, esclareço que sempre tivemos motivos para nos apressarmos com eles, pois Rio Pomba sempre se move em ritmo lento-quase-parado. O amanhã sempre chega quando lhe apraz. Nessa terra em se plantando tudo dá, assim também no campo das idéias. Vejam: imitando BH do meu querido CRUZEIRO (RAPOSA) batizei o Pombense de Galo por sua torcida aguerrida; o América de Formiga, porque mais parecia um formigueiro com todos trabalhando para o bem comum (vejam seu patrimônio). O FORMIGÃO eu idealizei por analogia, o TORNEIO DE FÉRIAS por idealismo (junto com muitos outros), a APAE por necessidade, a AABB por trabalhar no BB. E não é que o negócio pegou! Estamos pertos. Não temos DISTÂNCIAS. Na ocasião sugerimos também que os senhores vereadores, com todo o respeito, smj, deveriam apresentar um ‘PROJETO DE LEI’ com a finalidade de NORMATIZAR a colocação de futuros OUTDOORS e BACKLIGHTS (placas de luzes). Lembramos que se não forem feitos com ponderação, ao invés de embelezarem a cidade podem poluir seu visual, causar perigos para motoristas e transeuntes. Poderia, por exemplo, ser proibida a sua colocação e instalação em locais próximos a indicados a semáforos, para não tirar a concentração dos motoristas; ter dimensões delimitadas (largura e altura); serem instalados no sentido do trânsito; não poderiam ser instalados próximos a alças de trevos de rodovias ou em trechos de curvas; em fachadas residenciais, exceto em pintura mural; em prédios que virem a ser tombados pelo patrimônio; em áreas de preservação ambiental e em locais que prejudiquem de alguma maneira a sinalização de trânsito, a orientação da população ou cause insegurança ao trânsito ou aos pedestres. Belo Horizonte, Ubá, Juiz de Fora estão sofrendo com a poluição visual. Todas as cidades grandes, de um modo geral, também. Não existem normativos, Rio Pomba deve se precaver.
Pois bem, sobre os OUTDOORS e BACKLIGHTS até hoje nada de novo, quanto aos painéis convido você a ir à rodoviária e vê-los. Dr. Fernando me convocou dizendo que gostava das minhas ideias e queria que eu lhe mostrasse de novo e que ele iria fazer os painéis - e fez. Eles deram um grande impacto no local, embelezou o ambiente, é de grande utilidade para todos. Deu uma de ideia de organização administrativa comprovando que agora termos um governo afeito ao diálogo, competente, sério imbuído dos melhores propósitos e ideais e capaz, daí nossa esperança rejuvenescer. Queremos qualidade de vida e bem-estar para todos. Não tem ninguém que passe por lá e não vá ver mais de perto e fazer consultas. Sua aprovação foi uma unanimidade.
Disse Coelho Neto: “A entrada em momento oportuno vale por meia vitória”. No meu caso valeu uma vitória inteira, comprovando que as ideias triunfam mais que as armas.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
- Chuvas causam transtorno em Rio Pomba
CHUVAS CAUSAM TRANSTORNO EM RIO POMBA
(04.JAN.2009)
Depois de longo e tenebroso inverno volto às paginas deste jornal, convocado que fui, por nossa Diretora Carmen Lúcia para falar sobre o transtorno que as últimas chuvas têm causado à nossa cidade. Ponderei, para não me declinar do convite, que quando paramos de dizer coisas que importam aos nossos semelhantes, nossa vida perde um pouco do sentido.
Acho salutar e estimulante a manifestação popular nos problemas do município. Quando expressados com isenção e liberdade além de ter força de cidadania é democrático e patriótico. Escrevendo uma reportagem para jornal o colunista tem que tomar posição, criticar, elogiar, opinar. Ter idéias próprias, independentes. Colunista é pra isto. Desfruta, mais do que um cidadão comum, do privilégio constitucional do exercício pleno da liberdade de expressão e da livre manifestação do pensamento. Enquanto para o cidadão em geral essa garantia constitucional é um direito, para o colunista ou jornalista, como queiram, é um dever.
Esta reportagem está dividida em três partes: 1ª - Rua Gerardo Marini (Rua da Rodoviária), onde de fato, aconteceu um problema maior, 2ª - Vila Araújo, onde de fato, está prestes a acontecer o pior e 3ª - Rosa Mística, mas antes vamos a umas...
Rapidinhas
1 – QUEDA DE ENERGIA ELÉTRICA – Desde meu tempo de grupo escolar, ginásio, científico e trabalho no Bando do Brasil que a gente já brincava que quando cachorro mijava no poste a luz desligava em Rio Pomba, pois bem: isto continua acontecendo! Pasmem!
2 – ZONA RURAL também sofreu com deslizamentos de terras e quedas de barreiras em todo o município. Temos notícias de que logo depois do Distrito Industrial caiu um grande barreira impedindo o acesso para os Bomtempos e Candongas.
3 – Escrevemos uma reportagem “Primeira enchente do século XXI” (Imparcial 26.01.2003), naquela ocasião já alertávamos a comunidade de que construir em local inadequado (domicílio do rio) seria altamente perigoso. Na ocasião até numeramos nossas maiores enchentes. EM 1982 não atingiu a Várzea da Estação. Foi o Córrego do Tejuco e o rio Formoso. EM 1979 aconteceu aquela que pensávamos ser a última do milênio porque já faziam 14 anos que o problema não se repetia. O governo chegou até a dinamitar a cachoeira de Passa-Cinco, rebaixando o seu nível em, aproximadamente, 3 metros. A história se incumbiu de mostrar que aquele procedimento não foi feliz, além de tirar todo o encanto e beleza da cachoeira, pois as enchentes continuaram a acontecer. EM 1983 aconteceu a maior enchente de todos os tempos. EM dezembro de 1999 outra enchente de grandes proporções. EM janeiro de 2003 presenciamos a 2ª maior enchente. Rio Pomba perdeu 9 pontes da zona rural, região mais prejudicada.
São Pedro não está dando muita trégua não. Este ano a enchente não foi devastadora, mas não menos perigosa.
Tomamos como referência para estabelecer o volume de água das enchentes os degraus da escada da Fazenda do Cel. José Mendonça dos Reis. Tudo do através do Dr. Sylvio Caiaffa, diretor do Museu Histórico de Rio Pomba. Já publicamos as fotos em “O Imparcial” (26/JAN/2003).
4 – Clube da Lagoa e ruas adjacentes tiveram canalizações mal feitas, com tubulões insuficientes, reduzindo a passagem da água em mais de 60%. Para piorar a situação e os ignorantes e criminosos da natureza ainda jogam pneus, colchões velhos e garrafas plásticas nos bueiros e encostas. Merecem prisão, e algumas solucionáticas podem e devem continuar a ser tomadas.
Neste mesmo local na Av.Manoel Fernandes existem duas caixas de passagens destapadas há mais de 12 anos. Em uma delas já caiu um cavalo. Sabe-se mais o quê. É Um pesadelo feito de esgosto e lixo.
5 – Sinto-me completamente a vontade ao tratar deste assunto, vez que já tive a oportunidade de sanar problema do gênero na AABB. As encostas foram contidas e canalizamos com mais 300 manilhas (40 cm) águas fluviais que devastavam a área do campo de futebol e adjacências, daquela associação. Toda vez que chovia muito era um caos Há mais de 30 anos estamos vivendo uma tranqüilidade.
6 - Relativamente a tudo o que tem acontecido no Estado e no País, Sta. Catarina, região Serrana do Rio de Janeiro, Capitais e cidades adjacentes: Guarani, Tabuleiro, Cataguases, etc., de um modo geral, devemos nos considerar premiados pela própria natureza. Nossa cidade, por sua topografia não é propensa a desastres maiores. Graças também ao bom trabalho executados pelos nossos administradores
1ª Parte – Rua Gerardo Marini (Rua da Rodoviária)
Esta é a Rua Henrique Saraiva – prolongamento da Rua Madre Cabrini.
O problema
Neste ponto, do lado direito, na esquina, já caiu uma casa e rachou outra. Este é o local que fica situado na parte de cima da sua da Rodoviária (Gerardo Marini). Tem uma rachadura de fora a fora que pode causar problemas na rua de baixo (Gerardo Marini). Os senhores Drs. Délio Soares Furtado e Sylvio Caiaffa Mendonça já me haviam falado nisso há tempos. Este assunto já foi objeto da minha coluna “Subsídio” deste jornal. Os moradores têm jogado lixo nesta encosta.
A solução – Fazer uma ruela calçada (para fácil acesso e acompanhamento do problema) do lado direito da rua com valeta/canaleta para e contenção de águas fluviais. E, desviar as águas da chuvas das casas para a rua de cima, Madre Cabrini a fim de tomar esta direção.
Porque falar desta Rua se o problema é na Rua de baixo? Porque esta rua pode salvar a de baixo se, entre outras medidas, as águas da casas do lado direito forem redirecionadas.
Esta rua já foi objeto de crônica elogiosa: “Murro de arrimo na rua Madre Cabrini”.Veja este muro de contenção (de arrimo). Ele retém a encosta da rua de cima. Por isso não ocorreu nenhuma tragédia nesta rua. Pois bem, todas estas casas da foto estão direcionando suas águas para a rua de baixo a (Gerardo Marini-Rua da Rodoviária). Aumentando os deslizamentos. Torna-se necessário desviar estas águas para esta própria rua tirando-as de lá. Temos que conter, URGENTEMENTE, aquela encosta com escadas, drenagem, e tudo que se fizer necessário. Isto pra que não haja mais deslizamentos, desabamentos por falta de soluções preventivas e descaso às famílias que moram naquele local (R.G.Marini-R.da Rodoviária). Precisamos amparar a encosta e também as famílias.Uma pequena enchente e um pequeno problema que pode ser de grandes proporções se não forem tomadas medidas preventivas. Contenção de encostas da rua de cima, Rua Madre Cabrini.
Este é o Lulu (irmão da Eliane) retirando, por conta própria, uns dos diversos caminhões de entulhos de dentro de sua residência. (G.Marini 77)
Isto foi o que sobrou da área de serviço e cozinha da Casa da Eliane, Dudu e seus irmãos da Rua Gerardo Marini, 77. Eles dormiam em um quarto de frente para a rua. Ainda bem!
Esta é uma foto do deslizamento ocorrido nos fundos da Rua Madre Cabrini pra a Gerardo Marini.
Esta lona preta, colocada por moradores, não conseguiu evitar que a terra deslizasse para dentro da Residência dos nossos amigos Eliana e seu irmão Jair, derrubando parede da cozinha, soterrando fogão, geladeira e móveis. Ainda bem que era cozinha.
Há uns 5 a 8 metros acima desta lona existem árvores de grande porte (mangueiras e outras) que estão descendo. Se caírem (deslizarem) vai ser um desastre.
Tem que acionar a Defesa Cível para as providências devidas.
2ª Parte – Vila Araújo (prolongamento da Quírico Marini (R.do O Imparcial)
que a entrada e saída de Rio Pomba para Juiz de Fora (vide fotos no Museu Histórico).
Para início de conversa, temos a dizer que neste local já foram feitos, pela Prefeitura, por duas vezes murro de arrimo com sacos de areia e cimento. Esta próxima será a terceira vez.
Esta rachadura já tem 2 anos que está aqui, mas com estas chuvas ela abriu mais e o murro existente está prestes a ruir.
Esta fenda faz lembrar a uma, de grandes proporções, que existe entre a rua Madre Cabrini e Gerardo Marini.
Observe que o rio está passando raspando no murro de arrimo da rua que está ruindo.
Torna-se necessário reconstrui-lo, se for o caso. De qualquer maneira é necessário obra de sustentação e ponto de apoio. Bueiro com escada própria para escoamento de água de chuva, etc.etc.
Este ponto de apoio seria do lado de onde era a antiga rua para Juiz de Fora.
Na enchente anterior este bambuzal (plantado por moradores) teve grande parte dele arrancado com raiz e tudo pelas águas do rio Pomba.
O problema – vide fotos
Soluções – Fazer um virador (O Toninho Mota ia fazer isto a pedido do Pedro Damião) em algum lugar desta rua com laje de concreto, se necessário e murro de arrimo no final da rua para conter as águas das enchentes do rio Pomba.
Nota – A rua Quírico Marini é uma das poucas ruas da cidade que não mereceu melhoria pela prefeitura. Torna-se necessário fazer uma rede fluvial nova e uma nova rede de esgoto. Sabemos que o esgoto existente deságua a céu aberto no final da rua. O ex Prefeito tinha intenção de fazer isto conforme afirmou em um de seus pronunciamentos. Não houve tempo hábil.
3ª Parte – Bairro Rosa Mística.
No “O Imparcial” de 14.SET.2003 na minha coluna “Subsídio”, tecemos diversas considerações a respeito deste bairro. O nome da matéria foi Rosa Mística, antes e depois. Na ocasião, este local não apresentava qualquer condição de segurança. Deslizamentos e soterramentos eram iminentes neste terreno invadido pelos sem teto. Construções em situações de grande risco. Ai então o ex prefeito Giovani Baia urbanizou e calçou o bairro todo, foram executadas as contenções das encostas, construídas escadas para escoamento de águas fluviais, etc.
(04.JAN.2009)
Depois de longo e tenebroso inverno volto às paginas deste jornal, convocado que fui, por nossa Diretora Carmen Lúcia para falar sobre o transtorno que as últimas chuvas têm causado à nossa cidade. Ponderei, para não me declinar do convite, que quando paramos de dizer coisas que importam aos nossos semelhantes, nossa vida perde um pouco do sentido.
Acho salutar e estimulante a manifestação popular nos problemas do município. Quando expressados com isenção e liberdade além de ter força de cidadania é democrático e patriótico. Escrevendo uma reportagem para jornal o colunista tem que tomar posição, criticar, elogiar, opinar. Ter idéias próprias, independentes. Colunista é pra isto. Desfruta, mais do que um cidadão comum, do privilégio constitucional do exercício pleno da liberdade de expressão e da livre manifestação do pensamento. Enquanto para o cidadão em geral essa garantia constitucional é um direito, para o colunista ou jornalista, como queiram, é um dever.
Esta reportagem está dividida em três partes: 1ª - Rua Gerardo Marini (Rua da Rodoviária), onde de fato, aconteceu um problema maior, 2ª - Vila Araújo, onde de fato, está prestes a acontecer o pior e 3ª - Rosa Mística, mas antes vamos a umas...
Rapidinhas
1 – QUEDA DE ENERGIA ELÉTRICA – Desde meu tempo de grupo escolar, ginásio, científico e trabalho no Bando do Brasil que a gente já brincava que quando cachorro mijava no poste a luz desligava em Rio Pomba, pois bem: isto continua acontecendo! Pasmem!
2 – ZONA RURAL também sofreu com deslizamentos de terras e quedas de barreiras em todo o município. Temos notícias de que logo depois do Distrito Industrial caiu um grande barreira impedindo o acesso para os Bomtempos e Candongas.
3 – Escrevemos uma reportagem “Primeira enchente do século XXI” (Imparcial 26.01.2003), naquela ocasião já alertávamos a comunidade de que construir em local inadequado (domicílio do rio) seria altamente perigoso. Na ocasião até numeramos nossas maiores enchentes. EM 1982 não atingiu a Várzea da Estação. Foi o Córrego do Tejuco e o rio Formoso. EM 1979 aconteceu aquela que pensávamos ser a última do milênio porque já faziam 14 anos que o problema não se repetia. O governo chegou até a dinamitar a cachoeira de Passa-Cinco, rebaixando o seu nível em, aproximadamente, 3 metros. A história se incumbiu de mostrar que aquele procedimento não foi feliz, além de tirar todo o encanto e beleza da cachoeira, pois as enchentes continuaram a acontecer. EM 1983 aconteceu a maior enchente de todos os tempos. EM dezembro de 1999 outra enchente de grandes proporções. EM janeiro de 2003 presenciamos a 2ª maior enchente. Rio Pomba perdeu 9 pontes da zona rural, região mais prejudicada.
São Pedro não está dando muita trégua não. Este ano a enchente não foi devastadora, mas não menos perigosa.
Tomamos como referência para estabelecer o volume de água das enchentes os degraus da escada da Fazenda do Cel. José Mendonça dos Reis. Tudo do através do Dr. Sylvio Caiaffa, diretor do Museu Histórico de Rio Pomba. Já publicamos as fotos em “O Imparcial” (26/JAN/2003).
4 – Clube da Lagoa e ruas adjacentes tiveram canalizações mal feitas, com tubulões insuficientes, reduzindo a passagem da água em mais de 60%. Para piorar a situação e os ignorantes e criminosos da natureza ainda jogam pneus, colchões velhos e garrafas plásticas nos bueiros e encostas. Merecem prisão, e algumas solucionáticas podem e devem continuar a ser tomadas.
Neste mesmo local na Av.Manoel Fernandes existem duas caixas de passagens destapadas há mais de 12 anos. Em uma delas já caiu um cavalo. Sabe-se mais o quê. É Um pesadelo feito de esgosto e lixo.
5 – Sinto-me completamente a vontade ao tratar deste assunto, vez que já tive a oportunidade de sanar problema do gênero na AABB. As encostas foram contidas e canalizamos com mais 300 manilhas (40 cm) águas fluviais que devastavam a área do campo de futebol e adjacências, daquela associação. Toda vez que chovia muito era um caos Há mais de 30 anos estamos vivendo uma tranqüilidade.
6 - Relativamente a tudo o que tem acontecido no Estado e no País, Sta. Catarina, região Serrana do Rio de Janeiro, Capitais e cidades adjacentes: Guarani, Tabuleiro, Cataguases, etc., de um modo geral, devemos nos considerar premiados pela própria natureza. Nossa cidade, por sua topografia não é propensa a desastres maiores. Graças também ao bom trabalho executados pelos nossos administradores
1ª Parte – Rua Gerardo Marini (Rua da Rodoviária)
Esta é a Rua Henrique Saraiva – prolongamento da Rua Madre Cabrini.
O problema
Neste ponto, do lado direito, na esquina, já caiu uma casa e rachou outra. Este é o local que fica situado na parte de cima da sua da Rodoviária (Gerardo Marini). Tem uma rachadura de fora a fora que pode causar problemas na rua de baixo (Gerardo Marini). Os senhores Drs. Délio Soares Furtado e Sylvio Caiaffa Mendonça já me haviam falado nisso há tempos. Este assunto já foi objeto da minha coluna “Subsídio” deste jornal. Os moradores têm jogado lixo nesta encosta.
A solução – Fazer uma ruela calçada (para fácil acesso e acompanhamento do problema) do lado direito da rua com valeta/canaleta para e contenção de águas fluviais. E, desviar as águas da chuvas das casas para a rua de cima, Madre Cabrini a fim de tomar esta direção.
Porque falar desta Rua se o problema é na Rua de baixo? Porque esta rua pode salvar a de baixo se, entre outras medidas, as águas da casas do lado direito forem redirecionadas.
Este é o Lulu (irmão da Eliane) retirando, por conta própria, uns dos diversos caminhões de entulhos de dentro de sua residência. (G.Marini 77)
Isto foi o que sobrou da área de serviço e cozinha da Casa da Eliane, Dudu e seus irmãos da Rua Gerardo Marini, 77. Eles dormiam em um quarto de frente para a rua. Ainda bem!
Esta é uma foto do deslizamento ocorrido nos fundos da Rua Madre Cabrini pra a Gerardo Marini.
Esta lona preta, colocada por moradores, não conseguiu evitar que a terra deslizasse para dentro da Residência dos nossos amigos Eliana e seu irmão Jair, derrubando parede da cozinha, soterrando fogão, geladeira e móveis. Ainda bem que era cozinha.
Há uns 5 a 8 metros acima desta lona existem árvores de grande porte (mangueiras e outras) que estão descendo. Se caírem (deslizarem) vai ser um desastre.
Tem que acionar a Defesa Cível para as providências devidas.
2ª Parte – Vila Araújo (prolongamento da Quírico Marini (R.do O Imparcial)
que a entrada e saída de Rio Pomba para Juiz de Fora (vide fotos no Museu Histórico).
Para início de conversa, temos a dizer que neste local já foram feitos, pela Prefeitura, por duas vezes murro de arrimo com sacos de areia e cimento. Esta próxima será a terceira vez.
Esta rachadura já tem 2 anos que está aqui, mas com estas chuvas ela abriu mais e o murro existente está prestes a ruir.
Esta fenda faz lembrar a uma, de grandes proporções, que existe entre a rua Madre Cabrini e Gerardo Marini.
Observe que o rio está passando raspando no murro de arrimo da rua que está ruindo.
Torna-se necessário reconstrui-lo, se for o caso. De qualquer maneira é necessário obra de sustentação e ponto de apoio. Bueiro com escada própria para escoamento de água de chuva, etc.etc.
Este ponto de apoio seria do lado de onde era a antiga rua para Juiz de Fora.
Na enchente anterior este bambuzal (plantado por moradores) teve grande parte dele arrancado com raiz e tudo pelas águas do rio Pomba.
O problema – vide fotos
Soluções – Fazer um virador (O Toninho Mota ia fazer isto a pedido do Pedro Damião) em algum lugar desta rua com laje de concreto, se necessário e murro de arrimo no final da rua para conter as águas das enchentes do rio Pomba.
Nota – A rua Quírico Marini é uma das poucas ruas da cidade que não mereceu melhoria pela prefeitura. Torna-se necessário fazer uma rede fluvial nova e uma nova rede de esgoto. Sabemos que o esgoto existente deságua a céu aberto no final da rua. O ex Prefeito tinha intenção de fazer isto conforme afirmou em um de seus pronunciamentos. Não houve tempo hábil.
3ª Parte – Bairro Rosa Mística.
No “O Imparcial” de 14.SET.2003 na minha coluna “Subsídio”, tecemos diversas considerações a respeito deste bairro. O nome da matéria foi Rosa Mística, antes e depois. Na ocasião, este local não apresentava qualquer condição de segurança. Deslizamentos e soterramentos eram iminentes neste terreno invadido pelos sem teto. Construções em situações de grande risco. Ai então o ex prefeito Giovani Baia urbanizou e calçou o bairro todo, foram executadas as contenções das encostas, construídas escadas para escoamento de águas fluviais, etc.
Espero que tenham tido um FELIZ NATAL e que neste ANO NOVO que se inicia, tenham muita prosperidade e PAZ. Para você, para a família O IMPARCIAL, para os nossos governantes, presidente, governadores e prefeitos em especial ao nosso amigo Dr. Fernando Antônio Dutra Macedo, para que perseverem no caminho da moralidade, da honestidade e da transparência. Para que DEUS ilumine a todos nós a fim de vencermos novas etapas, conquistamos virtudes, adquirirmos saber, construirmos uma sociedade mais justa, solidária, fraterna, participarmos da história, para que possamos todos VIVENCIAMOS ALEGRIAS E REALIZAÇÕES.
domingo, 15 de agosto de 2010
- É proibido fotografar
É PROIBIDO FOTOGRAFAR
(13.06.2006 - Crônica não-publicada)
Quem nunca ouviu esta frase: “não pode fotografar aqui”, que atire o primeiro chik. A frase sai da boca de seguranças, gerentes, diretores, do comércio, de residências, instituições públicas e privadas. Nas minhas andanças, coletei uma infinidade de histórias que agora divido com você. É verdade que eu sou meio criador de caso e meus relatos se avolumam um pouco demais da conta, mas mesmo assim, vale a crônica e a crítica. Ah, em tempo: proponho aos leitores, fotógrafos profissionais ou amantes do clik que passem a adotar o adesivo “aqui pode fotografar”, e coloquem aonde forem bem recebidos.
Por que é proibido fotografar no interior dos shoppings daqui de Lisboa, perguntei ao Eduardo?... Segundos de silêncio e...:”Porque abriram brechas para a espionagem entre lojistas, copiando-se vitrines e outras idéias, penso eu”. Respondi-lhe: isto já aconteceu comigo em Miami também onde pretendia buscar inspiração!
Numa outra e divertida situação fotografei, a Fernandina que nem saiu na retrato. Um jeitinho brasileiro! Escolhi como fundo, quadros e mais quadros maravilhosos e diversos vestidos da moda. Mal comecei os cliques, veio o primeiro segurança, alertar que era proibido fotografar ali. Isto no Shopping Vasco da Gama, em Lisboa. Pensei até em chamar a polícia para me defender. Ponderei: como eles iriam nos considerar: um estrangeiro? Um imigrante? Gringo? Expatriado? Qual seria o termo mais bem aceito para definir uma pessoa que mora fora de seu país de origem? Os chamados politicamente corretos? Deixei pra lá e saímos do Shopping!...
Sempre que me acontece algo semelhante, falo com outras pessoas para ouvir suas opiniões. Quando me ocorre algo similar já vou logo dizendo: chame o gerente Fulano, “falem com o Dr. Fernando do marketing corporativo internacional que ele já está sabendo de tudo; rápido o Dr. Fernando! Até descobrirem que não existe Dr.Fernando, já era! O chique em fuga já estava feito”.
Acredito que já é chegada a hora de discutirmos as questões relativas ao direito de imagem, não podemos esperar que as definições legais e culturais a respeito do que pode ou não, sejam tomadas sem a participação de fotógrafos de verdade. Um Spert no assunto, é claro.
O que será? Um resquício de ditadura, onde todos tinham algo a esconder ou será medo? Será? Ou apenas uma moda que pegou a todos, sem saber porque, a imitam: é proibido fotografar e pronto! Está na hora de prestar atenção nestas questões. Se não, em breve estaremos proibidos de contar nossa própria história.
(13.06.2006 - Crônica não-publicada)
Quem nunca ouviu esta frase: “não pode fotografar aqui”, que atire o primeiro chik. A frase sai da boca de seguranças, gerentes, diretores, do comércio, de residências, instituições públicas e privadas. Nas minhas andanças, coletei uma infinidade de histórias que agora divido com você. É verdade que eu sou meio criador de caso e meus relatos se avolumam um pouco demais da conta, mas mesmo assim, vale a crônica e a crítica. Ah, em tempo: proponho aos leitores, fotógrafos profissionais ou amantes do clik que passem a adotar o adesivo “aqui pode fotografar”, e coloquem aonde forem bem recebidos.
Por que é proibido fotografar no interior dos shoppings daqui de Lisboa, perguntei ao Eduardo?... Segundos de silêncio e...:”Porque abriram brechas para a espionagem entre lojistas, copiando-se vitrines e outras idéias, penso eu”. Respondi-lhe: isto já aconteceu comigo em Miami também onde pretendia buscar inspiração!
Numa outra e divertida situação fotografei, a Fernandina que nem saiu na retrato. Um jeitinho brasileiro! Escolhi como fundo, quadros e mais quadros maravilhosos e diversos vestidos da moda. Mal comecei os cliques, veio o primeiro segurança, alertar que era proibido fotografar ali. Isto no Shopping Vasco da Gama, em Lisboa. Pensei até em chamar a polícia para me defender. Ponderei: como eles iriam nos considerar: um estrangeiro? Um imigrante? Gringo? Expatriado? Qual seria o termo mais bem aceito para definir uma pessoa que mora fora de seu país de origem? Os chamados politicamente corretos? Deixei pra lá e saímos do Shopping!...
Sempre que me acontece algo semelhante, falo com outras pessoas para ouvir suas opiniões. Quando me ocorre algo similar já vou logo dizendo: chame o gerente Fulano, “falem com o Dr. Fernando do marketing corporativo internacional que ele já está sabendo de tudo; rápido o Dr. Fernando! Até descobrirem que não existe Dr.Fernando, já era! O chique em fuga já estava feito”.
Acredito que já é chegada a hora de discutirmos as questões relativas ao direito de imagem, não podemos esperar que as definições legais e culturais a respeito do que pode ou não, sejam tomadas sem a participação de fotógrafos de verdade. Um Spert no assunto, é claro.
O que será? Um resquício de ditadura, onde todos tinham algo a esconder ou será medo? Será? Ou apenas uma moda que pegou a todos, sem saber porque, a imitam: é proibido fotografar e pronto! Está na hora de prestar atenção nestas questões. Se não, em breve estaremos proibidos de contar nossa própria história.
- Com certeza, uma epidemia.
COM CERTEZA, UMA EPIDEMIA.
(01.06.2005 -Crônica não-publicada)
Antônio Fábio – ex-menor abandonado, hoje, eterno apaixonado.
Já tivemos a epidemia da gripe espanhola aqui na nossa região, a cólera mais recentemente no Peru quando os boatos sobre o peixe cru e, em especial, o salmão quase levou à falência os restaurantes japoneses. Concordo com muitas coisas do Ricardo Freire e do Fritz Utzeri. Enquanto nossas atenções estavam voltadas para a cólera, acabamos não reparando numa outra doença que, traiçoeiramente, foi se alastrando por toda a população. Pensava que poucos sofriam desse mal. Talvez muitos fossem portadores assintomáticos. Hoje, não. Hoje posso afirmar, categòricamente, que se trata de um dos maiores problemas de saúde pública desse país. Estou falando da epidemia do “com certeza”.Confesse: você também está contaminado. A todo o momento, sem nenhuma razão especial, você solta um “com certeza” como resposta afirmativa ou negativa para qualquer coisa. É incontrolável, como vamos provar agora. Você já tomou café-da-manhã hoje? Com certeza. Lula vai discursar de improviso? Com certeza. Os juros vão continuar subindo? Com certeza. Vai chover amanhã? Com certeza. Você prefere ovos fritos ou mexidos? Com certeza. – Qual é o seu nome? Com certeza.
Nem sei como surgiu essa doença, prima do “veja bem” e do “Ninguém Merece”. Peeeense!!! Nunca foi bordão de programa humorístico e nem de pessoa pública. Talvez de alguma coisa da TV que eu não saiba. Talvez de um Casseta & Planeta. Sei não! Surgir do nada é que não foi, claro.
Pelo visto essa locução está substuindo o “sim”, o “não”, o “é”, “foi”, “vamos”, “posso”, “recebeu”, “gostei”, “fui”, “quero”. O “com certeza” pode significar até “sem certeza”. Pelo andar da carruagem o “com certeza” vai se tornar a única resposta para qualquer pergunta. Valha-nos Deus!
O que você acha da devastação, a agressão suicida ao pulmão da humanidade, a floresta amazônica? Com certeza. Você não acha que as forças armadas poderiam entrar nessa guerra? Essa é a nossa guerra, sem contar a do tráfico. A solução? Decretar que toda a área seja território federal. Decretar guerra à devastação. Não se derruba mais na Amazônia. Expulsar de lá todas madeireiras a começar pelas estrangeiras, que já devastaram a floresta tropical da Ásia. Convocar urgente reunião internacional, no âmbito de ONU estabelecendo fundo internacional para esses misteres. Exigir que, doravante, qualquer país não poderá comprar qualquer madeira nobre do Brasil. Que eles usem lá os seus pinos e materiais sintéticos. Nós vamos adotar o modo extrativista derrubando, quando pra nós necessário, uma árvore de vez e não levando com ela 10 outras. Equipar as Unidades militares a serem espalhadas pela selva com helicópteros, lanchas rápidas (nos rios) pesadamente armadas com força letal e equipamento de monitoramento por satélite. Quem for pego, além de cadeia dura, deverá ter seus bens confiscados. A devastação da floresta será considerada crime hediondo contra a humanidade. Com certeza.
“Vamos torcer para que os traficantes, se não extintos, pelo menos se tornem mais humanos. Ao invés de pó de mármore e de vidro, seus produtos deveriam levar misturas mais nutrientes como leite Ninho e Maisena com qualidade garantida pelo Inmetro”. Com certeza.
Para não me tornar um ébrio de mim mesmo, um anti-herói, vou substituir, agorinha mesmo, esse meu falar pela bebida. É o único jeito de eu ficar mais alto. Com certeza. Não tenho preconceito nem mesmo do preconceito e do racismo. Cultura não é acessório. Quem é contra a pizza, o falar italianado dos paulistas, o Sushi, a fusão de branco, negro e índio? Cultura é poder. Com certeza.
A Secretaria dos Direitos humanos deveria ter o nome mudado para “Ministério da Verdade”. Esta Cartilha foi uma idéia de jerico politicamente incorreta. Com Certeza.
A evolução da língua derivada dos nossos usos e costumes é espontânea: “vossa mercê”, “vosmecê”, “cê”, Você já viu falar que um político empobreceu e teve que largar o cargo? Com certeza. Essa cartilha é uma paspalhice e falta de visão. Com certeza.
Somos cidadãos livres e por isso vamos continuar a chamar o mau motorista de barbeiro, de continuar a achar que a coisa está preta já que a cor negra é associada, entre nós ocidentais, a luto, medo do escuro, do desconhecido, nuvens negras – assim como no oriente o branco é que é o sinal de luto e nem por isso é vista como forma de racismo antibranco. Na Bahia o “negão” é, praticamente, um título honorífico. Com certeza.
“Prestenção”: convido a todos vocês a fingir não notar o correr dos ponteiros do relógio e escutar mais algumas!!! Se não fizerem isso, como um bom assessor de vampiro brasileiro, vou rogar uma praga pra você ficar recluso numa ala psiquiátrica de um hospital da rede pública, assistido pelo Dr. Antônio Vicente, em companhia do Itamar Franco e do João Kleber. “Enfo”!!!
Foi ele, foi ele sim... Sem ironia - esse garboso de destaque maior e talentoso jovem, de coração magnânimo, grande e competente organizador de excursões. Aquele que come alface pensando que é torresmo. Foi ele quem nos uniu a todos. O Zé Roberto. Com Certeza.
Sem fuxico - arrasando corações das gatas que cruzaram seu caminho. Chiribamba, estapemba... vai rompendo. Marcos Sousa? Com certeza.
As encantadoras de sorriso irresistível, de visual inconfundível não se deixaram esconder. Parece que isso é mal de família mesmo. São elas as do 106 do Hotel Conservatória, as irmãs do chiribamba: Dudé e Agnes. Com Certeza.
Suas virtudes e encantos transcendem do interior. Uquêêêê? Zezé e Rita... Com certeza.
Uma charmosa miudinha, pimentinha pura - conquistando corações. Seria a Patrísia? Com certeza.
Daniel, o simpático, de fascínio irresistível com todo o seu glamour ficou afônico. Com certeza.
Daniel da Miúcha. Com o coração desocupado ou em recesso? Não são o cavanhaque e a simpatia que o fizeram artista. É pedigree mesmo. Uma pérola musical. Com certeza.
Miúcha, Trajano ou não, ela nos veste de emoções. Quando canta músicas de sua autoria e/ou quando interpreta o samba “Canta Brasil”, com aqueles instantes candentes que dizem “Os negros falaram de amores em suas canções e dessa mistura de vozes, nasceu o teu pranto”.Por tudo isso e pelo seu fascínio: Somos Miuchetes! Com Certeza.
Seria a Senhora Marta Trajano, mãe da Miúcha, uma excursionista oculta? Como é simpática, de sorriso cativante. Ai Jesus! Vamos seqüestrá-la. Com certeza.
A bênção madrinha. Esta colunável, boa gourmet, sedutora e simpática anfitriã sempre a nos sorrir. É elazinha mesma, a Celina. Com certeza.
Hésio. Seria ele um dentista ou um cantor-dançarino? Com certeza.
Miguel. Durma-se com um barulho desses. Ele é um piadista e cantor Paraibano de Fortaleza? Com certeza.
Neurene. “Agitadérrimo”, bom de cama, de porte atlético inclusive na voz, se é que isso é possível. Com certeza.
Jorge, o educado, de visual jovem estava muito se achando protetor das exuberantes meninas e se saiu bem. Ele tem razão: “essas meninas estão, também, no meu mundo particular de simpatia”.Com Certeza.
Bráulio. Que ele tem uma voz muito bonita e é excelente cantor já sabíamos, mas que era, também, um piadista nordestino... Se tiver que correr para o divã do simpático e competente analista Antônio Vicente deve aproveitar e levar um pente. Com certeza.
E por falar nisso, Maria Rita esposa do Dr. Vicente, que é também psiquiatra, não canta, mas encanta com uma simpatia ímpar. Com certeza.
Teve gente tomando conta de gente e se revelando imbatível nesse quesito. Os chiques em estado de graça, Alencar e Lia de seu pequerrucho Lucas, por conseqüência os avós de Lucas, Walmir e Genir protegendo Alencar e Lia. - A graciosa Dona Terezinha do 109, aconselhando o simpático filhão, Jarbinhas a beber menos. Com Certeza.Segundo as más línguas, o amigo Marquinho é tão calmo, tão devagar, que se tiver que tomar conta de duas tartarugas, uma foge. Pra morrer derrepente deve levar uns 30 dias. É brincadeira “meu”! Obrigado por conhecer mais de perto essa família de “M” maiúsculo: Marquinho, Max, Mágno que não são 70 nada. São 100. Com Certeza.Corujão, Marcinho, Alexandre, também são 100 e dispensam adjetivos outros. Com Certeza.
Precisura está presente mesmo não estando. Piadista nº 1 que nunca pode faltar, mesmo quando mais difícil descomer do que comer. Sempre se faz acompanhar desse cavalheiro e maridão de risada “sui gêneris”. Com certeza.
Quem, num piscar de olhos, desfilava toda sua graciosidade sempre com aquele incomparável sorriso? Maria Augusta. Com certeza.
Qual pantera de morenice encantadora, líder nata, foi também, “mui-merecidamente” elogiada pelo seu deslumbrante traseiro, seu popô? Sônia Barros. Com certeza.
Mônica. A louraça charmosa, talentosa, sempre conquistando corações? Com certeza.
Marisa Timponi. Revisora do meu livro a ser editado, sensual escritora, poliglota-dançarina uma de nossas mais gratas revelações e conquistas. Com certeza.
Chico Caiafa e Martha Baiana. Aqueles de corações abertos sempre prontos a ajudar a quem quer que seja. Ela, com cliques digitais com fotos & fotos e DVD’s. Ambos, encantadores de simpatia contagiante. O casal 20? Com certeza.
Sérgio Porto e sua Odilinha, ele meu outro colega de banco, competente advogado da cidade carinho, ela extasiante, gentil, agora, também, no nosso meio. A simplicidade do casal ocupa lugar de destaque no cenário ubaense. Com certeza.
Essa turma, numa só tacada, Marco Aurélio e Lane, Marco Antônio e Margareth, Ilza, Alda, Jovita, Leila, Paulinho, Ieda, Tida, Beth, Lande, Dati, Tininha, Marlene, Zulmira – repetindo: essa turma se revelou “fashion”, chiquérrima, em estado de graça porque enquanto nós do INSS, eles da UNIMED. Nossas pérolas, nossas Giselas e Giselos delas, não foi à toa que se hospedaram Astro Rei, o Sol Maior. Com certeza.
Para fechar com chave de ouro, quero aqui prestar também minha homenagem àquela de maior glamour, de nata elegância, de beleza extasiante, de personalidade envolvente, mãe e avó muito querida e admirada, minha musa inspiradora e amada amante, FERNANDINA.
Amigos, vamos cultivar estas amizades e a vida será para nós uma eterna primavera. Com certeza.
Obrigado a todos vocês que não foram naquela excursão, mas estão de volta no nosso aconchego. Com certeza.
Lembram-se da serenata no Hotel Conservatória às 6 da madruga no sábado? Uma vez Flamengo, sempre Flamengo. Minha FLAmília é assim em qualquer lugar e tem acompanhantes..Quando desfrutar novamente destes momentos? A data da próxima reunião do GEA? Com certeza.
TA pensando o quê, meu? A folia continua. Com certeza.
(01.06.2005 -Crônica não-publicada)
Antônio Fábio – ex-menor abandonado, hoje, eterno apaixonado.
Já tivemos a epidemia da gripe espanhola aqui na nossa região, a cólera mais recentemente no Peru quando os boatos sobre o peixe cru e, em especial, o salmão quase levou à falência os restaurantes japoneses. Concordo com muitas coisas do Ricardo Freire e do Fritz Utzeri. Enquanto nossas atenções estavam voltadas para a cólera, acabamos não reparando numa outra doença que, traiçoeiramente, foi se alastrando por toda a população. Pensava que poucos sofriam desse mal. Talvez muitos fossem portadores assintomáticos. Hoje, não. Hoje posso afirmar, categòricamente, que se trata de um dos maiores problemas de saúde pública desse país. Estou falando da epidemia do “com certeza”.Confesse: você também está contaminado. A todo o momento, sem nenhuma razão especial, você solta um “com certeza” como resposta afirmativa ou negativa para qualquer coisa. É incontrolável, como vamos provar agora. Você já tomou café-da-manhã hoje? Com certeza. Lula vai discursar de improviso? Com certeza. Os juros vão continuar subindo? Com certeza. Vai chover amanhã? Com certeza. Você prefere ovos fritos ou mexidos? Com certeza. – Qual é o seu nome? Com certeza.
Nem sei como surgiu essa doença, prima do “veja bem” e do “Ninguém Merece”. Peeeense!!! Nunca foi bordão de programa humorístico e nem de pessoa pública. Talvez de alguma coisa da TV que eu não saiba. Talvez de um Casseta & Planeta. Sei não! Surgir do nada é que não foi, claro.
Pelo visto essa locução está substuindo o “sim”, o “não”, o “é”, “foi”, “vamos”, “posso”, “recebeu”, “gostei”, “fui”, “quero”. O “com certeza” pode significar até “sem certeza”. Pelo andar da carruagem o “com certeza” vai se tornar a única resposta para qualquer pergunta. Valha-nos Deus!
O que você acha da devastação, a agressão suicida ao pulmão da humanidade, a floresta amazônica? Com certeza. Você não acha que as forças armadas poderiam entrar nessa guerra? Essa é a nossa guerra, sem contar a do tráfico. A solução? Decretar que toda a área seja território federal. Decretar guerra à devastação. Não se derruba mais na Amazônia. Expulsar de lá todas madeireiras a começar pelas estrangeiras, que já devastaram a floresta tropical da Ásia. Convocar urgente reunião internacional, no âmbito de ONU estabelecendo fundo internacional para esses misteres. Exigir que, doravante, qualquer país não poderá comprar qualquer madeira nobre do Brasil. Que eles usem lá os seus pinos e materiais sintéticos. Nós vamos adotar o modo extrativista derrubando, quando pra nós necessário, uma árvore de vez e não levando com ela 10 outras. Equipar as Unidades militares a serem espalhadas pela selva com helicópteros, lanchas rápidas (nos rios) pesadamente armadas com força letal e equipamento de monitoramento por satélite. Quem for pego, além de cadeia dura, deverá ter seus bens confiscados. A devastação da floresta será considerada crime hediondo contra a humanidade. Com certeza.
“Vamos torcer para que os traficantes, se não extintos, pelo menos se tornem mais humanos. Ao invés de pó de mármore e de vidro, seus produtos deveriam levar misturas mais nutrientes como leite Ninho e Maisena com qualidade garantida pelo Inmetro”. Com certeza.
Para não me tornar um ébrio de mim mesmo, um anti-herói, vou substituir, agorinha mesmo, esse meu falar pela bebida. É o único jeito de eu ficar mais alto. Com certeza. Não tenho preconceito nem mesmo do preconceito e do racismo. Cultura não é acessório. Quem é contra a pizza, o falar italianado dos paulistas, o Sushi, a fusão de branco, negro e índio? Cultura é poder. Com certeza.
A Secretaria dos Direitos humanos deveria ter o nome mudado para “Ministério da Verdade”. Esta Cartilha foi uma idéia de jerico politicamente incorreta. Com Certeza.
A evolução da língua derivada dos nossos usos e costumes é espontânea: “vossa mercê”, “vosmecê”, “cê”, Você já viu falar que um político empobreceu e teve que largar o cargo? Com certeza. Essa cartilha é uma paspalhice e falta de visão. Com certeza.
Somos cidadãos livres e por isso vamos continuar a chamar o mau motorista de barbeiro, de continuar a achar que a coisa está preta já que a cor negra é associada, entre nós ocidentais, a luto, medo do escuro, do desconhecido, nuvens negras – assim como no oriente o branco é que é o sinal de luto e nem por isso é vista como forma de racismo antibranco. Na Bahia o “negão” é, praticamente, um título honorífico. Com certeza.
“Prestenção”: convido a todos vocês a fingir não notar o correr dos ponteiros do relógio e escutar mais algumas!!! Se não fizerem isso, como um bom assessor de vampiro brasileiro, vou rogar uma praga pra você ficar recluso numa ala psiquiátrica de um hospital da rede pública, assistido pelo Dr. Antônio Vicente, em companhia do Itamar Franco e do João Kleber. “Enfo”!!!
Foi ele, foi ele sim... Sem ironia - esse garboso de destaque maior e talentoso jovem, de coração magnânimo, grande e competente organizador de excursões. Aquele que come alface pensando que é torresmo. Foi ele quem nos uniu a todos. O Zé Roberto. Com Certeza.
Sem fuxico - arrasando corações das gatas que cruzaram seu caminho. Chiribamba, estapemba... vai rompendo. Marcos Sousa? Com certeza.
As encantadoras de sorriso irresistível, de visual inconfundível não se deixaram esconder. Parece que isso é mal de família mesmo. São elas as do 106 do Hotel Conservatória, as irmãs do chiribamba: Dudé e Agnes. Com Certeza.
Suas virtudes e encantos transcendem do interior. Uquêêêê? Zezé e Rita... Com certeza.
Uma charmosa miudinha, pimentinha pura - conquistando corações. Seria a Patrísia? Com certeza.
Daniel, o simpático, de fascínio irresistível com todo o seu glamour ficou afônico. Com certeza.
Daniel da Miúcha. Com o coração desocupado ou em recesso? Não são o cavanhaque e a simpatia que o fizeram artista. É pedigree mesmo. Uma pérola musical. Com certeza.
Miúcha, Trajano ou não, ela nos veste de emoções. Quando canta músicas de sua autoria e/ou quando interpreta o samba “Canta Brasil”, com aqueles instantes candentes que dizem “Os negros falaram de amores em suas canções e dessa mistura de vozes, nasceu o teu pranto”.Por tudo isso e pelo seu fascínio: Somos Miuchetes! Com Certeza.
Seria a Senhora Marta Trajano, mãe da Miúcha, uma excursionista oculta? Como é simpática, de sorriso cativante. Ai Jesus! Vamos seqüestrá-la. Com certeza.
A bênção madrinha. Esta colunável, boa gourmet, sedutora e simpática anfitriã sempre a nos sorrir. É elazinha mesma, a Celina. Com certeza.
Hésio. Seria ele um dentista ou um cantor-dançarino? Com certeza.
Miguel. Durma-se com um barulho desses. Ele é um piadista e cantor Paraibano de Fortaleza? Com certeza.
Neurene. “Agitadérrimo”, bom de cama, de porte atlético inclusive na voz, se é que isso é possível. Com certeza.
Jorge, o educado, de visual jovem estava muito se achando protetor das exuberantes meninas e se saiu bem. Ele tem razão: “essas meninas estão, também, no meu mundo particular de simpatia”.Com Certeza.
Bráulio. Que ele tem uma voz muito bonita e é excelente cantor já sabíamos, mas que era, também, um piadista nordestino... Se tiver que correr para o divã do simpático e competente analista Antônio Vicente deve aproveitar e levar um pente. Com certeza.
E por falar nisso, Maria Rita esposa do Dr. Vicente, que é também psiquiatra, não canta, mas encanta com uma simpatia ímpar. Com certeza.
Teve gente tomando conta de gente e se revelando imbatível nesse quesito. Os chiques em estado de graça, Alencar e Lia de seu pequerrucho Lucas, por conseqüência os avós de Lucas, Walmir e Genir protegendo Alencar e Lia. - A graciosa Dona Terezinha do 109, aconselhando o simpático filhão, Jarbinhas a beber menos. Com Certeza.Segundo as más línguas, o amigo Marquinho é tão calmo, tão devagar, que se tiver que tomar conta de duas tartarugas, uma foge. Pra morrer derrepente deve levar uns 30 dias. É brincadeira “meu”! Obrigado por conhecer mais de perto essa família de “M” maiúsculo: Marquinho, Max, Mágno que não são 70 nada. São 100. Com Certeza.Corujão, Marcinho, Alexandre, também são 100 e dispensam adjetivos outros. Com Certeza.
Precisura está presente mesmo não estando. Piadista nº 1 que nunca pode faltar, mesmo quando mais difícil descomer do que comer. Sempre se faz acompanhar desse cavalheiro e maridão de risada “sui gêneris”. Com certeza.
Quem, num piscar de olhos, desfilava toda sua graciosidade sempre com aquele incomparável sorriso? Maria Augusta. Com certeza.
Qual pantera de morenice encantadora, líder nata, foi também, “mui-merecidamente” elogiada pelo seu deslumbrante traseiro, seu popô? Sônia Barros. Com certeza.
Mônica. A louraça charmosa, talentosa, sempre conquistando corações? Com certeza.
Marisa Timponi. Revisora do meu livro a ser editado, sensual escritora, poliglota-dançarina uma de nossas mais gratas revelações e conquistas. Com certeza.
Chico Caiafa e Martha Baiana. Aqueles de corações abertos sempre prontos a ajudar a quem quer que seja. Ela, com cliques digitais com fotos & fotos e DVD’s. Ambos, encantadores de simpatia contagiante. O casal 20? Com certeza.
Sérgio Porto e sua Odilinha, ele meu outro colega de banco, competente advogado da cidade carinho, ela extasiante, gentil, agora, também, no nosso meio. A simplicidade do casal ocupa lugar de destaque no cenário ubaense. Com certeza.
Essa turma, numa só tacada, Marco Aurélio e Lane, Marco Antônio e Margareth, Ilza, Alda, Jovita, Leila, Paulinho, Ieda, Tida, Beth, Lande, Dati, Tininha, Marlene, Zulmira – repetindo: essa turma se revelou “fashion”, chiquérrima, em estado de graça porque enquanto nós do INSS, eles da UNIMED. Nossas pérolas, nossas Giselas e Giselos delas, não foi à toa que se hospedaram Astro Rei, o Sol Maior. Com certeza.
Para fechar com chave de ouro, quero aqui prestar também minha homenagem àquela de maior glamour, de nata elegância, de beleza extasiante, de personalidade envolvente, mãe e avó muito querida e admirada, minha musa inspiradora e amada amante, FERNANDINA.
Amigos, vamos cultivar estas amizades e a vida será para nós uma eterna primavera. Com certeza.
Obrigado a todos vocês que não foram naquela excursão, mas estão de volta no nosso aconchego. Com certeza.
Lembram-se da serenata no Hotel Conservatória às 6 da madruga no sábado? Uma vez Flamengo, sempre Flamengo. Minha FLAmília é assim em qualquer lugar e tem acompanhantes..Quando desfrutar novamente destes momentos? A data da próxima reunião do GEA? Com certeza.
TA pensando o quê, meu? A folia continua. Com certeza.
- Carta aberta para o meu número dois de além-mar, ora pois pois
CARTA ABERTA PARA O MEU NUMERO DOIS DE ALÉM-MAR, ORA POIS POIS!!!
Rio Pomba (MG), 02 de maio de 2005.
Caro Eduardo, não tenho lido seus e-mails. Por que? Porque você não os tem feito. Sumiu. Não tem dado mais notícias. Estamos preocupados. Ficaria muito mais aliviado e feliz sabendo que vai tudo bem ai com você: a saúde, o trabalho, as mulheres. Temo que fique por ai de vez. Há dias que penso que seria bom negócio se bom negócio pra você. Preferia-o perto de nós.
Se você vir um cara muito parecido comigo em um shopping ou até mesmo no metrô daí. Talvez seja eu mesmo. Se o encontrar de novo, diga que preciso de uma horinha comigo mesmo.
Se você ler na internet notícias daqui, não se assuste porque continua assim mesmo: o bicho pegando. Está, não está. Tudo continua dando um jeito de continuar na mesma. Mesmice. Nossos amigos barrigudos de sunga continuam tomando cerveja nas barracas de Cabo Frio e chope nos botecos da vida, no país inteiro. As meninas com pouca roupa (ainda bem) ou com roupa de lycra continuam rebolando para o nosso deleite. Os filhos continuam sendo bem mais altos do que os pais – se continuar assim teremos netos de 2 metros de altura. Eu, da minha parte, continuo bebendo minha cervejinha nos fins de semana com a querida Fernandina. É o único jeito de ficar alto.
O nosso Mengão continua na eterna hora de se ver na segundona. Um martírio!... O Júnior Baiano continua aprontando das suas. Já foram sete técnicos em 16 meses. O Fluminense levou o título do estadual num jogo roubado (como sempre) e a seleção do Parreira na mesmice de um técnico presumível. Que saudades do seu amigo Felipão, o corajoso!!! A maioria dos nossos amigos continua encostada nas casas dos pais, reclamando da vida, sem emprego e sem grana. A TV continua cada vez pior e batendo recordes de audiência. Não sei quem são os maiores bandidos e quem manda mais bala, se a polícia, se os traficantes. E o povo aqui na mesmíssima, no meio do tiroteio, principalmente no Rio. Uma vergonha!...
Eu e Fernandina procuramos nos esquecer disso e não ter medo de nada, já que um dia vamos ter que partir mesmo... Procuramos viver o hoje, já que o amanhã a Deus pertence. Diz a Bíblia: ”Não vos preocupeis com o amanhã, o amanhã terá seus preocupações próprias”. Isto não quer dizer que não temos que nos aperfeiçoar e buscar por dias melhores. Só temos essa vida...
Os adolescentes de hoje estão mais barrigudinhos e estão perdendo a adolescência. Quando acordarem de seu olhar de zumbis, difusos, ermos, mendigando sentido, talvez já seja tarde. O tempo não perdoa!!!
Eduardo, isto só nos dá pena e a certeza de que temos que procurar ver tudo isso para que, nos servindo de exemplo, possamos trabalhar com dignidade e paz porque dias melhores virão. Novidade mesmo é que o Cláuton e Fernandina pararam de fumar, o Márlon e Anna estão se dando muito bem nos States e a Marina dormiu aqui em casa, passou o aniversário do Márlon e dormiu aqui e em BH quando eles voltaram para Miami. Quando o céu escurece sobre nossas cabeças tem sempre aparecido um ar-condicionado nos iluminando, se é que isso é possível. Essa nem eu mesmo gostei. Mas que a gente fica com a cuca mais fresca, isso fica. Deixa pra lá.
Eduardo desculpa tanta chatice é que eu hoje estou sem lugar. Acho que preciso de um tempo por ai. Ano que vem, talvez. Vamos ver... É mesmo verdade que na Inglaterra não tem chope gelado? Você não deve saber ainda.
Essa Lisboa deve ser bonita mesmo. Você nem nos manda mais notícias. Na verdade a gente se acostuma com tudo em qualquer lugar, não é?
Boa sorte. Manda notícias. Não me leve a mal. Dê um abraço nos Vinicius e na Iramira.
Beijos.
Um grande abraço.
Bênçãos.
Rio Pomba (MG), 02 de maio de 2005.
Caro Eduardo, não tenho lido seus e-mails. Por que? Porque você não os tem feito. Sumiu. Não tem dado mais notícias. Estamos preocupados. Ficaria muito mais aliviado e feliz sabendo que vai tudo bem ai com você: a saúde, o trabalho, as mulheres. Temo que fique por ai de vez. Há dias que penso que seria bom negócio se bom negócio pra você. Preferia-o perto de nós.
Se você vir um cara muito parecido comigo em um shopping ou até mesmo no metrô daí. Talvez seja eu mesmo. Se o encontrar de novo, diga que preciso de uma horinha comigo mesmo.
Se você ler na internet notícias daqui, não se assuste porque continua assim mesmo: o bicho pegando. Está, não está. Tudo continua dando um jeito de continuar na mesma. Mesmice. Nossos amigos barrigudos de sunga continuam tomando cerveja nas barracas de Cabo Frio e chope nos botecos da vida, no país inteiro. As meninas com pouca roupa (ainda bem) ou com roupa de lycra continuam rebolando para o nosso deleite. Os filhos continuam sendo bem mais altos do que os pais – se continuar assim teremos netos de 2 metros de altura. Eu, da minha parte, continuo bebendo minha cervejinha nos fins de semana com a querida Fernandina. É o único jeito de ficar alto.
O nosso Mengão continua na eterna hora de se ver na segundona. Um martírio!... O Júnior Baiano continua aprontando das suas. Já foram sete técnicos em 16 meses. O Fluminense levou o título do estadual num jogo roubado (como sempre) e a seleção do Parreira na mesmice de um técnico presumível. Que saudades do seu amigo Felipão, o corajoso!!! A maioria dos nossos amigos continua encostada nas casas dos pais, reclamando da vida, sem emprego e sem grana. A TV continua cada vez pior e batendo recordes de audiência. Não sei quem são os maiores bandidos e quem manda mais bala, se a polícia, se os traficantes. E o povo aqui na mesmíssima, no meio do tiroteio, principalmente no Rio. Uma vergonha!...
Eu e Fernandina procuramos nos esquecer disso e não ter medo de nada, já que um dia vamos ter que partir mesmo... Procuramos viver o hoje, já que o amanhã a Deus pertence. Diz a Bíblia: ”Não vos preocupeis com o amanhã, o amanhã terá seus preocupações próprias”. Isto não quer dizer que não temos que nos aperfeiçoar e buscar por dias melhores. Só temos essa vida...
Os adolescentes de hoje estão mais barrigudinhos e estão perdendo a adolescência. Quando acordarem de seu olhar de zumbis, difusos, ermos, mendigando sentido, talvez já seja tarde. O tempo não perdoa!!!
Eduardo, isto só nos dá pena e a certeza de que temos que procurar ver tudo isso para que, nos servindo de exemplo, possamos trabalhar com dignidade e paz porque dias melhores virão. Novidade mesmo é que o Cláuton e Fernandina pararam de fumar, o Márlon e Anna estão se dando muito bem nos States e a Marina dormiu aqui em casa, passou o aniversário do Márlon e dormiu aqui e em BH quando eles voltaram para Miami. Quando o céu escurece sobre nossas cabeças tem sempre aparecido um ar-condicionado nos iluminando, se é que isso é possível. Essa nem eu mesmo gostei. Mas que a gente fica com a cuca mais fresca, isso fica. Deixa pra lá.
Eduardo desculpa tanta chatice é que eu hoje estou sem lugar. Acho que preciso de um tempo por ai. Ano que vem, talvez. Vamos ver... É mesmo verdade que na Inglaterra não tem chope gelado? Você não deve saber ainda.
Essa Lisboa deve ser bonita mesmo. Você nem nos manda mais notícias. Na verdade a gente se acostuma com tudo em qualquer lugar, não é?
Boa sorte. Manda notícias. Não me leve a mal. Dê um abraço nos Vinicius e na Iramira.
Beijos.
Um grande abraço.
Bênçãos.
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