quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Um dedinho de prosa sobre um amigo

                                                                                                    Williams              Junho de 2013
Publicado na Pag. 13 do meu livro ANTOLOGIA EM PROSA & VERSO  do qual Williams F. Silva é coautor.

Eu quero lhes dar um dedinho de prosa sobre um amigo de muitos anos. Um ser humano batizado, nominado, chamado e reconhecido como Antônio Fábio da Costa.
Cidadão do mundo, nascido em de Rio Pomba - MG, Brasil, percorreu caminhos compostos de luzes e sombras, de vales, planícies, morros, ribanceiras bem ribanceiradas e subidas empinadas dirigidas ao céu, a tudo espreitando com olhares críticos e intelectualizados, sempre buscando o porvir e as verdades ocultas.
Esse Senhor entrou em minha vida em um momento reluzente de minha existência, quando eu, aos 14 anos, adolescente em fase inicial, do interior, tímido, diria até piegas, descobri um universo de possibilidades ao iniciar minha trajetória de 35 anos como funcionário do Banco do Brasil (BB), naquele tempo, então, na condição de Menor-Aprendiz.
Naquele ambiente mágico, naquela cova de leões, naquele habitat de gigantes, naquela escola da vida em plenitude, entre tantos homens e mulheres brilhantes que me serviram de referência, exemplo e encaminhamento para minha jornada que considero vitoriosa, com as bênçãos do Pai Celeste, me cabe aqui, neste momento, destacar uma personalidade ímpar, que é a de Antônio Fábio.
Eta sujeito estranho!!! Eta sujeito fora dos paradigmas preconcebidos...
Dado à criatividade e inovação, espírito irrequieto e audaz, nos idos anos de 1977 encontrei-o exercendo a arte de elaborar cadastros impecáveis, no Setor de Operações do BB. Lá estava ele atrás de sua máquina de escrever Remington, com óculos no rosto, cabelos já raros, cabeça grande para caber muita inteligência e um olhar flamejante que só possuem aqueles que buscam o que está visível somente além do campo da matéria, para que ali se possa nutrir de modo a adentrar no espaço infinito da arte, da cultura, da intelectualidade.
Lá estava o imparável A. Fábio!!! E assim segue sem parar, até hoje 36 anos mais tarde, aos seus 74 anos de vida bem vivida.
Olha, esse cidadão, esse ser humano, esse pai de família, esse marido, colega  e amigo exemplar, não é mole não. Com pilhas alcalinas de enésima geração, não dá um minuto que seja de sossego para sua inquietude e desejo de produzir arte, cultura, saber, humanidade.
Lembro-me como se fosse hoje da invenção dele de colocar um pé de sapato e um pé de sandália para indicar respectivamente o banheiro masculino e feminino na nossa AABB - Associação Atlética Banco do Brasil, de Rio Pomba - MG. E tudo isso com moldura e adornos artisticamente muito bem elaborados. Para mim, isto foi um show inesquecível e à parte no momento da inauguração da sede social daquele Clube. Gesto de poesia concreta que em mim despertou sentimentos e um olhar para o campo da arte, que até então eu desconhecia.
Uai sô... Mas, assim é ele!
Antônio Fábio tem que criar, tem que se apresentar, tem que se meter nos espaços disponíveis, ainda que por vezes seja por isso incompreendido, e ele sabe de tais riscos, que maneja com maestria. Tem jeito com esse homem não. É sua essência que clama por esse embate intelectual interminável, para o qual ele altruisticamente quer trazer novos comparsas, novos cúmplices, novos sujeitos.
Uma prova a mais dessas suas características é o seu novo trabalho, ainda em processo de cozimento, intitulado Antologias Poemáticas da Cidade Sedução, para o qual insistiu em solidarizar-se com aqueles que ele crê que podem exercer um pedaço da sua imensa capacidade literária e artística, inclusive incluindo-me.


Bendito Antônio Fábio, profeta de verdades disfarçadas de mentiras, que tece na teia da sabedoria só para criar causos e causas. Bendito  seja! Que sigas brilhando para todo o sempre!!!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A Copa que o Brasil ganhou

                                                   Antônio Fábio – 14.07.2014

Depois vamos partir para a saúde e educação com o padrão FIFA
Vi pela TV após Alemanha X Argentina a decepção controlada da presidente Dilma, quando toda vez que sua imagem aparecia era vaiada e o Taça da Copa parecia queimar-lhe as mãos. Foram desilusões de governo pós-copa quando ela se preparava para um momento de euforia pessoal e nacional. A Copa acabou para nós, mas o mundo não acabou. Nem o Brasil, com suas dores e bens. E há um lindo sol lá fora, o sol de nós todos.
E agora, amigos torcedores brasileiros, que tal a gente começar a trabalhar, e organizar nosso futebol. Não estamos de mãos vazias, ganhamos milhares de oportunidades de negócios fora dos gramados e modernização e a infraestrutura. Ganhamos com as empresas de turismo e de transporte.
 As partidas (60) foram realizadas sem traumas com milhares de pessoas se deslocando de uma para outra cidade acompanhando a seleção do seu país. Recebemos de legados ótimos estádios. O impacto econômico do evento foi inquestionável. O mercado de trabalho também se beneficiou. Com o vexame da seleção brasileira penso que nossos estádios vão demorar para se pagar. No entanto ganhamos com obras imprescindíveis, a construção de corredores de ônibus, novos acessos a aeroportos e ampliação de vias. Essas obras de mobilidade vão melhorar a infraestrutura e reduzir o custo de locomoção e transporte de cargas. E o que é importante: ficarão aqui, como um patrimônio permanente para os brasileiros. O maior avanço ocorreu nos aeroportos. Os de Brasília, Guarulhos e Campinas, os maiores do País, foram privatizados. Inegavelmente, os terminais estão mais amplos e modernos. A necessidade de embarques remotos e esperas por bagagens diminuiu. A pontualidade também melhorou e superou o padrão internacional, na primeira semana de Copa. O índice médio de atraso de voos foi pouco mais da metade dos aceitos ao redor do mundo. Além desses pontos, com o evento também ganhamos em tecnologias de diferentes áreas e, ainda, o crescimento cultural. A Copa 2014 foi a mais conectada da história.
Nosso país investiu em infraestrutura por exigência da FIFA com melhorias em parques, hotéis e diversos tipos de instalações utilizadas por turistas. Após o evento, estas melhorias vão ser usufruídas pelos brasileiros. Todos saímos ganhando com isso.
Muita gente redescobriu o Brasil depois de Cabral. Todas as pesquisas indicam que a aprovação dos brasileiros e dos estrangeiros é ótima. Conseguimos não só trazer os turistas para o País, mas conquistá-los.
Não demora muito e a  capital paulista deverá transformar-se no principal destino turístico na América Latina, ultrapassando Buenos Aires e a Cidade do México. Estádios e aeroportos são muito visíveis, mas um dos legados mais importantes da Copa cabe no bolso: o avanço dos pagamentos eletrônicos, especialmente os cartões pré-pagos.
         "Imagine na Copa". A frase simbolizou o pessimismo que pairou sobre o Brasil antes do evento. Mas, apesar do que faltou, o país funcionou bem para o mundial. Mesmo com muitas obras não concluídas nosso país não parou e conseguimos nos locomover. Nosso transporte terrestre saiu vitorioso, melhor do que a gente imaginava.  Sucesso também teve o transporte aéreo de passageiros. “Caos aéreo” acabou sendo expressão esquecida no pessimismo pré-Copa.
Atender bem aos clientes, principalmente turistas, era uma dúvida. Agora ninguém mais tem dúvida. Vamos partir para hospitais e escolas e outras necessidades. Acredito!
Tá certo que o hexa não veio. Mas acredito que em uma mudança na relação torcedor-esporte, um novo momento. Vamos procurar de agora pra frente um futebol de alto nível. Teremos uma cobrança muito maior por um calendário melhor, vem mais exigência, tratamento mais justo na relação clube-torcedor. O futebol brasileiro aumentará sua taxa de ocupação das arquibancadas e vamos esperar por dias melhores.
Continuo acreditando.

Alemanha supera Argentina com golaço de Götze e é tetra Alemanha O (1) X 0 (0) Argentina

Foto Ricardo Matsukawa / Terra 
            Mario Götze de 22 anos sai do banco de reservas e com menos de 30 minutos recebendo o bastão de Klose para superá-lo em importância em decisões. Klose com 16 gols marcados em copa superou Ronaldo com15. Götze superou seu compatriota Klose, mas não superou nosso Ronaldo que também marcou contra a Alemanha gols decisivos. Agora a Alemanha, depois de 24 anos, é tetra se igualando à Itália e ficando a uma conquista da Seleção Brasileira, única pentacampeã e maior vencedora. É a primeira vez que o time conquista o título desde a reunificação do país: os outros três foram ganhos como Alemanha Ocidental, em 1954, na Suíça; em 1974, na Alemanha; e em 1990, na Itália.
Los hermanos argentinos, leões azuis, poderiam ter ganhado se tivessem aproveitado as chances perdidas. Tiveram as melhores oportunidades. Esse jogo não foi um jogo, foi uma maratona com o limite da força física e da superação causando a admiração de todos. A festa das torcidos foi admirável e teve momentos em que a da Alemanha superou a da Argentina. Pasmem!
Choque de cabeça foram uma constante nesta Copa. Não engulo esse negócio de Brasil com “Z”. No final em entrevista aos alemães eles disseram que a ficha não havia caído ainda, imagine a nossa depois do 7 X 1. O goleiro alemão Manuel Neuer mereceu o prêmio de melhor goleiro da Copa (Luva de Ouro), mas Messi não mereceu o de melhor jogador da Copa (Chuteira de Ouro). Pelo menos uns 4 foram melhores do que ele: Roben da Holanda e o nosso Neymar. A FIFA voltou a da um Prêmio de Consolação ao perdedor da final a exemplo do que já havia feito quando o Brasil superou a Alemanha em 2002 e quem deveria ganhar a Luva de Ouro era o nosso São Marcos e não o  Oliver Kahn (Mico Leão Dourado). Já escrevi sobre isso na ocasião.
Os alemães nos deram uma aula de cidadania, simpatia e organização e curtiram o Brasil com suas esposas e filhos. Foi a primeira vez que um time europeu ganhou um título nas américas.
E o Galvão com aquele seu vozeirão: acabou, acabou, a alemanha é tetra.
Vi pela TV aquele argentino fantasiado de Papa Francisco chorando e fiquei triste por isso. O relógio da Matriz de São Manoel de Rio Pomba – MG estava repicando seus sinos para convidar para a missa da 19 h e a imagem do Cristo Redendor do Rio de Janeiro, com as cores da Alemanha encantando a todos expectadores.
Viva a Alemanha, eles viveram o Brasil e o descobriram a mais de 500 anos depois de Cabral.

Geração da FIFA captou esse ângulo do Cristo Redentor durante a transmissão da final da Copa do Mundo, entre Alemanha e Argentina.
Presságio de melhores dias para a humanidade.

 CRISTO OLHAI POR NÓS.

Sou uma pessoa que me alegro com as grandes e pequenas coisas / Às vezes conquisto somente as pequenas / Mas me contento e luto pelas grandes.
                       (Sonhador – livro Poemas “Pedaços de um instante’ de Antônio Fábio)

“E chego à conclusão de que a derrota, para a qual nunca estamos preparados, de tanto não a desejarmos nem a admitirmos previamente, é afinal instrumento de renovação da vida”.
   (do livro “Quando é dia de futebol”- ( Carlos Drummond de Andrade Jornal do Brasil, 07/07/1982)

Ficha técnica
 Data: 13 de julho de 2014
Horário: 16h00 (de Brasília)
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Nicola Rizzoli (ITA)
Assistentes: Renato Faverani (ITA) e Andrea Stefani (ITA)
Cartões amarelos: Schweinsteiger, aos 28 min., Höwedes, aos 32 min. do 1°t (ALE); Mascherano, aos 18 min., Agüero, aos 20 min. do 2°t (ARG)
Gols: Götze, aos 7 min. do 2°t da prorrogação

Alemanha: Neuer; Lahm, Boateng, Hümmels e Höwedes; Kramer (Schürrle, aos 31 min. do 1°t), Schweinsteiger, Özil (Mertesacker, aos 15 min. do 2°t da pror.) e Kroos; Klose (Götze, aos 42 min. do 2°t) e Müller
Técnico: Joachim Löw


Argentina: Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia e Perez (gago, aos 40 min. do 2°t); Messi, Higuaín (Palacio, aos 31 min. do 2°t) e Lavezzi (Agüero, no intervalo)
Técnico: Alejandro Sabella

domingo, 13 de julho de 2014

Mesmo com a derrota, nossa vitória - Holanda 3 X O Brasil

                                      Antônio Fábio – 13.07.2014 (10:14h)


"Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor".
"Olê, Olê, Olê, Olá"
Não importa se na vitória ou na derrota
Brasil, nós estamos contigo
Somos uma nação
Não importa o que digam
Sempre levarei contigo
Minha camisa amarela
Cinco taças na mão.

Se sua esposa estava grávida e ganhou um filho
Você só gostará e o respeitará se ele não tiver necessidades especiais?
Tenho uma filha que jamais andou ou falou
Há seres e fatos que nos marcam por toda a vida
Nada apaga esses momentos
Recebam nossos jogadores e nossos Neymares
Nossas homenagens de amor e carinho
Todos somos mestres e aprendizes.

Um jogo que acaba com a gente é apenas um jogo
Ganha aquele que joga melhor e, ao perdedor,
Cabe o papel de reconhecer suas limitações
E saber perder de forma digna
Somos o país do futebol
Mas não somos os donos da bola
Não somos Deus, mas os filhos Dele.

Há nesse país um charme e um glamour
Que fascinaram os turistas e todas as nações
Que participaram desta Copa
Nossa paisagem humana é inigualável
É como chocolate que encanta os sentidos
Pra mim tanto “los hermanos” argentinos, quanto os
Simpáticos FLAlemanha já são vencedores.

Tenha certeza que todos, independentemente de raça
Credo e o próprio futebol
Se maravilharam com a hospitalidade
De um país ordeiro, ímpar e acolhedor
Que possui um cenário diferente que encanta toda gente
É o recanto que escolhemos
Bola pra frente Brasil.

Que dó!
Está acabando a Copa que me encantou
Apesar dos pesares
Mais logo Alemanha X Argentina
Que vença o melhor.

sábado, 12 de julho de 2014

CABO FRIO - RJ

                                                                   12.07.2014
Cabo Frio é um lugar maravilhoso, praias lindíssimas e culinária respeitada. A Praia do Forte, onde tenho meu AP, é uma das melhores do mundo, areia branquinha e fina parecendo talco, águas límpidas, suas belas e incomparáveis dunas e salinas, tudo isso me anima a ir lá cada vez mais e mais.
Em qualquer mês do ano é bom, mas em março é mais tranquilo e o mar até parece o mar do caribe. Hotéis e pousadas não faltam e são muito boas. Apartamentos para alugar para temporada são bons e baratos. A praia do Peró e das Conchas (imperdível) são próximas e têm estrutura e uma culinária excelente. A Prainha em Arraial do Cabo também é fora do comum, estrutura, culinária, mar calmo, mergulhos com as tartarugas. Quer mais?
Cabo Frio fica a 10 km de Arraial do Cabo e a 20 km de Búzios onde se podem fazer passeios de barco maravilhosos. Não deixem de fazer esses passeios, inclusive no CANAL.
Em Cabo Frio tudo é lindo, muita gente bonita e de alto astral. Uma caminhada pela praia é imprescindível e muito bom para a saúde. A cidade é muito tranquila, não há assédio de ambulantes nas praias, as pessoas caminham à noite pelas ruas com a maior tranquilidade.
À noite o CANAL oferece boas opções de diversão, com pessoas de todas as idades e nacionalidades. Uma beleza! O Restaurante do Zé é realmente imperdível: picanha maravilhosa e que saiu em dez minutos, sem exagero! Para quem gosta de bacalhoada é um prato cheio. No Canal os restaurantes são variados e com gosto para qualquer paladar e bolso.
Vale a pena passar o Réveillon na Praia do Forte, a Semana Santa e feriados. Hospitais diversos nos dão uma tranquilidade para a saúde. O Aeroporto não fica longe do centro e é muito útil. O abastecimento de água está normalizado.
Há 40 anos frequento Cabo Frio e cada ano que passa o ar fica mais leve, o ambiente mais cool, bonito e charmoso. Sua atrações naturais, a excelente estrutura para receber turistas, seu mar aberto para velejadores internacionais com a maior raia do mundo para a prática do iatismo, credencia a cidade para manter você ocupado por vários dias. Sua vocação festeira também é famosa. Uma das maiores micaretas do país, a chamada CABOFOLIA, que costuma acontecer no penúltimo final de semana de janeiro, é uma quentíssima preparação para o Carnaval, outro período em que a cidade fica tomada de turista em busca de diversão atrás de trios elétricos.

As festas, o sol, as belas praias, a Nova Orla está uma maravilha, a cidade cada vez mais bonita, o tratamento respeitoso e admirável do seu povo ao turista, tudo isso faz que milhares de visitantes recorram ao aluguel de apartamentos o ano inteiro.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Argentina O (4) X O (2) Holanda

Foto clicada no "Print Screen SysRq
Seleções que encaram prorrogação na semifinal costumam perder decisão em virtude do desgaste físico. Acarar 120 na semifinal não é mole.
Argentina na decisão 4 X 2 nos pênaltis graças ao seu goleiro Romero.
Nenhum dos dois times queria sofrer gols debaixo de vaia da platéia. A Holanda optou por tocar a bola em passes laterais. Os astros Messi e Robben foram marcados em cima e quase não pegaram na bola.
Um jogo feio e um time igual ao da Argentina vai à final, sem pelo menos, fazer uma partida de gala.
Ambos perderam e o Brasil vai pegar, pela quinta vez em mundiais, a Holanda esbodegada no sábado e a Alemanha pega a Argentina com um dia a mais de descanso no domingo.
O que vi de bom no jogo foi um leão em campo, Mascherano dando um show de bola, extraordinário que não deixou Robben ganhar a partida no fim do segundo tempo do jogo normal.

Estou torcendo pela Argentina na final para que continuemos com dois corpos de vantagem sobre Alemanha e Argentina, o que equivale dizer que continuo torcendo pelo Brasil, o país do futebol.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Foi uma dor hexagerada, o maior vexame!

Alemanha 7 X 1 Brasil
                                     Antônio Fábio – 08.07.2014

                                 Sem correção (estou atordoado)

Crédito da foto: Alexandre Battibugli

O Brasil apagou, com essa derrota, o vexame da Espanha.
Início da autópsia: erramos na escalação - anotei a placa, já havia descrito que necessitávamos de coalhar o meio de campo, deu um branco de 10 minutos que nos custaram 4 gols, 12 anos e 43 jogos sem perder no Brasil. A maior goleada da Alemanha em mundiais foi 8 X O na Arábia Saudita. Essa é Copa dos gols. Ao invés de subirmos mais um degrau caímos escada abaixo. O que mais me entristeceu foi ver essas crianças chorando. Vão se lembrar disso por toda a vida, assim como me lembrei da nossa derrota para o Uruguai no dia 16 de julho de 1950, dia do meu aniversário. O maior culpado por tudo isso foi o Chile que ao invés de chutar na trave deveria ter feito o gol que nos aliviaria de todo esse vexame. Vamos aprender com os erros e  um dia  agradecer aos alemães por nos ensinarem a competir com dignidade e jogar enfrentando cada adversário com o regulamento debaixo de braço,  com Planos B. Viver do passado não nos dignifica no futuro. É como disse Nélson Rodrigues: "Em futebol, o pior cego é o que só vê a bola.
" Penso que o Bernard só serviria para jogar conosco nas peladas do Pombense com queda de 5, ou de 6 ou de 7. Acho que poderia parar o jogo e passar os jogadores de um time pro outro e vice-versa. As equipes estavam muito  descomparadas e deveríamos equilibrar a pelada. As vaias à nossa presidente e ao Fred ouvi alto e bom som e me entristeci. Vi um time com uma ótima estratégia e o

outro não. Necessitamos de academias de futebol nos clubes a fim de criamos novos talentos. Nossa reestruturação é imprescindível.
A Alemanha, agora é a que mais fez gols nas Copas. O Close superou o Ronaldo em maior número de gols 16 a 15. Espero que eles não nos alcancem no Penta. Não sei qual foi o pior desastre em BH: se a queda do viaduto ou nossa derrota vexamosa.
 Lembro-me do Barbosa de 50, do Zico pelo pênalti perdido, do Dunga virando “era”, do Roberto Carlos arrumando meião enquanto Henry marcava nossa desclassificação, do Júlio César errando um soco contra a Holanda em 2010. Eles estavam lá dando a cara a tapa, foram soldados em uma guerra imprevisível. Nosso futebol sempre criou nossos heróis e nossos vilões, mas dar nome às derrotas é injusto. Essa Copa está sendo a dos gols, das pressões das emoções incontidas, amargas e azedas.
 Perdemos de uma seleção infinitamente melhor que a nossa, fria, talentosa e senhora de si. Se for para perder, que fosse agora. Imaginem um novo  Maracanazo, seria pior! Nossa seleção foi até onde pôde com esse técnico e esses jogadores que teve a aprovação de todos.
Essa Alemanha admirável já é a campeã da simpatia, da credibilidade, da organização mesmo antes da decisão.   
Nosso jogo virou pó em 6 minutos com a mesma velocidade que as lágrimas jorraram de torcedores incrédulos e estupefatos.
                                     Outras explicações aparecerão.