sexta-feira, 11 de maio de 2012

- Av. Dr. José Neves - Estacionamento e rua nova

Publicado na minha coluna ‘Subsídio” no jornal “O Imparcial” em 13 de janeiro de 2002.
Que a Prefeitura deve ter um plano para o trânsito da cidade, não tenho dúvidas. Que a administração está colocando a casa em ordem e as finanças em dia, estou vendo. Também sei que ficar esperando verba para melhorar o trânsito não é de todo necessário. O que estamos esperando? O caldo entornar? Uma batida grave? Ou o quê? O dinheiro? Será que uma placa de sinalização é tão cara assim? Quem tem ideias pode colocá-las em prática e mudá-las e/ou aperfeiçoá-las quando conveniente. Todos os problemas que estamos apresentando vêm acompanhados de soluções. Noventa por cento das soluções não gastamos dinheiro, portanto é só querer. Acreditamos que esta seja a época de luzes e das novidades; Rio Pomba será o cenário e metáforas do progresso. O berço das ideias. O exemplo do que se pode fazer sem muito dinheiro, mas com muito querer e transparência.
URGE que essa rua nova, conforme croqui acima seja feita com urgência. O trânsito fluirá melhor, os alunos do Ginásio ganharão muito com isso, o novo bairro do Chiquinho Sapateira e o aspecto paisagístico da cidade e a qualidade de vida de seu povo nem ser fala.
O problema. Perigo, morosidade e falta de respeito à nossa inteligência e paciência.


A solução. Muito simples. É só fazer as placas de estacionamento proibido e as permitidas para carga e descarga para o outro lado da mão, conforme sugerido no desenho.

Rapidinhas
• SABEMOS que os seres humanos fazem a história. Somos nós que transformamos as condições sociais, mudamos o mundo e nos modificamos, com nossas iniciativas, nossos acertos e nossos erros.
• CONFISCO SOBRE A RENDA: Não é imposto pela renda qualquer conexão abaixo de 35%. A verdade é que rico não paga imposto de renda neste país. O assalariado da classe média está sendo garfado pelo governo desde 96.
• ESTUPRO: É o mais hediondo dos crimes, depois da tortura. Deveria ser como a tortura, um crime inafiançável, até porque se parecem e se confundem.
• COMÉRCIO DE RIO POMBA COLOCANDO MERCADORIA ACINTOSAMENTE EM CIMA DOS PASSEIOS: Pelo menos deveriam deixar espaço para o pedestre não ter que sair para a rua, muitas vezes de costas para os veículos, colocando sua vida em risco.
• CALÇAMENTO NA ÚLTIMA RUA DO MUTIRÃO: O trecho é de aproximadamente 10 x 6 metros. Trata-se do entroncamento das ruas Antônio Serafim de Paiva e da Rua Sem Nome (não é sorvete não) que vai para a torre da Telefonia Celular. As chuvas e um desaterro no local estão causando o maior tumulto. Já são mais de 10 anos de promessas e nada. Agora vai. Respeito é bom e a gente gosta.
LEMBRETE: Todas as nossas ideias no Subsídio são para melhorar o aspecto paisagístico da cidade e a qualidade de vida de seu povo, com observações inovadoras, de modo a melhorar, inclusive, o seu rendimento monetário e de sua família. Inércia não leva a nada. Progresso dá dinheiro e dignidade.

“As diferenças de opinião nunca devem suscitar inimizade nem ressentimento”
(da Colección de La Revista Logosófica – Tomo 4).


Sinto-me muito feliz em ver que minhas sugestões foram aprovadas e colocadas em prática. Veja o primeiro desenho desta crônica de janeiro de 2002. Pois bem: a rua foi feita agora em março 2012 conforme nossa sugestão e recebeu o nome de Rua Floripes Maria de Jesus.


- Adro da Igreja Matriz de São Manoel

        Publicado na minha coluna “Subsídio” do jornal “O Imparcial” de 10 de fevereiro de 2002.


Preliminarmente, gostaríamos de nos valermos do “Aurélio” para esclarecimento de alguns termos, quais sejam:

ADRO (do lat. atriu). Terreno em frente e/ou em volta da igreja, plano ou escalonado aberto ou murado; períbolo.
PATAMAR. Espaço mais ou menos largo no alto de uma escada ou entre dois lanços de escada.
PALANQUE. Estrado em degraus, para espectadores de festas ao ar livre.
ESTRADO. Em geral de madeira (Donde se subentende que possa ser de concreto etc.).
Deixando as minudências, vamos logo aos finalmente.
Toda vez que via os competentes e criativos amigos Alaor e Toninho Mendes, entre outros, armando o trabalhoso palanque de madeira em frente à Igreja para se instalar um altar e/ou para servir para alguma festa de cunho religioso, sentia uma angústia, uma ansiedade, uma aflição intensa, sofria e ficava atormentado. Então me pergunto: por que não construir um “PALANQUE” ou “PATAMAR” definitivo para esses fins. Minha preocupação, hoje desfeita, é que isso não poderia, de forma alguma, ferir a paisagem, prejudicar a cidade de alguma maneira, ou coisa que o valha.


Convencido que isto é perfeitamente viável, fácil de fazer, com pequenos gastos e que se enquadraria perfeitamente e harmoniosamente (smj) com a Igreja, e com o contexto urbanístico por nós proposto para a Pça. Min. Odilon Braga, conforme nosso “Subsídio de domingo p. passado”, e que, ainda, seria muito mais bonito, bom para ficar em definitivo, resolvi procurar uma pessoa acessível, criativa, empreendedora, um se humano de primeira grandeza. Aí, procurei quem? Nada mais nada menos que o pároco da Igreja, o amigo Pe. Marcelo. Disse-me Pe. Marcelo, que já houvia procurado o Sr. prefeito Giovani Baía, que foi prontamente a favor de construir o tal “PATAMAR”. Por essas e outras é que estou fazendo o meu “Subsídio, minha contribuição”, para esclarecimento ao meu POVO, esperando que sirva também, de alguma maneira, de auxílio para que um URBANISTA possa se valer.


O PROBLEMA & A SOLUÇÃO. De mãos dadas. Consenso de todos os envolvidos.


Vamos à ação, portanto.



NOTA de 17.02.2012 – A ideia inovadora do Subsídio, com o intuito de melhorar o aspecto paisagístico da cidade, logrou êxito e um projeto muito melhor foi executado por arquiteto competente. Agora o palanque está definitivamente montado com um passeio muito bom e mais seguro para os transeuntes e tem até lugar para se estacionar carros e o trânsito flui normalmente. O objetivo foi alcançado, portanto.

- A vez de quem está a pé

Subsídio - Publicado no jornal “O Imparcial”, 27 de janeiro de 2002
PEDESTRE -  NAS RUAS: não seja infrator, ande na linha.
NOS TRILHOS: não ande na linha senão o trem pega.







O código nacional de trânsito dedica um capítulo inteiro ao pedestre. Essa preocupação se justifica, pois a média de morte no trânsito, segundo dados oficiais, está em torno de 60%. Para estancar essa matança, a lei estabelece regras rígidas de convívio entre motoristas e pedestres. As punições são rigorosas para quem atropela uma pessoa sobre a faixa de segurança, por exemplo. Os pedestres também ganham manual de boa conduta, que prevê multa para quem não anda na linha. ATENÇÃO MOTORISTAS DE RIO POMBA, saibam disso: quem estiver atravessando a rua sobre as faixas de segurança sempre terá preferência de passagem, exceto onde houver semáforo.


Por falar em faixa de segurança, elas estão necessitando ser avivadas e, algumas delas, mudadas. Não entendo o porquê de existirem faixas logo depois de uma curva. O motorista só irá vê-las quando estiver em cima delas ou até passado por elas, como a que está ao lado do FORUM, em frente à Prefeitura. Quando o pedestre, por qualquer motivo, não tiver acabado de atravessar a rua, a preferência ainda continua sua. Lembro aos moradores do Gordo que eles devem andar no passeio e deixar a rua para os carros. Quando não houver passeios e não for possível andar por eles, a circulação nas ruas será feita com prioridade para os pedestres, que devem caminhar em fila única pelas laterais.


O CICLISTA, empurrando a bicicleta, pode ser equiparado ao pedestre em direitos e deveres. Pedalando, tem que obedecer às leis do trânsito. Você já viu em Juiz de Fora, por exemplo, uma bicicleta descer a Av. Rio Branco na contramão? Isso é uma constante nas nossas ruas. O pedestre olha para a esquerda e como não vem carro, atravessa e a bicicleta na contramão o atropela (SE CORRER O BICHO PEGA, SE FICAR O BICHO COME).


DEVERES DO PEDESTRE. Não é permitido andar nas ruas, exceto para cruzá-las e onde for permitido. Não se pode cruzar a pista nos viadutos, pontes, túneis, cruzamentos, a menos que haja sinalização específica. Não se pode usar as ruas em grupos capazes de perturbar o trânsito ou praticar esportes, sem autorização. Até o ciclista que conduzir sua bicicleta de forma agressiva (contramão) ou em calçadas (PASSEIOS), onde não seja permitida a circulação, está sujeito a multa e remoção da bicicleta. Todas estas infrações são consideradas de natureza leve e o valor da multa é de R$ 23,00.

(Fonte: Especial QUATRO RODAS)
Rapidinhas

• JULGAR A SI PRÓPRIO E LEGISLAR EM CAUSA PRÓPRIA. O primeiro mau exemplo do século foi dado pelo Tribunal Regional do Trabalho de Brasília quando dobrou seus próprios salários ((222%). Fizeram-me lembrar dos deputados mineiros (64 mil). Todos tiveram que devolver o valor do repasse. Que tal se houvesse uma lei em que o percentual de seus aumentos não pudesse exceder aos concedidos aos brasileiros da classe média (bancários, professores etc.)? LIÇÃO DO EPISÓDIO: não se pode deixar as corporações decidirem coisas do gênero. Não concordamos com a corrupção, a falta de ética, o empreguismo, a ideia de “levar vantagem em tudo”. Não queremos desesperança.
• CAIXAS DE AUTO-ATENDIMENTO BANCÁRIO. A pessoa coloca dia 20, não aceita – coloca dia 19, não aceita – coloca dia 18, não aceita – e a fila aumentando e as pessoas nervosas – coloca dia 17, não aceita. Você pergunta: que dia é hoje? Ninguém sabe. Você coloca dia 16, aceita. Aí você consegue pagar e/ou transferir o dinheiro. Tudo isso porque você não sabe que dia é hoje ou porque esses dias eram não-úteis por qualquer motivo. Se for carnaval e fim-de-ano, então, o problema é muito maior. Isso se observa a toda hora. SOLUÇÃO: os bancos deveriam colocar um calendário afixado em cada caixa e a máquina informar o dia admissível para transferência. Somos nós que fazemos e programamos essas máquinas.
• DEVER DE CRISTÃO. É meu dever e seu dever denunciar, alertar e apresentar soluções para os problemas que atingem o cotidiano do riopombense. Cristianismo é avanço, é esforço de mudar para melhor. Foi por isso que Cristo nasceu, morreu e vive para sempre entre nós.

“Queiras ou não queiras escutar a razão, cedo ou tarde ela há de se fazer ouvir.”

                                                      (Ditado popular)

- PORTUGAL É A EUROPA que o brasileiro pediu a Deus


      Foi muito legal desembarcar naquele trecho do continente onde se fala português e que abriga a cada esquina referências muito familiares para qualquer um de nós, como azulejos azuis nas fachadas das casas, as pracinhas, as igrejas.
      Fomos recepcionados no aeroporto pelo nosso nº 2 de além-mar, ora pois-pois. Trata-se do Eduardo, nosso filho querido que está trabalhando em Lisboa. Ficamos hospedados na residência de um português culto, simpático, de coração magnânimo. Trata-se do Tó, marido da Iramira do Dr. Wander. Ele nos levou a lugares maravilhosos, como Sintra, Óbidus, Fátima, Mosteiros etc. Estamos marcando um retorno, mas agora para ficar em hotel credenciado pela BANCORBRAS em Lisboa.
      Outro trunfo do lugar: a diversidade. Quem rodou, como eu, Fernandina, Eduardo, Márlon e Anna – a pé por horas, viaja no tempo, percebe outra natureza e outro modo de viver.
      As estradas, sem buraco, são muito melhores que as nossas, mas estão longe de ser iguais a muitas da França, Alemanha e Itália. Quanto ao transporte ferroviário deixa a desejar. Lá “comboio”, aqui “trem”. É ligada ao Metro, nosso Metrô como na França. Sempre desembarcávamos na Estação Oriente: parada mais próxima dos Pavilhões do Parque das Nações onde trabalham o Eduardo e meu sobrinho Vinicius (filho de minha irmã Marlene e meu cunhado Zé Budega). Tudo isso do lado do lendário rio Tejo. Monumentos de milênios recuperados com arrojo moderno. Aqui e ali, um aroma inconfundível de doces, salgados e aquela bacalhoada que degustamos todos os dias, não só pela excelência do sabor como do bolso. Todo dia um bairro a desvendar e um aprendizado novo de cultura e lazer. O Chiado, o Parque das Nações com o dedo moderno do arquiteto português Álvaro Siza. Bairro Alto endereço do agito desde os anos 80 com um comércio diferenciado. Belém enternece o brasileiro, afinal tudo o que se vê por ali diz respeito à época do descobrimento: a Torre de Belém, fortaleza que serviu de ponto de partida das caravelas, o Mosteiro dos Jerônimos – arquitetura iniciada em 1501 financiada pelo comércio de especiarias. o Centro Cultural de Belém na Praça do Império. O Eduardo trabalha ali na região de vez em quando. Parque das nações, Bairro de Belém.

Palavras que voltam à mente trazidas pelos ventos da saudade/E/Que ecoam em nossos corações/De repente um perfume no ar/Que entra na alma e faz sonhar.

- GRAND CANYON



      Anna, esposa do meu filho Márlon nos deixou: Fernandina, Eu e os amigos Martha Baiana e Chico no Aeroporto Fort Lauderdale/Hollyood para embarcarmos para Las Vegas pela Delta Air Lines Fligth 2673. Durante o voo de 5 horas, lá pelas tantas, observei pela tela individual da minha poltrona: “Time de destinacion – hora estimada de chegada (5:45 – PM – atrasei 3 h no relógio em razão do fuso horário) – altitude - temperatura externa (-52 ° C) - velocidade de terra 804 km – distância percorrida (680 km). Iríamos desembarcar no McCarran International Airport de Las Vegas. Via na tela, seguindo, o mapa, que estávamos sobrevoando o Estado de Nevada, acima o Colorado seguindo-se o Novo México (Sta Fé), Texas (Oklaroma), Luisiânia, Nueva Orleans. Ainda vi Califórnia, Oregon, Washington. Aguardava-nos Las Vegas e suas luzes. Foi a descida mais colorida da minha vida. O Chico tenso. O trem de pouso abaixado. Velocidade reduzida. Reverso nos motores acionados. O som da frenagem... Rrrrrr! Que legal! Enfim 3.532 km marcava o computador. Chegamos! Ninguém bateu palmas como quando aterrissamos em Nova York.


      No dia seguinte partimos cedo para o Grand Canyon de ônibus e chegamos de volta às 9 h da noite. Na próxima irei de helicóptero. Passamos pela represa Hoover Dam, a 50 quilômetros da cidade. O local é uma maravilha da engenharia e foi construído em 1932 para gerar energia para a região. Continuamos. De repente viam-se no meio do deserto um McDonald, um Mall (pequenos shoppings), aldeias de índios. Lugarejos de duas pequenas ruas. Chegamos no Grand Canyon, um vale moldado pelo rio Colorado durante milhares de anos à medida que suas águas percorriam o leito. Chega a medir entre 6 e 29 km de largura e atinge profundidades de 1600 metros. Não sabiamos que iamos encontar um vento tão forte e frio. O ônibus, como tudo no país nos deixou, praticamente dentro de um pequeno shopping (explorado pelos índios). Compramos roupa de frio. O Grand Canyon é maravilhoso, conforme imaginava. Vide as fotos. Elas falam mais alto.

“Assim como o oceano só é belo com o luar/Assim como a canção só tem razão se se cantar/Assim como a nuvem só acontece se chover/Assim como o poeta só é grande se sofrer/Assim como viver sem ter amor não é viver/Não há você sem mim, e eu não existo sem você.”



(Eu não existo sem você – de Tom Jobim e Vinicius de Moraes)

- Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes


      O festival é um ótimo motivo para uma escapada em direção às Minas Gerais, mas não é o único. Ele tem data para acabar, mas os restaurantes, o artesanato, as igrejas e a tranquilidade de Tiradentes, não.
      Para começar bem o sábado, nada melhor que uma boa caminhada pelo Centro Histórico, que sempre se encontra fervilhante. É lá que ficam importantes pontos turísticos, como as igrejas da Matriz e a de Nossa Senhora do Rosário, e também as lojas de artesanato, peças de estanho e objetos de decoração que deixam muito gente coçando o bolso.
      Com os termômetros em baixa, o clima em Tiradentes só não estará mais frio porque as panelas do Festival, certamente, estarão a todo vapor. E por falar em vapor, não se esqueça da Maria Fumaça. A diversidade gastronômica no local é extensa, com a presença de culinária italiana, egípcia, árabe, latina, francesa, portuguesa e, é claro, muita cozinha mineira. O festival, que acontece todo mês de agosto, sempre conta com cursos, palestras, shows, teatro, degustação, tour gastronômico e muito mais! E não perca os festins, os tradicionais jantares realizados pelos maiores chefs do mundo, em diversos lugares da cidade! Esse é o ponto alto do evento. Glamorosos jantares harmonizados.
      Quem ficou de fora desses jantares, encontra, em outros cantinhos da cidade, também boas opções, melhores para o bolso e para matar a fome. Há dezenas de restaurantes locais que preparam pratos regionais no capricho. Eles aproveitam nas suas receitas produtos de suas pequenas hortas e galinheiros que ficam atrás das casas onde funcionam os estabelecimentos. É de lá que saem alface, couve, jiló, pimenta, taioba, ora-pro-nobis, ovos e especiarias usadas nas receitas.
      Não se pode perder o leitão à pururuca na Pousada Villa Paolucci do amigo Dr. Luiz Ney, um picadinho de filé mignon, uma goiabada frita, tropeiro, bacalhoada, frango ao molho pardo, dos chefs-amigos, personagens que nasceram ali, ou são “forasteiros” que adotaram a cidade como morada. Esses últimos são chamados, carinhosamente de “ETs” ou extratiradentinos e são eles dos Restaurantes Dona Chepa, Vovó & Cia – Chef André, Viradas do Largo – Beth Beltrão, Trattoria Via Destra – Rubens Beltrão.
      No Largo das Foras, no 9º Festival, fiz o lançamento do meu livro de culinária: RECEITAS CULTURA HUMOR. No mesmo local em 21 de agosto de 2011 lançamos o meu primeiro livro de POEMAS: “Pedaços de um instante” e agora em agosto de 2012 o meu livro “CRÔNICAS & CAUSOS). Você está convidado.
      O circuito deste ano faz parte daquele que já passou pelas cidades de Paraty (RJ), Gramado (RS), Arraial d'Ajuda e Trancoso (BA).
      A "cultura" no título significa que não é só de comida e história que vive a cidade e o festival. Acontecem também outros eventos, como exposições artísticas, mostras e shows. Tiradentes é um lugar mágico, extremamente prazeroso, aconchegante, com povo educado e receptivo.

Nem só de história, natureza e pérolas da edificação barroca vive a bucólica cidade de Tiradentes.

- Conhecer Paris




Um sonho que virou realidade em abril de 2006. Enquanto aguardava no saguão do aeroporto, vindo de Lisboa após passar por Roma e Veneza, logo depois do desembarque assim me sentia: sou um privilegiado desembarcar em Paris com minha esposa e meu filho Márlon e minha nora Anna e ser recepcionado no Aeroporto Charles de Gaulle, considerado um dos maiores e mais modernos aeroportos do mundo, por um grande amigo, o arquiteto Dr. Vitório Caldoncelli lá residente há 36 anos. Finalmente, consigo dizer o que é conhecer Paris. Sim! Foram mais de 500 fotos e um caderno cheio de entradas de museu, tickets de metrô, papéis e recordações do que é conhecer Paris… Conhecer Paris é caminhar. Caminhar pelas ruas estreitas principalmente do alegre bairro Marais à noite. Que saudades! É caminhar pela avenida Champs Elysées até o Arco do Triumfo, pelos jardins floridos, pelo Louvre, pelo D’orsay, pelo Jardim des Tulleries, pelo Trodero, pelo Père Lachaise, pelo Champs de Mars… enfim, é caminhar à procura de conhecimento e de glamour. Nada de ficar enfurnado num metrô nem dentro do hotel. Conhecer Paris é se encantar com cada detalhe dos prédios de 1800, onde moram cidadãos comuns, como eu e você. É ir ao supermercado comprar queijo e vinho. É comprar coisas que você nem imagina. Conhecer Paris é ter vários mapas da cidade – alguns recolhidos no aeroporto, outros tantos nas Galerias Lafayette. É marcar no mapa, com o lápis do hotel conveniado da BANCORBRAS, o roteiro do dia seguinte. Conhecer Paris é ir ao Louvre e encarar a Monalisa.Ver a coroa do Rei Sol, do Napoleão e o Código de Amurabi. É passar 30 minutos caminhando para encontrar a Vênus de Milo. É comprar “coisinhas” na loja do museu e acabar o passeio debaixo da Pirâmide. Conhecer Paris é sair de Bistrô em Bistrô como fazia Armando Nogueira na copa da França e sentar-se em um deles com amigos e saborear croissant e pain o chocolat e tomar chá. É entrar na padaria e sair de lá com uma baguete na companhia do assessor e amigo Dr.Vitório. É comer macarron chez Les Délices de Manon. É tomar chocolate quente, comer sorvete, sanduíche de baguete, queijo, vinho, mais queijo, mais vinho. É passear às margens do rio Sena despoluído com extensão de 776 km cheio de peixes. Dizem que brevemente até se poderá nadar nele. Já pensou se o nosso Tietê de São Paulo alcançasse esse status algum dia? É embarcar e desembarcar no Bateaux Mouche (do francês barco-mosca /tipo de embarcação desenhada para servir como plataforma de visita turística) em todos os pontos turísticos considerados Patrimônio da Humanidade pela Unesco.


Paris é um cidade tão turística que, por incrível que pareça, fica difícil saber quem é francês e quem é estrangeiro.


Conhecer Paris é passar por todas as pontes (de l’Alma, Pont Neuf, St. Michel, des Arts, du Carrousel, Pont Royal, de la Concorde, des Invalides…). É apreciar cada detalhe em ouro da Pont Alexandre. E depois de atravessá-la, ver os detalhes do Grand e do Petit Palais, antes de seguir para Place de la Concorde. Conhecer Paris é ir ao museu Rodin e encarar o Pensador e ver a delicadeza das mãos esculpidas pelo artista. É pensar no gênio que foi André Le Notre ao criar jardins tão lindos, há tanto tempo. Conhecer Paris é ver as galerias de arte, no meio da rua. Conhecer Paris é respirar história. É conhecer a igreja Notre Dame. É subir à Sacre Coeur (pela escada!)… e descer de trenzinho. É ir às compras em lojas de museu, nos pequenos comércios perto dos pontos turísticos. E não esquecer de passear pelas Grandes Galeries (Printemps e Lafayette). É ir ao terraço da Lafayette e ver a L’Ópera pelos fundos e a cidade de cima. É entrar na Sephora e comprar perfumes. É ver o Moulin Rouge e a Tour Eiffel. Passear nos Jardins de Luxemburg e ver que a arte está em todos os lugares. É apreciar o colorido das floriculturas e dos jardins da cidade. É imaginar quantas cores ainda cabem na palheta de quem os criou. Conhecer Paris é ver a Torre Eiffel de vários pontos da cidade. É apreciar sua beleza arquitetônica também à noite. Conhecer Paris é ouvir jazz na rua. É ver um dos primeiros cabarés da cidade.


Por tudo isso, e muito mais…Conhecer Paris é um estado de espírito!

Tenho a dizer que sob o céu de Paris e debaixo dos lenções de seda dos Palácios da Cidade  Luz aconteceram mais coisas que a vã filosofia de Alexandre Dumas Pai jamais contou...