quarta-feira, 25 de agosto de 2010

- Parque da Colina

             PARQUE DA COLINA
                                                (Crônica publicada no jornal “O Imparcial” de18.AGO.2002)





            SUBSÍDIO não mede esforços para ampliar, diversificar e melhorar sua contribuição para nossa sociedade e seus administradores. “A gente se esforça para viver melhor”. Não é um slogan nosso; trata-se der um pensamento e compromisso que vem sendo cumprido sem atacar ou falar mal de quem quer que seja. A omissão também é um pecado. A gravidade dos problemas e a viabilidade de suas soluções impõe-nos falar com franqueza que se usa entre irmãos riopombenses que se gostam. Sou um esperançoso profissional.
            Desde a época do Toninho Mota nós já pensávamos e sabíamos que o nosso Campo Santo, ou seja, nosso Cemitério Municipal necessita ser urbanizado, aumentado e melhorado em muitas de suas instalações. Com a morte do Toninho tudo foi por água abaixo e as negociações até hoje, passados mais de l5 anos, não lograram êxito. Nenhuma providência foi tomada. Nenhuma voz se levantou em defesa de nossas necessidades.

            São proprietários do terreno ao lado do cemitério os herdeiros do saudoso Luís Furtado Filho (Luisinho Furtado): Danilo e Diana casada com o meu amigo Dr. Antônio Carlos de Moraes Sarmento (Toniquinho Sarmento). Sabe por que me calei até hoje? Porque não tinha intenção de escrever em jornal e também porque apresentar problemas e fazer críticas sem mostrar e/ou sugerir soluções não é do meu feitio. Agora, porém, tenho as soluções de interesse comunitário e também dos proprietários. Seria melhor criar um estacionamento para carros a álcool, à gasolina, a diesel do que algumas éguas para milhares de carra’patos. Não me levem a mal. Já falei com Toniquinho que iria escrever em tom de brincadeira, piada. Sei, agora, que o cemitério poderia ser VERTICAL e até PARTICULAR com maior renda para os proprietários do terreno. Porém, em conversa através de telefonema com o Toniquinho Sarmento ele me afirmou que não é de interesse deles fazer nada como um Cemitério Particular. Tanto ele quanto este colunista acham que agora o negócio vai dar certo, porque o Prefeito Giovani está afim e os proprietários também. Afirmou-me ainda o Toniquinho que o terreno conta com 47.000 m² disponíveis dos quais ele estaria disposto a ceder para a prefeitura 30.000 m². “Teria propostas de Pai pra Filho”. “Avaliação com critério”. “Está aberto para negociações”. Conversamos e chegamos à conclusão que um loteamento em parceria com a Prefeitura seria viável e o custo relativamente barato. A Prefeitura entraria com o maquinário e a mão-de-obra e em troca teria parte do terreno e outras regalias. LEMBRAMOS que todo loteamento para ser aprovado tem que ter calçamento, rede elétrica, esgoto, instalação hidráulica. Por força de Lei, l6. 450 m² (35% X 47.000) seria área pública (ruas, praças e lotes para estacionamento). As ruas teriam que ter l0 m de largura no mínimo, no meu pensar.

O PROBEMA. Há anos escutamos e observamos sempre as mesmas reclamações: capela mortuária e estacionamento insuficientes. Toda vez que acontece um velório com maior público, o CAOS está ali instalado na certa. Muitas das vezes morrem duas ou mais pessoas no mesmo dia e não existe capela disponível. Acrescente-se que muitas pessoas passam horas nesses velórios e não têm local apropriado para se fazer um lanche.

A SOLUÇÃO. Em lº lugar: vontade política. Em 2º: diálogo. Em 3º: verba. Consertar a capela atual e fazer outras ou outra maior e mais digna. Arborizar toda a área do Campo Santo. Construir lanchonete que possa atender todo o aglomerado (Cemitério e Loteamento/Bairro), escritório, estacionamento e ruas com saídas fáceis e sem riscos de quaisquer natureza, conforme exemplo do CROQUI.
 NOTA DE 16.JULHO.2010 – O prefeito Dr. Fernando me confidenciou em seu gabinete que este meu projeto foi aprovado e deverá ser executado em breve. Aguardemos...

- O caso do cachorro

         O CASO DO CACHORRO
               Crônica do autor no jornal O Imparcial de 14. ABR.2002



           

            Não, não riam ainda. Na Fazenda Vargem Grande, do saudoso sogro Amantino Quintão, exemplo de dignidade, caráter, espírito comunitário e familiar (aprendi muito com ele), fizemos uma área de lazer com campo de vôlei e peteca, campo de futebol, um barzinho debaixo do pé de manga com churrasqueira, forno pra bafo, namoródromo, freezers e um bom açude. Tudo com muita água e luz. Uma das finalidades, também, foi a de fazer com que o homem da roça se sentisse mais valorizado em seu habitat. O campo, no início, tinha 80 X 50m, depois passou para 60 X 40, hoje ele está com 40 X 30. Agora eu faço assim: chuto a bola, onde ela bater finco a trave e aumento o gol. Tenho que fazer gols de qualquer jeito. Ao redor do complexo plantei muitas árvores ornamentais: ipês amarelos, roxos, acácias de diversas cores, hibiscos híbridos, mussaendas (branca, vermelha e roxa), alamandas e bouguevilles de diversas cores, palmeiras imperiais, flamboayans ... e um bom pomar.
            Em uma das vezes, necessitei vir à cidade para pegar uma moto serra. Dirigi-me à casa do Chico da Serra na rua da Cadeia, rua Messias Pereira Bahia, no fim da rua, lá em cima do lado esquerdo. Em frente a casa do Chico, gritei por ele. Pelo buraco da cerca de bambu, recepcionaram-me dois cachorros de raça fox c/ vira-lata (acho). Por minha sorte, só cabia um de cada vez no tal burraco. O primeiro cachorro eu o rechacei com uma tremenda bicuda e ele foi parar do outro lado da cerca, caim, caim, caim... O outro veio e crau na minha perna. E mordia e mordia e grunhia e grunhia. Apertei a garganta dele e nada... grannn, graunnn. Quando vi que não tinha jeito, meti o dente no cachorro também. Tá, podem rir um pouco. Depois da dentada e apertada na garganta, ele me largou, mas o outro cachorro resolveu me atacar outra vez; aí eu, com o cachorro que estava na minha mão, dei uma cachorrada no outro cachorro e saí correndo. Pulei a cerca de bambu da casa da frente e ainda sentei a cabeça na porta. E todo mundo rindo, rindo. De posse de um porrete, parti para cima dos cachorros. Pensei: se com dente consegui enfrentar ...
            Com o porrete melhor ainda. Fui pro hospital, evidentemente. Contei o caso para as enfermeiras e para o dr. Eli, que riram bastante. Não sei por quê. Não foi com eles! A ocasião e as circunstâncias nos levam à atitudes, às vezes... Fizeram as limpezas e os procedimentos médicos. Aproveitei a oportunidade e palitei os dentes sujos de cabelo de cachorro. Falei: vou matar esse cachorro desgraçado, no que o dr. Eli retrucou: você sabe se esse cachorro foi vacinado? – Sei não, mas tenho certeza de que eu não fui vacinado e também mordi o cachorro. Se quiserem podem se esbaldar de rir.


Before you speak, listen. Before you write, think. Before you spend, earn.
Before you judge, wait. Before you pray, forgive. Before you quit, try.
(Antes de falar, escute. Antes de escrever, pense. Antes de gastar, ganhe.
Antes de julgar, espere. Antes de rezar, perdoe. Antes de desistir, tente.)
                                              (desconhercido)

Receitas Cultura Humor

Antônio Fábio

- O Baião de Dois, a Vaca Preta e a Limonjada c/Hortelã podem ser tombados.

O BAIÃO DE DOIS, A VACA PRETA E A LIMONJADA C/HORTELÃ PODEM SER TOMBADOS.
- Crônica publicada no jornal “O IMPARCIAL” de 19.JAN.2003 -


            Não há nada mais mineiro do que o queijo de minas, uai! O tombamento de patrimônio imaterial começou por ele. Depois mais três preciosidades verde-amarelas também foram tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Foram elas as badaladas dos sinos das Igrejas de São João del Rey, a panela de barro do Espírito Santo e o principal símbolo paraense: o tradicional Círio de Nazaré. Brasilidades, diríamos. Como estamos vendo o sabor é, também, um bem tombável. Poderia ser um papiro repleto de anotações sobre os nossos antepassados! O meu amigo de infância PAREDES já demonstrou nas páginas deste jornal, que nos enche de orgulho (13 e 14/out/2001), sua preocupação com o assunto. Parte da memória rio-pombense já foi demolida: a cadeia pública onde funciona hoje a Prefeitura (que pecado), o maravilhoso prédio da Dona Filhinha Campos onde funciona hoje a Sorveteria Sibéria, a casa do Sr Henrique Saraiva, o Bar do Bieca, a casa da família Fialho na esquina da rua do Imparcial, a casa do Realino Barra e outras. Justiça seja feita: o Prefeito atual Giovani Baia foi o único que tomou alguma medida promulgando a Lei Nº 1.108 de 01.MAR.2001 que juntamente com a Lei Orgânica do Município possibilitam promover a proteção do nosso patrimônio histórico e cultural. Vamos lá: o Museu do admirável Sylvio Mendonça, o prédio do Fórun (só não foi demolido graças ao Rui Santiago-lembram-se?), nossos templos religiosos, a casa do Chico Carioca, a do Sr. Aladim de Paula, a do saudoso Dr. Cardoso e do Dr Último de Carvalho, o Hotel Regina, a casa do Wilsinho Coelho (que maravilha), a do Alírio Lima (exemplo de reforma a ser seguido) entre outras, devem ser preservadas smj. Devemos elaborar projeto arquitetônico da cidade, constituir comissão, dispensar pagamento de impostos para esses prédios. Enfim, discutir sobre o assunto. A respeito desses tombamentos, ainda voltaremos a falar deles.
O que nos levou ao tema hoje mesmo, foi o encontro do “GEA” (Grupo de excursionistas amigos) nome sugerido por nós e aceito pelo grupo de praticamente ubaenses e rio-pombenses. Este encontro, que contou com a presença de 34 amigos, aconteceu em minha casa em 15.DEZ.2002. Foi festa o dia inteiro, das 9 às 9 da noite com muita música, músicos e o cardápio que vamos transcrever abaixo, por achar que é de interesse púbico. O “GEA” nos dá um conhecimento geral muito bom.Você está convidado a participar deste grupo. Podemos unir o útil ao agradável; o lazer e o estudo. Essas idas e vindas nos permitiu conhecer e aprender em Fortaleza sobre o baião de dois que pode ser tombado. Receita que se acredita ser originária de Pernambuco e que abaixo transcrevemos para que você possa se deliciar, oportunamente. No encontro tivemos também a limonjada com hortelã que nada mais é do que uma limonada tirando-se o miolo do limão e a semente e batendo no liquidificador com casca e tudo e se juntando suco de laranja e algumas folhinhas de hortelã e cubos de gelo. Deve ser preparada e servida bem na horinha de se tomar. Na minha casa esta bebida já foi tombada. Os cavalheiros serviram-na às damas, num gesto elegante, como se ela fosse um Creme de Menthe frapée. Granadine é a bebida da moda em Paris, no Rio e em nossos encontros do “GEA”. Ela leva cerveja, groselha e o Pulo do Gato. A vaca preta eu sempre a conheci desde os temos de adolescente. Sempre soube que se tratava de um shake à base de leite e sorvete de creme (os elementos-vaca) e Coca-Cola (o elemento que a torna preta). Na ocasião, a todos foi permitido dar o seu mugido tranqüilamente. Ela é do tempo do bife acebolado. Lembram-se? Não é que tudo está voltando aos cardápios! Isto nos prova que a história de uma cidade não está apenas escrita nos tijolos e monumentos. Você come e bebe e a história te come e bebe de volta. Como se fosse, sabe como?, um túnel do tempo. Devolve-nos toda uma época. Esta vaca deve ser reverenciada como aquela lá da Índia. É coisa sagrada, glória batida no liquidificador. Saldemo-la como sinal de que nem tudo está perdido, assim como nossos prédios de Rio Pomba. AMARULA. Não é aquela originária da África (R$ 58,00) e sim a que preparamos em casa (R$ 8,00). Experiente. 1 lata de leite condensado/ 1 de vodka/ 3 colheres de Nescau/ bater no liquidificador / acrescentar uma lata de cerveja/ pequena rodada no liquidificador (liga desliga) e está pronto. Tem que tomar na hora. Não deve ser guardada. COSTELA NO BAFO. Se você quiser uma de primeira qualidade, de boi confinado, com carne, com aproximadamente 12 cm. de altura pode contactar o Point da Carne em Juiz de Fora (Oxx32) 3213-2258. Você não irá se arrepender. O Baião de Dois é um mexidinho de feijão com arroz, cheio de trupicão e com aquele trejeito nordestino. Vamos à receita prometida.


BAIÃO DE DOIS


INGREDIENTES. Feijão de corda (aquele que você faz o delicioso “acarajé”) ou fradinho ou mulatinho/ carne salgada (pode ser uma carne seca magra) / lingüiças (calabresa e a tradicional de pedaços de lombo) / Toucinho (a receita original leva, mas nós não temos colocado por causa do colesterol) / Arroz / cebola / alho (quem gostar coloque mais) / alho poró (se tiver) / cheiro verde / cominho (encontra-se em qualquer supermercado) / queijo de minas fresco / torresmo (tire bastante a sua gordura) / azeite (usamos o Gallo).


PREPARO. Deixe as carnes de molho durante uma noite para tirar o sal. No dia seguinte, cozinhe o feijão e as carnes picadas mais as lingüiças e o toucinho. Pouco antes de estar totalmente cozido, junte o arroz. Deixe arroz e feijão cozinharem juntos.


À parte, prepare um refogado, em azeite, com cebola picada, alho, cominho, cheiros verdes picadinhos e misture no arroz e feijão. Coloque fatias de queijo branco, enquanto a panela ainda estiver no fogo. Leve à mesa na própria panela em que cozinhou com o torresmo por cima (quem não quiser arriscar sirva o torresmo em separado).


Sirva com a seguinte farofa; frite cebolas e bananas em rodelas, em 3 colheres de sopa de margarina. Junte farinha de mandioca suficiente para absorver a gordura.


Bom apetite. El apetito bueno! Good appetite! Le bon appétit! Guter appetit! Buon appetito!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

- O Assalto

                      O ASSALTO
                      (Crônica publicada no jornal O Imparcial de 29.12.2002 na  minha coluna  SUBSIDIO e na  pag. 67 do meu livro "RECEITAS CULTURA HUMOR).

            Às vezes a identificação do dono de uma máquina de escrever vai longe demais, como no caso daquele que deixou a sua cair no chão. Ele passou a sentir as dores da máquina. De noite, gemia como se fosse ele que houvera caído. Sentia dores do lado onde a máquina sofrera maior avaria. De manhã, acordava com dores no esqueleto correspondente ao abalo generalizado de sua máquina de escrever. Há mais de 40 anos que escrevo à máquina, mas agora fui obrigado a comprar um computador porque senão estaria fora dos tempos modernos e seria um antiquado. Temos que seguir a evolução tecnológica. Não é que estou tomando a maior coça do computador. Não sei se é ele que não me obedece ou se sou eu que não o obedeço. Mesmo assim, aposentei minha UNDERWOOD 298. É a mesma Olivet com outro nome. OH, vida difícil sô! Às vezes no, meio de um texto, esbarro, acidentalmente, numa tecla do meu computador e logo aparece a sentença condenatória: “Este programa realizou uma operação ilegal e será desligado”. Se você não salvar logo o que estiver fazendo, babau. Perde todo o seu trabalho ainda fica com a sensação de ter cometido um crime. O que é, afinal, uma “operação ilegal”? Seria um assalto? Penso que quem fabrica essas máquinas não faz questão de gostar de seus clientes. Porque eles não teriam comandado uma informação de segunda chance? Tipo assim: informar o que fizemos de errado e perguntar se queremos insistir no erro. Ai seria um jogo mais justo. Você não acha? Vejo que o Windows aceita um programa, mas avisa que há uma incompatibilidade que poderá tornar todo o sistema instável. Você já pensou se os bioquímicos que fabricam remédios, usassem do mesmo sistema daqueles que fabricam programas de computadores? A gente ia passar um aperto danado na farmácia! Aspirina combina com antibiótico? Tomou vitamina com calmante? Vai morrer, travar, sair do ar, ser desligado porque fez algo “ilegal”. Valha-nos Deus! Meu sonho é um computador simples, barato, no qual a gente não possa jogar jogo algum (não gosto de jogos), mas que tenha boa memória, se comunique com a internet, armazene dados com facilidade, que o corretor de textos do Word tenha sido feito com mais competência por um verdadeiro professor de português. O vocabulário é pequeno, a concordância um desastre e o uso da crase um pavor.A maioria das vezes temos que ignorar o Word. Bandidos, terroristas e assaltantes vivem à margem da lei. Eles podem invadir uma casa, matar toda a família, usar o micro para fazerem o que quiserem a dar o fora quando o mal já estiver feito. Invadir um banco usar um chip para clonar cartões magnéticos e surrupiar seu mísero dinheirinho. Os sistemas de vigilância e segurança não são feitos para bandidos, mas para controlar a vida de quem já vive controlado, o cidadão dentro da lei, o homem comum. Você e eu.

            Trabalhei 30 anos no Banco do Brasil, praticamente a metade no caixa e confesso que sempre tive o receio de ser assaltado. Rio Pomba é um entroncamento rodoviário com acesso fácil para Juiz de Fora , Rio, Barbacena, Belo Horizonte, Ubá, Muriaé (BR 040/Rio-Bahia, etc). Enfim, o assaltante poderia se safar tranqüilamente e ainda tinha sua tarefa facilitada porque, até hoje, em frente às agências bancárias desta cidade não nos é permitido estacionar, facilitando a ação dos meliantes Que ignorância. Vamos mudar isso gente! Sempre pensava que o assaltante deveria vir com uma escopeta, R-15, metralhadora. Não é que o assalto aconteceu mesmo, mas não daquele jeito (a mão armada). Ele foi ELETRÔNICO, “INTERNÉTICO”. É a evolução dos tempos. É a era da CLONAGEM em todos os sentidos. Quem fez o assalto não foi a máquina de escrever, mas o computador. Tudo isso aconteceu dia 28 e 29 de novembro/02. Olha que engraçado, o assalto só foi descoberto dois dias depois, em 02 de dezembro, quando a Agência do Banco do Brasil de Rio Pomba e outras de cidades vizinhas descobriram o arrombamento de máquinas de seus terminais. Como era de se esperar de um Banco de verdade, nenhum cliente sofreu qualquer perda com este acontecimento por ação rápida e rasteira da administração local. Imagino que o assaltante, ao invés de usar a artilharia pesada, resolveu ficar em Miami, numa sala vip, com ar condicionado e tudo, com duas louras. Uma ele bebia e a outra ele ... (paquerava) enquanto, tranqüilamente, fazia seus saques e efetuava seu assalto eletrônico. Eu ainda sofri um segundo assalto, o doméstico. Uma doméstica, faxineira de um apartamento em BH, ou talvez até mesmo em algum hotel por onde passei, me surrupiou 3 (três) folhas do meu talão de cheques. Falsificando minha assinatura, ela emitiu um cheque que foi pago pela compensação porque cheque de menos de 3.000 não vem às agências, portanto não se confere assinatura. Devo ser ressarcido, evidentemente, daquele valor, devido à seriedade do Banco que resolveu correr este tipo de risco. Posteriormente, ela emitiu outros de 4.000 e 2.000 que foram devolvidos em virtude de assinatura falsa somente descoberta porque não havia fundos (o assaltante já havia levado). Existe ainda o assalto bancário, ou seja: aquele que os próprios bancos praticam contra seus clientes cobrando tarifas extorsivas, adotando uma sistemática na Compensação de Cheques que dispensa conferências de assinaturas, como acima comprovado, que pode causar prejuízo a clientes. OLHO VIVO, confira seu extrato mensalmente. A escolha do ex-banqueiro Henrique Meireles para o Banco Central (BACEM) foi um gesto de grandeza de Lula, provando que a competência está acima das cores partidárias. Contamos que a nova administração do BACEM possa acabar com estes assaltos bancários. O Brasil tem 627 espécies ameaçadas de extinção. Eu acrescentaria mais uma: o bancário.(sexta-feira /13.12.2002).

BOAS FESTAS E PRÓSPERO ANO NOVO: PAZ. Para você. Para a família O IMPARCIAL. Para os nossos governantes para que perseverem no caminho da moralidade, da honestidade e transparência. Para que DEUS ilumine a todas nós a fim de vencermos novas etapas, conquistamos virtudes, adquirirmos saber, construirmos uma sociedade mais justa, solidária, fraterna, participarmos da história rio-pombense, para que possamos todos, no alvorecer de 2003, VIVENCIARMOS ALEGRIAS E REALIZAÇÕES.

- Muro de arrimo na Rua Madre Cabrini

MURO DE ARRIMO NA RUA MADRE CABRINI
SUBSÍDIO (Crônica publicada no Imparcial de 02.MAIO.2004)




          Colunista sem opinião, aquele que sempre está em cima do muro, um “Maria vai com as outras”, é um inútil. Escrevendo uma coluna tem que tomar posição, criticar, elogiar, opinar. Colunista é pra isto. Desfruta, mais do que um cidadão comum, do privilégio constitucional do exercício pleno da liberdade de expressão e da livre manifestação do pensamento. Enquanto para o cidadão em geral essa garantia constitucional é um direito, para o colunista ou jornalista, como queiram, é um dever. Como formador de opinião, após captar algum descontentamento popular, ele deve, ao escrever, estar desvinculado de qualquer interesse político, analisar imparcialmente o fato e não ofender a honra de quem quer que seja. Para isto deve sempre estar motivado pelo interesse público. Esta coluna está sempre apoiada na linguagem da realidade e do pensamento popular e se presta a esclarecê-la e vê-la com os olhos da liberdade. Quando paramos de dizer coisas que interessam aos nossos semelhantes nossa vida perde o sentido, fica com um quê de covardia e medo injustificável. Quando criticamos acham que somos do contra, quando elogiamos estamos assim com o homem... Já que esta coluna não fala de homens e sim de situações, fatos, idéias, soluções e determinações, às vezes infelizes, nossas críticas não devem ser levadas pelo lado pessoal. Como já afirmei em outra ocasião, não é do meu feitio embalar ao som de Luca cantando: “Tô nem aí, tô nem aí...” A gente fala quando é necessário. A necessidade é a mãe de todas as coragens. Quando alguém não concordar com qualquer coisa que afirmamos nesta coluna, deve vir a este mesmo jornal para discordar e provar que estamos errados ou mentindo, se for o caso. Isto é democrático, patriótico, respeitoso às leis, ético e tem força de cidadania. É o direito de resposta. Discordar do que quer que seja não é sinônimo de desrespeitar e muito menos de desonrar. É ter idéias próprias, independentes. É criatividade. É consciência do dever cumprido. Minha coluna, afirmo mais uma vez, trata de coisas de interesse da comunidade, apontando erros, apresentando SEMPRE, soluções e/ou sugestões. Faço crítica sobre aquilo que ocorre no município como maneira de contribuição, conforme o próprio nome da coluna indica: Subsídio. O povo fica sabendo, os conterrâneos e amantes da terra que moram fora, também. Isto é saudável. Você não acha?

            O negócio não é só criticar, é elogiar também, quando cabe, é claro. Senão vejamos: Por uma questão de justiça, mostramos a você, leitor amigo, o que está acontecendo hoje nesta rua objeto desta matéria. Pensamos que nas próximas chuvas não deverá ocorrer nenhuma tragédia neste local do morro do cemitério, isto porque nosso prefeito Giovani houve por bem promover a contenção da encosta desta rua do lado esquerdo de quem sobe, com murro de arrimo, escadas e drenagem das águas da chuva. Aqui não deverá haver deslizamentos, desabamentos e mortes por falta de soluções preventivas. Não houve descaso às famílias que moram naquele local. Muito pelo contrário, houve um amparo não só da encosta como também para elas. Um grande respeito a este pessoal tão sofrido que não tem culpa de nada. Foram horas de máquinas, retas escavadeira, caminhões, muita mão-de-obra, serviços de rede de esgoto, tudo com recursos próprios da prefeitura. A obra deve superar o valor de R$ 200 mil para a revitalização desta rua. O negócio está andando, faltando aterro com plantio de grama ou coisa que o valha, arborização e acabamentos outros conforme o projeto muito bem elaborado.

"São apedrejadas somente as árvores que produzem frutos". (dito popular)
Até a próxima.
NOTA de 16.07.2010. 1. O que está em vermelho foi retirado pela redação (censura).


2. Hoje o local está ótimo e sem perigo.

- Lula Presidente

               LULA PRESIDENTE
        (Crônica publicada no jornal O Imparcial na  minha coluna  SUBSÍDIO em 10.11.2002)


            Parabéns nosso presidente. Nosso preconceituoso povo ainda terá orgulho de seus feitos. Nordestino pobre, torneiro mecânico, líder sindical competente, fundador do partido dos trabalhadores, um dos criadores da CUT. Aquele que recebeu a maior honra desse país por obstinação e competência. Francamente, elegeu-se por merecimento. Hoje, 27 de outubro, data natalícia (pela octogésima terceira vez} de minha sogra querida e a segunda data de nascimento do nosso presidente LULA. Estou escrevendo descompromissadamente, pois deverei sair de férias e me senti na obrigação de deixar algumas matérias prontas com a nossa diretora e amiga Carmem Lúcia. Sabe o que observei? Que os paises estão marchando para a direita e o nosso caiu de cabeça nos braços da esquerda. Valha-nos Deus! Essa experiência é imprescindível, no entanto. Devemos ter Lula no comando, com todas as contramãos. Na hora H quero ver qual o banqueiro no mundo que vai retirar seu investimento do Brasil e não sentar pra jantar com o Lula. Política e economia mundial são um jogo de xadrez. Considero-me um observador e um esperançoso profissional e algumas colocações gostaria de fazer, quais sejam: Diploma não garante competência nem tino político. Num líder, a personalidade e os ideais é que são importantes. Lembramos que além de LULA o Brasil já teve um presidente sem diploma: Café Filho. Carlos Lacerda também não se diplomou e ninguém o depreciava por isso e se revelou um dos maiores jornalistas desse país e um dos melhores governadores de estado (Guanabara) {aprendi a admirá-lo com o meu saudoso tio Toniquinho dentista}. Há notáveis administradores como Amador Aguiar e o falecido ministro Gama Filho, sem diploma. Algumas das nossas maiores glórias nacionais, não tinham diploma, como Machado de Assis (um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras), Jorge Amado, Nélson Rodrigues, Graciliano Ramos, Manoel Bandeira. Certamente Lula, sabedor de suas limitações, use um pouco de humildade e se cerque dos melhores técnicos e políticos disponíveis da praça. Às vezes um presidente igual ao nosso anterior, intelectual, vaidoso, para se manter no poder, teve de se entregar a raposas políticas e econômicas. Gostaria de ouvir dele que apesar da alta do câmbio e da especulação não permitiria, de jeito nenhum, que a inflação voltasse. Lula aprendeu e merece todo o nosso respeito. Tenho certeza que ele não, nem por brincadeira, deverá em negociações na participação do Brasil na Alça deva tratar os presidentes dos outros países de “companheiro” nem os secretários de Comércio Exterior como “um cara que não conheço”, ou “o sub, do sub, do sub do secretário”. Ele deverá saber que Bush está tão preocupado com bactérias porque talvez ele seja uma delas e por isso não se olhe no espelho. Ele deverá saber que o Saddam Hussein não é flor que se cheire, mas que Bush é mais odiado que Saddam e que qualquer bomba que se solte, seja em Bali ou no baile funk da Baixada Fluminense, ele vai atribuir `a nova reformulação do Al Qaeda. Que eles se entendam! Somos de PAZ. Não é meu Presidente? Ele deverá saber que as recentes conquistas brasileiras no vôlei, no futebol, no iatismo, na ginástica, no tênis e no boxe soem como prólogo para a mais aguardada das conquistas: a justiça social. Ele deverá saber que nossa arcaica lei penal deva ser mudada, conforme França, Inglaterra e Estados Unidos. A responsabilidade penal deve passar para 13 anos e devemos endurecer a guerra contra os criminosos independentemente da idade, por óbvio. Ele deverá saber que o Congresso necessita fazer uma reforma política para discutir a questão do voto distrital mas também o número de parlamentares. Por que os Estados Unidos têm 436 deputados para representar 50 Estados e nós precisamos de 513 para apenas 27 Estados? Fazendo uma regra de três necessitaríamos de 235 deputados, portanto deveríamos banir 278 deles. Pasmem! E a mamata? Onde fica? Talvez seja querer demais, mas com já disse sou um esperançoso profissional e às vezes penso as coisas.

            TEMA QUE ANGUSTIA O MUNDO. A devastação das florestas, agressão suicida ao meio ambiente, a poluição dos rios e das fontes de água potável e a transformação de áreas imensas do tamanho de paises europeus, em desertos. Quase ia me esquecendo, era sobre isso que queria falar dede o início. E C O LO G I A . Não queremos ser cinza, nem caixa de fósforos, nem estopa encharcada de querosene criminosa, bingas de cigarro e muito menos moto-serra. Queremos ser gigante pela própria natureza. Queremos ser LULA em vida terrena e não após a morte. Queremos ser Gabeira e um balde d´água e um país soberano com você meu Presidente. Vamos dar as mãos. Queremos união como numa “brigada” de parcerias sem preconceitos da estrela solitária do PT. Misturar o vermelho, não somente com o vermelho, que pode, “perdoe-me os chineses, ser mao”. Queremos e almejamos (e é possível) a união de todas as cores suprapartidárias e sem fronteiras ideológicas da natureza. Queremos estar aliados com Quem criou o céu, o mar, com Quem criou a vida. É chegada a hora de nos unirmos numa brigada para devolver ao cidadão, principalmente do Rio de Janeiro, o simples direito de viver em paz, sem sobressaltos nem que pra isso as forças armadas tenham que intervir. Essa é, também, uma de nossas guerras: O crime organizado. Vamos entender o “malandrês” e acabar com esses bandidos.

            “Vai LULA, ser multicor no planalto central e cinza do País! Vai cumprir o seu destino! Ser o primeiro bombeiro de um país, uma natureza e um meio ambiente em chamas. O presidente vermelho, roxo, azul, lilás, verde e amarelo que a terra de Santa Cruz ainda não teve”. QUE DEUS NOS AJUDE A TODOS!!!

- Las Vegas

        LAS  VEGAS
                                                           (Crônica não-publicada / 02/junho/2010)

            Anna, esposa do Márlon nos deixou: Fernandina, Eu, Martha e Chico no Aeroporto Fort Lauderdale/Hollyood para embarcarmos para Las Vegas pela Delta Air Lines Fligth 2673. Durante o vôo de 5 horas, la pelas tantas observei pela tela individual da minha poltrona: “Time de destinacion – hora estimada de chegada (5:45 – PM – atrasei 3 h no relógio em razão do fuso horário) – altitude - temperatura externa (-52 ° C) - velocidade de terra 804 km – distância percorrida (680 km). Iríamos desembarcar no McCarran International Airport de Las Vegas. Via na tela, seguindo, o mapa, que estávamos sobrevoando o Estado de Nevada, acima o Colorado seguindo-se o Novo México (Sta Fé), Texas (Oklaroma), Luisiânia, Nueva Orleans. Ainda vi Califórnia, Oregon, Washington. Aguardava-nos Las Vegas e suas luzes. Foi a descida mais colorida da minha vida. O Chico tenso. O trem de pouso abaixado. Velocidade reduzida. Reverso nos motores acionados. O som da frenagem... Rrrrrr! Que legal! Enfim 3.532 km marcava o computador. Chegamos! Ninguém bateu palmas como quando aterrissamos em Nova York.



            No dia seguinte partimos cedo para o Grand Canyon de ônibus e chegamos de volta às 9 da noite. Na próxima irei de helicóptero. Passamos pela represa Hoover Dam, a 50 quilômetros da cidade. O local é uma maravilha da engenharia e foi construído em 1932 para gerar energia para a região. Continuamos. De repente via-se no meio do deserto um McDonald, um Mall (pequenos shoppings), aldeias de índios. Lugarejos de duas pequenas ruas. Chegamos no Grand Canyon, um vale moldado pelo rio Colorado durante milhares de anos à medida que suas águas percorriam o leito. Chega a medir entre 6 e 29 km de largura e atinge profundidades de 1600 metros. Não sabiamos que iamos encontar um vento tão forte e frio. O ônibus, como tudo no país nos deixou, praticamente dentro de um pequeno shopping (explorado pelos índios). Compramos roupa de frio. O Grand Canyon é maravilhoso, conforme imaginava. Vide as fotos. Elas falam mais alto.

            Se existe um lugar para ser vivido à noite este lugar é Las Vegas. Ao entardecer as luzes coloridas dos imensos cassinos começam a acender e Las Vegas se transforma. Brega para alguns, deslumbrante para outros, o certo é que este lugar é algo que a gente precisa ver para acreditar que existe. Entretenimento 24 horas por dia.


            Quem vai New York procura por teatros, museus e eventos culturais. Já quem vai a Orlando procura pelos parques temáticos tipo Disney e Universal, não é mesmo? Pois bem, quem vai a Vegas procura pelos Cassinos. Estacionar em Las Vegas é fácil e grátis. Todos os Cassinos têm estacionamentos imensos nos fundos. Esta tática de oferecer estacionamento grátis faz parte da estratégia de atrair visitantes na esperança de que eles deixem lá o seu dinheiro.


Las Vegas, literalmente em português A Campinas é a maior cidade do Estado americano de Nevada, construída em pleno deserto. Possui 545.000 habitantes. É famosa por seus cassinos. Na Las Vegas Boulevard, mais conhecida como Strip, se encontram os cassinos mais imponentes do mundo como o Stratosphere, Treasure Island, The Venetian, Paris, Bellagio, MGM Grand, Monte Carlo, New York, Luxor, Mandalay Bay, Excalibur só para citar alguns. Ficamos hospedados no Hotel-Cassino Bellagio (5 estrelas-3.000 suites)





            À noite saí sozinho para o Strip, o lugar da cidade onde todos querem estar, o lugar para ver e ser visto e o Chico para Cassino, Casino para os americanos. Decidi dar uma volta pela Strip antes de retornar ao Bellagio. As meninas estavam descansando. As ruas lotadas como se fosse uma noite de sábado. E era uma hora da madruga de uma quarta-feira. A quantidade de luzes no letreiro dos cassinos, no topo dos resorts, nos jardins, nas fontes, nos carros, fizeram-me sentir como se estivesse num mundo de conto de fadas. Já vi de perto a iluminação de Veneza, de Paris, de Roma, do Times Square em Nova York, mas nada se compara a Las Vegas. Quer se juntar a nós? A noite é uma festa! - fala-me uma das meninas, duas cubanas (mãe e filha) e uma amiga mexicana com namorado. Todos turistas passando ao meu lado. Disse-lhes que minha esposa estava descansando com uma amiga no quarto. Conversamos em espanhol e elas me responderam: chame-as também. Sabe aquela frase: "O que acontece em Vegas fica em Vegas"? Dá para notar que ela é levada a sério. O apelido Sin City (Cidade do Pecado) não poderia ser mais apropriado. Ainda bem que sou gente bem! Chegando ao Hotel fiquei sabendo que o segredo para quem quer testar sua sorte é estabelecer um limite e respeitá-lo como fez o Chico. Só perdeu 50 dólares. Se eu fosse jogar ia optar pelo caça níqueis (slot machines) normalmente situado no contorno dos salões de jogos. Com dois dólares dá para se fazer a festa. Martha, Fernandina e eu fomos uns dos poucos que não perdemos nada. Não jogamos!!! Outra curiosidade da cidade é a quantidade de capelas matrimoniais. Por alguma razão, não explicada, os americanos associam jogo a casamentos. Serão ambos uma questão de sorte ou azar? Em Vegas é possível iniciar o dia no Egito, Hotel-Cassino Luxor e ver no seu interior uma exposição sobre o faraó Tutankamon, ou em Camelot (cassino Excalibur), almoçar numa ilha dos mares do sul (Mandalay Bay), passear na ponte dos suspiros ou em gôndulas pelos canais de Veneza (Venetian onde é possível dar um passeio de gôndula), depois ir até a torre Eiffel e o Arco do Triunfo e lanchar num bistrot parisiense (Paris-Las Vegas) a exemplo do que fizemos com o amigo Vitório Caldoncelli em Paris na França, dar uma caminhada numa ilha pirata do Caribe (Treusure Island), conhecer uma cidade do oriente (Alladin) e terminar o dia esticando num dos bares e casas de Jazz de Nova York (New York, New York). Tem até o Cassino Rio que pretende exibir, ao estilo americano, algumas de nossas belezas exóticas. Neste andar pela Las Vegas Boulevard nos deliciamos com um pouquinho de cada país ao longo de sua rua principal adquirindo cultura e nos maravilhando com uma beleza indescritível. Esta caminhada equivale a uma volta ao mundo. A avenida mistura em seus hotéis a arquitetura e costumes de vários países: China, França, Egito, Itália e muitos outros. A imaginação dos projetistas parece não ter limites. Pena que não tivemos tempo de fazer todo este passei à noite. A temperatura e a iluminação dos cassinos são sempre a mesma e o tilintar das máquinas também. É surpreendente a estrutura dos arranha-céus, uns, inclusive, com montanhas-russas, outros com gôndolas relembrando os encantos de Veneza. Mistura alegorias de carnaval como vimos na Disneylândia onde comemoramos o níver da Fernandina, com luxo, erotismo, emoções fortes, prazeres diversos e shows apoteóticos. Descobri uma Disney alternativa onde se vê atrações e divertimentos para toda a família. O tempo por lá é um mero tic tac do relógio. É, a cidade não para nunca. Durante a semana a hospedagem em hotéis 4 estrelas pode sair 40U$! O nosso era 5 estrelas e saiu por 80 U$ para o casal. Para quem gosta e pode, comprar é um dos paraísos. Não fica nada a dever para locais como Paris, São Paulo ou Nova York. Taxis só se pega nas filas dos hotéis.

            No dia seguinte saímos de ônibus, para conhecer a cidade. Antes de pegar o ônibus, vimos em frente ao hotel, rapazes, moças e até meninas distribuindo panfletos semelhantes àqueles de Empresto Dinheiro ou dos santinhos distribuídos nas eleições, só que fazendo propaganda de bordéis de todos os tipos e até mesmo centrais de atendimento, que lhes informam por telefone onde está situado o bordel mais próximo. Voltamos a pé nos maravilhando com tudo e observando tudo. Para se atravessar a rua (Strip) teríamos que usar obrigatoriamente escadas rolante em ambos os lados. Sem antes, no entanto, ter que passar dentro e um hotel-cassino, alguma casa de meninas que têm a profissão regulamentada das quais me referi acima. È tudo assim. Sabem como ganhar dinheiro.

            Na verdade, na verdade, o bom mesmo foi a recepção em Miami e o convívio na residência do meu filho Márlon (trabalhador, culto, íntegro, de visão de negócios - sua esposa Anna, poliglota, sempre disponível, bem humorada, seu filho Brandon (3 anos) inteligente, bilíngüe, gosta de ajudar a todos também e nosso amigo comum Magno, culto e prestativo ao extremo.


“A mente que se abre a uma nova idéia, jamais volta ao seu tamanho original.”

(Albert Einstein)