quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Amazonas, o pulmão da humanidade

                                                                                                            22.07.2013
                Páginas 27 a 31 do meu livro "ANTOLOGIA EM PROSA & VERSO" de Antônio Fábio e convidados
Pensei, não posso partir sem conhecer de perto tudo isto que estou abaixo descrevendo. Sempre foi um dos meus objetivos. Este artigo está sendo escrito no período da COPA DAS CONFEDERAÇOES da qual nos sagramos campeões, período dos PROTESTOS POPULARES pelo Brasil afora, o povo falando sobre aquilo que o aflige, dispensando líderes, partidos e sindicatos, uma nova forma de protestar e uma lição de cidadania. Não tenho partido, sou cidadão do Brasil e do Mundo. Nunca fui a favor de vandalismo, mas vandalismo maior foi o dos nossos políticos e administradores e os “Nicolaus”. Devemos punir todos e nunca ficarmos de braços cruzados.
Vamos ao nosso assunto: o estado do Amazonas é grande e a floresta também, por isso estou dividindo em partes:

1ª Parte – Manaus. Cidade muito bonita, ruas largas e limpas, calor bem forte, mas suportável. Povo hospitaleiro e amável. Conhecemos o Distrito Industrial, a Zona Franca, o Teatro Amazonas (espetacular), Museu do Índio, o Mercado Municipal, o Palacete Providencial, o Palácio Rio Negro, o Palácio da Justiça, a cidade como um todo através de hidroavião que saía em frente do nosso hotel, o encontro das águas e hotéis flutuantes, no meio da selva uma vista geral da floresta inundada, que depois vimos de barco. Percebemos que o Estado tem mais de 350 ONGs estrangeiras ajudando. Penso que é porque a Amazônia tem ouro, manganês, ferro, diamante, esmeraldas, rubis, cobre, zinco, prata e a maior biodiversidade do planeta, tudo de interesse econômico para laboratórios e nações. Riquezas que somam trilhões de dólares. Na Amazônia ninguém passa fome, nem os ribeirinhos. Diferentemente do nordeste que, além da fome, ainda têm sede e lá não há ONGS. É fácil suspeitar das intenções e entender os motivos.

2ª Parte – Hotel Tropical Manaus – É um luxuoso resort ecológico localizado na entrada da majestosa floresta amazônica às margens do Rio Negro onde nadamos em uma praia ampla, limpa e comparável a mar. Tudo com tecnologia de ponta e acomodações luxuosas, piscinas com ondas e recreativas, localizado a apenas 10 km do aeroporto e do centro de Manaus. Bar aquático (bar molhado). Centro de convenções com 3200 m2 para 1200 participantes. Com zoológico muito bom, passeio guiado na floresta mata adentro, quatro restaurantes de alto gabarito com especiarias nacionais, internacionais e lanchonetes. Teatros, boates, salas de eventos onde assistimos a um Show Temático do Boi Bumbá de Parintins com  o encanto azul do “Caprichoso” e o vermelho do “Garantido”. O resort conta com 640 suítes com diferentes acomodações para diversos bolsos, inclusive presidencial. Um luxo! Tudo isso no coração da floresta. É mole?

3ª Parte – Ariaú Amazon Towers – Lugar que merece um comentário à parte... Em 1982, o oceanógrafo Jacques Cousteau (comandante do Calypso - o famoso barco laboratório) sugeria a sua criação e fez uma declaração com ares de premonição: a guerra do futuro será entre os que defendem a natureza e os que a destroem. Em 1986, três anos antes da queda do muro de Berlim, sepultamos o temor nuclear e iniciamos às margens de Rio Negro, a três horas de barco de Manaus, este que viria a ser um magnífico e o maior e mais respeitável hotel de selva do mundo. Noooossa! Estivemos lá. Que maravilha! Foi um turismo ecológico. Sentimos a natureza em sua plenitude. Ouvimos a escala de sons claros, apaixonados e muitas sucessões de tons acima e abaixo, trinos e regorjeios. Seria o saci ou algum gênio da floresta? Eram gargantas de ouro... Acordamos com essas canções no meio de plantas medicinais, vitórias régias medindo 1,8 m de diâmetro, plantas domesticadas como orquídeas e samambaias, fícus e bromélias. Árvores seculares de tudo quanto é tamanho e forma, guaranás e açaís. Comi carne de jacaré, arraia, pirarucu, pirapetingas e pacus, além da de tartaruga. À noite participamos de caçadas aos jacarés. Quanta aventura, sô!
Gosto de conhecer e viver a vida como ela é. O contato direto com a selva e sua luxuriante beleza nos encantou. Ficamos, Fernandina e eu, fascinados pela singularidade do prazer de estar na floresta amazônica. Brasileiros lá eram muito poucos. A maioria alemães, ingleses, americanos, japoneses, chineses e muitos australianos, entre outros. Para nós, era um sonho verde que se realizava. Ficamos hospedados numa suíte flutuante, toda com tela, no meio da selva. É difícil retratar tantas emoções daqueles passeios pelo Igarapós (trecho da floresta, com vegetação própria, alagado pelas águas das enchentes) com cliques e mais cliques no meio de jacarés, macacos, bichos preguiças e onças pintadas, captando cores e aromas da natureza da vida selvagem. Visitamos as casas dos ribeirinhos e ouvimos suas histórias. Penso que nossa participação física e nossos cliques fotográficos nunca vão mudar a realidade daquele lugar. A verdadeira Amazônia fica esquecida nas entranhas da selva com castanheiras de 600 anos, mogno e jacarandás de 1200. O que estamos fazendo não é um sensacionalismo jornalístico às vésperas do apocalipse. De qualquer maneira, esperei muitas primaveras para escrever sobre o assunto porque não se deve escrever antes de conhecer “in loco” e julgar e sentir a sabedoria milenar dos índios e a vivência secular dos caboclos. Por tudo isso é que está no Ariaú Towers uma pirâmide transparente, com as mesmas proporções e orientação solar de QUEOPS, a célebre pirâmide egípcia.

4ª Parte – Passageiro clandestino – Lembrei-me do Projeto Jarí, da largura de 320 km do rio Amazonas, das diversas ilhas, inclusive a de Marajó cuja culinária qual já  o prazer de conhecer sua culinária na Gastronomia de Tiradentes. Nooosssa! Estava viajando clandestinamente e sentindo a presença respeitável de um gigante. Nooosssa! Minha imaginação corria sobre a superfície, ainda bem. A quilha do nosso barco não deveria encalhar, estávamos em águas profundas e seu calado era apropriado.
A causa da devastação amazônica está nos escritórios bem ornamentados das lideranças econômicas e políticas. Vamos pensar nisso e resolvermos já. O rio Amazonas, com mais de 1000 afluentes, é o maior rio do mundo e o mais caudaloso com 6.992 km depois que descobrimos seu veio inicial no Peru a mais de 4000 m de altitude, seguido do Nilo com 6.650 km. Nosso Amazonas tem sua bacia hidrográfica no Brasil, no Peru, na Colômbia, Venezuela, Equador e Bolívia. O rio Negro nasce na Venezuela e tem 3200 km de extensão. Na região eles dizem que o rio Amazonas só é assim chamado depois do encontro do Solimões com o Negro. O resto do mundo entende que o Amazonas começa no Peru e deságua no Oceano Atlântico, sendo o rio Negro mais um de seus afluentes. 
E os botos cor-de-rosa? Interagimos com eles e fizemos muitas fotos, mas não as suas piruetas. Eles possuem um sistema de radar igual aos seus primos golfinhos e são sociais, solidários e afeiçoam-se ao homem. Quem sabe o quê da Amazônia? Os curumins (pequenos índios) riam de nós. Temos que aprender com eles, sua inteligência, habilidade, argúcia, destreza e capacidade de comunicação. Está ornamentando uma parede da minha casa um arco e flecha daquele povo.

A terra não pertence ao homem, mas o homem é que pertence à terra. A Amazônia é a síntese da alimentação da humanidade, a síntese do medicamento necessário, a síntese da água doce, da biodiversidade e do futuro e do pulmão da humanidade.

Altura de prédios na cidade

                                                                               06.06.2012
                       Publicado na PAG. 25 do meu livro ANTOLOGIA EM PROSA & VERSO





Já propus para que os senhores vereadores de Rio Pomba elaborassem uma Lei não permitindo prédios acima de 4 andares, assim também a respeito da poluição visual de futuros outdoor’s e tombamentos de prédios e residências. Não houve nenhuma crítica e nem resposta, infelizmente.
Continuo achando que não temos que rasgar o céu da Cidade Sedução. Aquele Edifício do centro já “enfeou” muito. Esse de 10 andares que está sendo construído vai “enfear” muito mais. Nosso trânsito já está bem ruim e a partir desse prédio deve ficar caótico, claro. Haverá um congestionamento de veículos, na certa. Imagine quem morar nas alturas quando faltar luz, que é uma constante na cidade! Pode ir começando a fazer exercícios desde já, para ir se acostumando a subir escada.
 Devemos estabelecer novas normas de altura dos prédios para preservar nosso Conjunto Urbanístico. Permitir a construção de prédios assim, não deve ser um mal necessário e sim uma proibição necessária. Temos que limitar a altura, não em razão de aeroportos, mas sim em razão da nossa história. Esse lindo prédio do Fórum deveria sobressair-se sempre e não ser sombreado.
Nossa população tende a crescer e não deve crescer para cima e sim para os lados, já que temos uma topografia invejável e indicada para esse mister. Teríamos, assim, mais qualidade de vida e menos poluição visual. Penso também que deveríamos nos preocupar com o excessivo aumento do preço dos imóveis e a possibilidade da demanda por moradias se tornar bem maior do que a oferta. Temos muitas áreas rurais que podem ser urbanizadas e não teremos problemas com o transporte público com o crescimento nesses moldes, claro. No entanto, devemos nos preocupar, desde já, para que mais famílias não habitem um mesmo espaço no município. A prevenção é o melhor remédio para muitas doenças, inclusive a do trânsito.
Vale a pena votar leis para a altura dos prédios da cidade que deve se adequar às necessidades da população, atuais e futuras, assim como fizeram em Cabo Frio e até mesmo em muitas cidades da Europa, como Paris, por exemplo. Vamos deixar essas alturas para Dubai.
A despeito de minhas opiniões democráticas acima, penso que se eu tivesse dinheiro para construir prédios assim, e se não houvesse proibição e limites de altura impostos pelo município, eu iria construir, claro. Ficaria honrado e toda minha família também. Não sou contra o progresso e nem a criação de empregos e nem mais real do que a realidade e, além disso, reconheço e admiro empresários criativos e rio-pombenses de visão.
       

 Parafraseando o produtor americano Robert Evans digo que “toda história tem três lados: o meu, o seu e a verdade. E nenhum está mentindo”, no entanto vejo claramente  que  NOSSA HISTÓRIA ESTÁ SENDO SUBSTITUÍDA POR CONCRETO.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Alisson, a promessa


                                                                                                    09.03.2013  AFábio
                                 Publicado na Pag. 22 do meu livro ANTOLOGIA EM PROSA & VERSO

Este rio-pombense com apenas 19 anos já é um grande articulador de jogadas, habilidoso, técnico, rápido e com personalidade forte. Senti-me orgulhoso e honrado ao vê-lo com tanto garbo no domingo na vitória do Cruzeiro. Seu pai, padeiro, ele, nosso escudeiro. Casou-se com uma nossa conterrânea loira, bonita e que pode levá-lo a ter mais responsabilidade futebolística. Eu o assisti na copa São Paulo e na seleção sub-20 e agora nesta reinauguração da Gigante da Pampulha, o Mineirão. Nesse clássico a vitória do Cruzeiro por 2X1 teve muito dos seus méritos. Ele pressionou o adversário para o seu campo com habilidade, rapidez, luta, coragem, além de muita técnica e foi o maior destaque da partida. Não tremeu e não se intimidou, mesmo com mais de 60 mil torcedores. Esse garoto humilde da categoria de base do Cruzeiro deve alçar grandes voos. Rio-pombense de nascimento (25.03.93), filho de pais idôneos, trabalhadores que só lhe dão bons exemplos, Marli (enfermeira aposentada) e Célio Castro, padeiro da padaria Rosa-Cristi que orgulhosamente nos dá notícias suas.
        Alisson é veloz, audaz, boa ginga e grande habilidade, jogador de toques rápidos e envolventes e sabe fazer gools. Está sempre se destacando, marcando golaços, boas arrancadas, força física e um eficiente chute de fora da área com qualquer um dos pés indiferentemente. Ele me fez lembrar o Zé Budega dos meus tempos. Parece-me que não tem a mesma impulsão e a habilidade para o cabeceio. Deve estourar em breve no cenário futebolístico.
        Entrou no clássico que teve um duelo à altura da sua tradição entre Cruzeiro e Atlético-MG (03.02.2013) aos 13 minutos do segundo tempo, e teve participação muitíssimo boa no segundo jogo como profissional, o primeiro após ser efetivado no grupo principal. O garoto de 19 anos mostrou personalidade e não tremeu em campo, mesmo com o Mineirão lotado. Alisson também foi fundamental quando o Cruzeiro vencia o jogo por 2 a 1, com 10 jogadores, segurando a bola nos minutos finais da partida. O jovem jogador deverá ter outras chances no time titular devido ao seu desempenho neste jogo e nos treinos, mostrando sempre sua capacidade. A união do grupo deve ajudá-lo nesse mister. Nós, cruzeirenses e rio-pombenses, estamos todos eufóricos com o sucesso dessa jovem promessa. Já joguei futebol de salão no Cruzeiro em 1960 e mantive um time vitorioso de jovens aqui na cidade, o CRUZEIRINHO, formado por muitos craques, e quando vejo um eu, o reconheço e o Alisson é um deles. Só de ele estar presente na Reinauguração do Mineirão, já é um orgulho para todos nós, rio-pombenses.


Há uns dias ele, sua esposa e seu pai estiveram aqui em casa no meu TERRAÇO, ocasião em que o garoto me confessou que sonha em defender a seleção. Isto, por si só, já é uma grande notícia. Só vence quem luta. Ele me disse que a concorrência é muito grande no atual elenco cruzeirense. São grandes jogadores que chegaram de fora e outros tantos que já estavam no elenco, mas ele tem a confiança do treinador e a nossa também, claro. “Espero fazer bons jogos e me firmar cada vez mais com a camisa do Cruzeiro”, cogitou. E, para o futuro, nossa promessa, sonha ainda mais alto. “Todo jogador sonha vestir a camisa da seleção brasileira. Já fui convocado para a sub-20, no ano passado e fiquei muito feliz”, disse ainda que tem contrato com o Cruzeiro até 2016.
Ele não é um dos principais jogadores contratados, nem tinha o nome tão comentado quanto os do outros jogadores que subiram da base: o meia-atacante Élber, o lateral direito Mayke, o volante Lucas Silva e o centroavante Vinicius Araújo. Alisson se tornou um dos principais por sua reconhecida categoria. Teve uma passagem pelo Vasco envolvido com negociação com o zagueiro Dedé e está de volta. Tem aproveitado as oportunidades. Confessou-me que tem aprendido com os mais experientes.
                              Avante e pra frente, menino!




NOVEMBRO 2013 - Esse jovem teve uma passagem pelo Vasco. Voltando às cores azul e branco, repatriado que foi pelo Cruzeiro, sagrou-se TRICAMPEÃO brasileiro. “Alim”, como é chamado aqui na terrinha, foi um dos baluartes da conquista. Rio Pomba, agora, tem um campeão brasileiro de futebol. Um fato inédito, que por si só, já nos enche de alegria e orgulho. Aplausos!!!
Com essa conquista, o CRUZEIRO resgata a excelência do seu futebol e a excelência do futebol brasileiro.


            

Aeroporto Presidente Itamar Franco (APIF)

                                       Antônio Fábio -  01.06.2012 
                                        Fontes: Administração do Aeroporto e Google
Pag. 18 do meu livro ANTOLOGIA EM PROSA & VERSO
O Aeroporto Presidente Itamar Franco é um aeroporto localizado na Zona da Mata Mineira, entre os municípios de Goianá e Rio Novo. Atende principalmente às cidades de Juiz de Fora, situada a 35 quilômetros, Rio Pomba  a 60 km (passando por Cel.Pacheco),  Ubá, a 64 quilômetros (passando por Piraúba), Rio Novo, a 22 km e Cataguases, a 75 quilômetros. É administrado pela empresa Multiterminais Alfandegados do Brasil. As operações de voos comerciais de passageiros foram iniciadas em 23 de agosto de 2011, após 10 anos inoperante
O Aeroporto Regional da Zona da Mata (APIF) teve seu nome mudado em 2012 para Aeroporto Presidente Itamar Franco (APIR) em homenagem ao ex-presidente morto em 2011, do qual foi idealizador.
Você pode sair de Rio Pomba e passar por Piraúba, Guarani, Rio Novo e logo-logo estará no aeroporto. A distância é de 50 km. Se você optar em passar por Tabuleiro, Cel. Pacheco e Goianá (terra onde nasce mais gêmeos no país) a distância é de 60 km, mas a  estrada é melhor, e você não passa dentro de nenhuma cidade, além de poder visualizar lindos pastos avermelhados em razão de o capim gordura, já escasso na região, ter sido substituído pelo resistente braquiária.
O estacionamento é bom e gratuito, mas deverá ser pago dentro de pouco tempo, segundo apuramos junto ao Francetti, gerente do Aero Café que funciona no local.
O aeroporto conta com voos diários entre Goianá e Campinas conforme a tabela de horários aposta nesse documento.
Estão sendo discutidas e estudadas alternativas de acesso do aeroporto para a BR 040, mas problemas ambientais e políticos têm sido um entrave. Acredito que existam grandes interesses para a construção de condomínios de luxo no entorno da nova rodovia.
       Esse aeroporto foi planejado para atuar no transporte aéreo de passageiros e cargas (com funcionamento      previsto para daqui a uns 12 meses) e, tornar-se um importante hub logístico e se apresentar como um canal de importações e exportações capaz de atrair e canalizar inúmeros investimentos para a região.
Possui instalação de sistemas de segurança, de combate a incêndio e de inspeção de pessoas e bagagens, uma boa lanchonete com capuccino etc. e tal. Empresa de locação de automóveis e táxis, ótimos banheiros e terraço panorâmico. Conta com pessoal especialmente treinado para as funções e serviços operacionais de funcionamento exigidos pela Anac.
Possui, também, modernos equipamentos para navegação e segurança de tráfego aéreo, além de caminhões especiais de combate a incêndio. O aeroporto é bonito e até mais moderno do que muitos que quais conheci na Europa e suas instalações bastante confortáveis.
A Empresa Azul Linhas Aéreas, única a operar no aeroporto, opera com quatro voos diários (ida e volta), em aeronave com capacidade para 68 passageiros, ligando a cidade de Campinas à região da Zona da Mata, possibilitando aos passageiros que embarcam no APIF usufruir de todas as conexões em operação no Aeroporto Internacional de Viracopos em Campinas.
Segundo apuramos, não há mais a necessidade de rebaixar nenhum morro nas imediações para possibilitar pousos de aeronaves de maior porte. Tem possibilidades de aumentar sua extensão. Esta semana meu filho Eduardo voou duas vezes nesse precurso e comprovou tudo isso. A principal pista de pouso e de decolagem do Aeroporto de Congonhas (SP), o 4º mais movimentado do país, com extensão da ordem de 2 km, é suficiente para operar as maiores e mais frequentes aeronaves do mix de frota, Boeing tipo 737 e Airbus tipo 320 ou equivalentes. O Aeroporto Presidente Itamar Franco (APIF) tem a extensão de 2.530 metros contra 2.540 m do Aeroporto da Pampulha, 2.716 m do Aeroporto Tancredo Neves (CONFINS-BH), 1.323 do Santos Dumont no Rio, 900 m do Lajinha de Juiz de Fora, 1.080 do aeroporto de Ubá e 1.760 do de  Barbacena. Outros aeroportos: Galeão (4.000 m), Viracopos de Campinas (3.240 m), Guarulhos SP (3.700 m) e o Internacional de Brasília (3.200 m).
Esse aeroporto foi construído com o objetivo de atender as microrregiões exportadoras da Zona da Mata, como Juiz de Fora, Rio PombaUbá, Muriaé, Barbacena, São João del Rei e Viçosa, além de servir como terminal comercial de passageiros em substituição ao Aeroporto Francisco de Assis (Serrinha-Juiz de Fora).
A Azul Linhas Aéreas, terceira maior companhia do mercado brasileiro, e a Trip, sexta no ranking doméstico, oficialmente assinaram um acordo de associação. Juntas, Azul e Trip somam 112 aeronaves, 837 voos diários, 316 rotas, 96 cidades atendidas e 15% do mercado doméstico, segundo as companhias.
As aeronaves são um ATR 600 de fabricação francesa. São bonitas e com duas poltronas da cada lado do corredor, eliminando o assento do meio.

Poema para mim


                                            Pag. 16 do meu livro ANTOLOGIA EM PROSA& VERSO
Convencionou-se que um poema é uma obra literária apresentada geralmente em verso, uma obra que pode conter rima, ou não. Assim fomos ensinados. No entanto, um poema pra mim não é apenas um processo exterior de ser escrito num papel e lido. É simplesmente algo que vem de dentro e que está presente no ser humano, no seu todo, quer ser nas diferentes partes constituintes do corpo, no estado de espírito, nos sentimentos do momento, na voz e na respiração.
         Conto histórias e faço declarações de amor, tudo pelas palavras do ABC, sem regras de escrita nem de perfeição. Não quero e nem sou gênio... já tenho problemas suficientes tentando ser um homem. Tento passar meus sentimentos e inspiração para o papel sem me preocupar com as rimas.
         Falar de poema e poesia num tempo tão sem poesia é, deveras, quase falar bobagem. No entanto, apesar de tanta insensibilidade, tanta mediocridade, tanta barbárie, insisto no sentimento de todo ser humano na forma como realmente ele deve ser: humano.
Vamos interagir: Visite meu blog.

afabiobrasil.blogspot.com

Um dedinho de prosa sobre um amigo

                                                                                                    Williams              Junho de 2013
Publicado na Pag. 13 do meu livro ANTOLOGIA EM PROSA & VERSO  do qual Williams F. Silva é coautor.

Eu quero lhes dar um dedinho de prosa sobre um amigo de muitos anos. Um ser humano batizado, nominado, chamado e reconhecido como Antônio Fábio da Costa.
Cidadão do mundo, nascido em de Rio Pomba - MG, Brasil, percorreu caminhos compostos de luzes e sombras, de vales, planícies, morros, ribanceiras bem ribanceiradas e subidas empinadas dirigidas ao céu, a tudo espreitando com olhares críticos e intelectualizados, sempre buscando o porvir e as verdades ocultas.
Esse Senhor entrou em minha vida em um momento reluzente de minha existência, quando eu, aos 14 anos, adolescente em fase inicial, do interior, tímido, diria até piegas, descobri um universo de possibilidades ao iniciar minha trajetória de 35 anos como funcionário do Banco do Brasil (BB), naquele tempo, então, na condição de Menor-Aprendiz.
Naquele ambiente mágico, naquela cova de leões, naquele habitat de gigantes, naquela escola da vida em plenitude, entre tantos homens e mulheres brilhantes que me serviram de referência, exemplo e encaminhamento para minha jornada que considero vitoriosa, com as bênçãos do Pai Celeste, me cabe aqui, neste momento, destacar uma personalidade ímpar, que é a de Antônio Fábio.
Eta sujeito estranho!!! Eta sujeito fora dos paradigmas preconcebidos...
Dado à criatividade e inovação, espírito irrequieto e audaz, nos idos anos de 1977 encontrei-o exercendo a arte de elaborar cadastros impecáveis, no Setor de Operações do BB. Lá estava ele atrás de sua máquina de escrever Remington, com óculos no rosto, cabelos já raros, cabeça grande para caber muita inteligência e um olhar flamejante que só possuem aqueles que buscam o que está visível somente além do campo da matéria, para que ali se possa nutrir de modo a adentrar no espaço infinito da arte, da cultura, da intelectualidade.
Lá estava o imparável A. Fábio!!! E assim segue sem parar, até hoje 36 anos mais tarde, aos seus 74 anos de vida bem vivida.
Olha, esse cidadão, esse ser humano, esse pai de família, esse marido, colega  e amigo exemplar, não é mole não. Com pilhas alcalinas de enésima geração, não dá um minuto que seja de sossego para sua inquietude e desejo de produzir arte, cultura, saber, humanidade.
Lembro-me como se fosse hoje da invenção dele de colocar um pé de sapato e um pé de sandália para indicar respectivamente o banheiro masculino e feminino na nossa AABB - Associação Atlética Banco do Brasil, de Rio Pomba - MG. E tudo isso com moldura e adornos artisticamente muito bem elaborados. Para mim, isto foi um show inesquecível e à parte no momento da inauguração da sede social daquele Clube. Gesto de poesia concreta que em mim despertou sentimentos e um olhar para o campo da arte, que até então eu desconhecia.
Uai sô... Mas, assim é ele!
Antônio Fábio tem que criar, tem que se apresentar, tem que se meter nos espaços disponíveis, ainda que por vezes seja por isso incompreendido, e ele sabe de tais riscos, que maneja com maestria. Tem jeito com esse homem não. É sua essência que clama por esse embate intelectual interminável, para o qual ele altruisticamente quer trazer novos comparsas, novos cúmplices, novos sujeitos.
Uma prova a mais dessas suas características é o seu novo trabalho, ainda em processo de cozimento, intitulado Antologias Poemáticas da Cidade Sedução, para o qual insistiu em solidarizar-se com aqueles que ele crê que podem exercer um pedaço da sua imensa capacidade literária e artística, inclusive incluindo-me.


Bendito Antônio Fábio, profeta de verdades disfarçadas de mentiras, que tece na teia da sabedoria só para criar causos e causas. Bendito  seja! Que sigas brilhando para todo o sempre!!!

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A Copa que o Brasil ganhou

                                                   Antônio Fábio – 14.07.2014

Depois vamos partir para a saúde e educação com o padrão FIFA
Vi pela TV após Alemanha X Argentina a decepção controlada da presidente Dilma, quando toda vez que sua imagem aparecia era vaiada e o Taça da Copa parecia queimar-lhe as mãos. Foram desilusões de governo pós-copa quando ela se preparava para um momento de euforia pessoal e nacional. A Copa acabou para nós, mas o mundo não acabou. Nem o Brasil, com suas dores e bens. E há um lindo sol lá fora, o sol de nós todos.
E agora, amigos torcedores brasileiros, que tal a gente começar a trabalhar, e organizar nosso futebol. Não estamos de mãos vazias, ganhamos milhares de oportunidades de negócios fora dos gramados e modernização e a infraestrutura. Ganhamos com as empresas de turismo e de transporte.
 As partidas (60) foram realizadas sem traumas com milhares de pessoas se deslocando de uma para outra cidade acompanhando a seleção do seu país. Recebemos de legados ótimos estádios. O impacto econômico do evento foi inquestionável. O mercado de trabalho também se beneficiou. Com o vexame da seleção brasileira penso que nossos estádios vão demorar para se pagar. No entanto ganhamos com obras imprescindíveis, a construção de corredores de ônibus, novos acessos a aeroportos e ampliação de vias. Essas obras de mobilidade vão melhorar a infraestrutura e reduzir o custo de locomoção e transporte de cargas. E o que é importante: ficarão aqui, como um patrimônio permanente para os brasileiros. O maior avanço ocorreu nos aeroportos. Os de Brasília, Guarulhos e Campinas, os maiores do País, foram privatizados. Inegavelmente, os terminais estão mais amplos e modernos. A necessidade de embarques remotos e esperas por bagagens diminuiu. A pontualidade também melhorou e superou o padrão internacional, na primeira semana de Copa. O índice médio de atraso de voos foi pouco mais da metade dos aceitos ao redor do mundo. Além desses pontos, com o evento também ganhamos em tecnologias de diferentes áreas e, ainda, o crescimento cultural. A Copa 2014 foi a mais conectada da história.
Nosso país investiu em infraestrutura por exigência da FIFA com melhorias em parques, hotéis e diversos tipos de instalações utilizadas por turistas. Após o evento, estas melhorias vão ser usufruídas pelos brasileiros. Todos saímos ganhando com isso.
Muita gente redescobriu o Brasil depois de Cabral. Todas as pesquisas indicam que a aprovação dos brasileiros e dos estrangeiros é ótima. Conseguimos não só trazer os turistas para o País, mas conquistá-los.
Não demora muito e a  capital paulista deverá transformar-se no principal destino turístico na América Latina, ultrapassando Buenos Aires e a Cidade do México. Estádios e aeroportos são muito visíveis, mas um dos legados mais importantes da Copa cabe no bolso: o avanço dos pagamentos eletrônicos, especialmente os cartões pré-pagos.
         "Imagine na Copa". A frase simbolizou o pessimismo que pairou sobre o Brasil antes do evento. Mas, apesar do que faltou, o país funcionou bem para o mundial. Mesmo com muitas obras não concluídas nosso país não parou e conseguimos nos locomover. Nosso transporte terrestre saiu vitorioso, melhor do que a gente imaginava.  Sucesso também teve o transporte aéreo de passageiros. “Caos aéreo” acabou sendo expressão esquecida no pessimismo pré-Copa.
Atender bem aos clientes, principalmente turistas, era uma dúvida. Agora ninguém mais tem dúvida. Vamos partir para hospitais e escolas e outras necessidades. Acredito!
Tá certo que o hexa não veio. Mas acredito que em uma mudança na relação torcedor-esporte, um novo momento. Vamos procurar de agora pra frente um futebol de alto nível. Teremos uma cobrança muito maior por um calendário melhor, vem mais exigência, tratamento mais justo na relação clube-torcedor. O futebol brasileiro aumentará sua taxa de ocupação das arquibancadas e vamos esperar por dias melhores.
Continuo acreditando.