sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Florianópolis

                                                                                                      17.12.2011


Com todos os enganos e sonhos desfeitos, este é ainda um mundo maravilhoso. Sou um otimista profissional e empenho-me em ser feliz! Por isso viajo e falo a minha verdade sobre as viagens com calma e claramente. Nessas viagens procuro escutar os outros, mesmo o estúpido e o ignorante; eles também têm sua história. Procuro evitar pessoas barulhentas e agressivas: elas são tormento para o espírito.
O Marcos Ronzani me deu todas as coordenadas sobre Florianópolis e já embarcamos gostando de lá.  É encantadora e excepcionalmente bela. Uma cidade moderna onde o novo e o antigo convivem de maneira harmoniosa. Na Ilha da Magia vivem e trabalham pessoas dos quatro cantos do mundo que uma vez estiveram em Floripa e se apaixonaram pelas praias deslumbrantes, lagoas, morros verdes e pelo povo hospitaleiro, o famoso Manezinho da Ilha. Florianópolis dispõe de uma ótima rede hoteleira. Opções é que não faltam. Você pode ficar bem servido escolhendo qualquer uma dessas praias e o tipo de hospedagem nesses 20 mil metros quadrados de Mata atlântica preservada.
Florianópolis, Floripa, Ilha da Magia, Ilha de Santa Catarina, capital de Santa Catarina ou Ilha dos Manezinhos. São muitas as formas carinhosas de chamar esse paraíso turístico e cultural que é a capital de um dos mais bonitos estados brasileiros: a bela e Santa Catarina.
A ilha de Florianópolis é cercada de histórias. Sua arquitetura típica, por exemplo, é encontrada principalmente no centro. Os fortes, que outrora defenderam o território de invasores e estão espalhados pela ilha e os museus de temas variados, que levam a uma encantadora viagem ao passado, são passeios inesquecíveis a quem visita o município.
As cerca de 40 praias que circundam a ilha têm características tão diversificadas e peculiares que garantem diversão para todas as idades. Desde praias de mar calmo e águas cristalinas, ideais para crianças e prática de esportes náuticos e mergulho, como praias de mar agitado, aos praticantes de esportes radicais, como surfe e windsurf, praias de difícil acesso, paraísos naturais sem infra-estrutura, até praias badaladas com infra-estrutura completa. As praias são muito longe uma das outras (20/30 km). Ainda bem que possui várias Agências de Turismo. Assim é Florianópolis: uma cidade com ótima estrutura de hospedagem, gastronomia diversificada e natureza.
Dentre as árvores plantadas na Praça XV, a mais famosa, cantada em prosa e verso, é a tradicional e centenária figueira, (vide foto) que consta ter nascido em 1871 dentro do jardim em forma de circunferência que existia em frente à Igreja Matriz.
Florianópolis é a sede da 22.ª base do Projeto TamarPrograma Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas. Inaugurada em 2005, ela visa sensibilizar e conscientizar a população e visitantes quanto à necessidade de conservar as tartarugas marinhas do litoral sul do Brasil.
Praia da Barra da Lagoa (almoçamos lá) núcleo pesqueiro de Florianópolis e uma das praias mais procuradas pelos turistas por suas águas calmas e poucas ondas. Cercada por vilas e construções açorianas, o local possui uma ponte pênsil (vide foto) que liga a lagoa ao mar, tornando-se um dos principais atrativos da praia. No mês de julho de todos os anos a barra cede seu espaço para a Festa da Tainha.
Praia do Campeche – O local tem 3,5 km de extensão e é famoso por suas duas reservas ecológicas – a Lagoinha da Chica e a Lagoinha Pequena, além da faixa de dunas fixas de vegetação rasteira ao longo de toda a praia, que é muito bem servida de restaurantes e bares.
Praia Canasvieiras - Ao norte da ilha de Santa Catarina, a praia possui 2,2 mil metros de águas verdes e claras, ondas suaves e mar intermediário entre o mar oceânico e o de baía, sendo, portanto, a principal atração turística da região. À noite turistas podem se divertir em bares com música ao vivo, casas de shows e boates.
Praia dos Ingleses – Ficamos hospedados no OCEANIA PARK HOTEL, fervilhado de gringos. A segunda praia catarinense que mais recebe argentinos. São cinco km de extensão com um mar com águas azuis de média ondulação. O lugar é aproveitado o ano todo. No verão surfistas e turistas aproveitam o sol e as dunas que separam a praia dos Ingleses e a de Santinho para a prática do sandboard, esporte executado em uma prancha; no inverno a pesca da tainha, apresentações folclóricas e festas religiosas garantem a diversão do local.
Sua infra-estrutura oferece várias opções de hospedagem e alimentação e seu setor de serviços também é forte, onde podem ser encontrados até mesmo atendentes que falam espanhol.
Jurerê Internacional. O Marcos Ronzani (Marcão que morou em Floripa) já havia me dito que esta era a praia mais famosa e a mais cara. Estende-se até o Forte de São José da Ponta Grossa (vide fotos) ponto de defesa militar da Ilha de Santa Catarina. É uma praia longa, com ondas longas e calmas, areia fina e amarelo claro. Confirmamos que lá foi feito grandes investimentos em urbanização e preocupação ambiental. Jurerê Internacional ganhou visibilidade no mundo inteiro. Já foi considerado The place to be pelo jornal The New York Times (2009); o destino mais valorizados do litoral brasileiro pelo Guia Exame de Investimentos Pessoais (2008); e a Praia do Ano pela revista Brazil Travel News (2007). O bairro é bem planejado, arborizado e limpo. As mansões sem muro que lá se encontram, além dos carros importados (vide fotos) e da badalação, deram a Jurerê Internacional o apelido de Miami brasileira (vide foto). Durante o verão, a praia vira sinônimo de gente jovem, bonita e rica. Belas mulheres! Nossa Senhora do Perpétuo Socorro! Vi tudo isso lá. Fiquei dois dias para confirmar. É comum ver helicópteros, Porsche’s, Audi’s, Mercedes Benz’, Ferraris e iates chegando para as festas, que rolam nos beach clubs. Constatei que a diária em uma casa de alto padrão para o Réveillon seria de, pasmem, R$18.000,00 enquanto que em Cabo Frio seria R$ 400,00. Jurerê Internacional reúne restaurantes de luxo e alto padrão internacional (o maior do Brasil), festas de música eletrônica, corpos esbeltos e os últimos lançamentos da moda.
Santo Antônio de Lisboa - Com belas paisagens, construções e 750 metros de extensão e sendo distantes 13 km do centro de Florianópolis.  Conserva além da arquitetura tradicional, costumes herdados dos colonizadores açorianos, pesca artesanal, artesanato típico da colonização açoriana e rendas de bilro.
Mercado Público. As lojas ficam abertas de segunda a sexta-feira das 9h às 19h e sábados das 9h às 12h. Durante a semana, os bares ficam abertos até as 22h, aproximadamente. Aos sábados ficam até as 15h, em média. Não abre aos domingos. Inaugurado em 1889, o mercado é o ponto principal do centro histórico, além de ser um importante marco histórico-cultural da cidade, onde boêmios, artistas e intelectuais se reúnem para degustar iguarias do mar e apreciar um ambiente convidativo e agradável, com apresentações culturais eventuais. Em 1986 uma grande reforma recuperou o prédio, tombado, então, pelo município.
Lagoa da Conceição - O ponto turístico natural mais conhecido de Florianópolis é o bairro Lagoa da Conceição, que reúne praias, dunas, montanhas e a maior lagoa da ilha. A lagoa é muito freqüentada por famílias com crianças por causa da ausência de ondas e de correntes, tornando-se, dessa forma, um local seguro. Também é possível alugar caiaques e pedalinhos ou mesmo fazer um passeio de escuna.
Praia de Joaquina. O local recebe ao longo de todo o ano muitos turistas, principalmente jovens e surfistas, graças a sua excelente infra-estrutura, que conta com hotéis, restaurantes, estacionamento pago para carros e ônibus de turismo, lojas e bares. Além disso, a “Joaca” começou a ganhar fama na década de 1970, quando surfistas descobriram a vocação de seu mar para a prática do esporte. Dessa forma, o local já foi sede de muitos campeonatos mundiais de surfe, destacando grandes personalidades catarinenses.
Em 1926, construíram a Ponte Hercílio Luz, que se tornou um símbolo da cidade. Hoje, Floripa - como muitos a chamam carinhosamente - é uma cidade bem grande. Ela é a capital do estado de Santa Catarina. É a terra do tenista Guga, do turismo, do comércio e dos serviços.
Mas certas coisas não mudam nunca. As praias continuam deslumbrantes como no tempo dos índios, a farinha ainda é deliciosa e as rendeiras da ilha ainda fazem peças delicadas. Ah, e os pescadores continuam atrás de mariscos e de ostras.

Aceito gentilmente o conselho dos anos, renunciando com benevolência às coisas da juventude. Assim aprendo muito e posso dividir minha experiência com você.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Floripa by Bus

             15.12.2011




            Quando visitamos uma cidade, uma das primeiras coisas que fazemos é um passeio que nos dê uma ideia geral do lugar. Ficamos sabendo no hotel desse passeio de ônibus e fomos logo a ele.
O terminal de embarque e ponto de vendas do ticket, localizam-se no Shopping Center Iguatemi patrocinador do ônibus, no bairro Santa Mônica de Florianópolis.
           A gaúcha Rosana Eite Munhoz jornalista e guia turística formada, assessorada por seu pai, nos levaram nesse passeio inovador para conhecer os principais pontos turísticos a bordo de um ônibus descoberto e popularmente chamado ônibus de dois andares com quase 5 metros de altura. Semelhante ao que vimos em Nova York e Curitiba. Veículos assim sempre promovem a interação entre o turista e a cidade como nenhum outro.
Conhecer os pontos turísticos de uma das mais belas cidades do País é um dever de todo viajante que aporta em Florianópolis. Visitar os roteiros culturais, passando pelas belezas locais é possível a bordo do Floripa by Bus, ônibus que possui guia de turismo bilíngue, áudios gravados e músicas.
Nesse passeio percebemos a herança cultural dos colonizadores da ilha, o progresso e as transformações ocorridas, evidenciando as tradições folclóricas e os diversos ecossistemas. Tivemos a oportunidade de nos encantarmos com o centro histórico da cidade, o fantástico visual da Lagoa da Conceição e algumas praias mais badaladas da ilha.  Percebemos o contraste e as características da região sul da Ilha de Santa Catarina, com importante destaque para a exuberante e preservada Mata Atlântica. Passamos por parques ecológicos, práias de águas agitadas como a Praia do Morro das Pedras, e mais calmas como a Praia da Armação.
O sistema de som sempre anunciava os pontos de interesse ao longo do trajeto, frigobar para fornecimento de bebidas, suspensão hidráulica inteligente, câmeras internas de segurança e acessibilidade para cadeirantes. Nosso roteiro foi o Centro-Sul com duração de 3 horas. Passamos pelo Manguezal do Itacorubi, Baía Norte, Ponte Hercílio Luz, Centro Histórico (inclui Mercado Público, Largo da Alfândega, Memorial Miramar e Forte Santa Bárbara), Centro Administrativo, Túnel Antonieta de Barros, Baía Sul, Costeira do Pirajubaé, Vista da Ilha do Campeche, Praia do Morro das Pedras,
Parque Municipal da Lagoa do Peri e Praia da Armação. Visita à pé até a praia do Matadeiro.

Na educação de nossos filhos / nunca exageramos com eles porque seria um ponto negativo / Sempre respondíamos tudo que nos perguntavam, mas deixava-os que vissem como se faz / Sempre os protegia, mas nunca os cobria com nosso escudo / Sempre os amamos, mas não os idolatramos / Sempre lhes mostramos o perigo, mas não os atemorizamos / Eles estavam sempre incluídos e nunca isolados / Continuamos assim com nossos netos.
                                                                                                                                                   (Antônio Fábio)

domingo, 30 de novembro de 2014

ARACAJU



















Saimos da Rodoviária de Rio Pomba MG, com destino ao Aeroporto Tom Jobim. Chegamos às 6:30 h e embarcamos em voo direto da Gool às 9 h para Aracaju (2 horas de voo). Aracaju não tem horário de verão, o fuso horário foi de 1 hora. Chegamos ao Aquárius Praia Hotel e fomos dormir porque ninguém é de ferro.
A capital Sergipana reúne história, beleza, cultura e diversos pontos turísticos, além de ser muito limpa e bem arborizada, a cidade está entre os destinos no Brasil mais procurados pelos turistas. Centenas de prédios muito bonitos de 10, 15 e 20 andares onde a limpeza e a beleza imperam. Rica em paisagens naturais e pontos turísticos que fascinam os visitantes vindos do mundo inteiro. Seu povo é educado e muito receptivo e foi o ponto certo para nós que buscávamos praia e água de coco, além de cultura e conhecimento, mas nossos adjetivos foram muito além e é isso que você verá nesta crônica.
O nome vem do idioma tupi e é a junção dos termos gûyrá (“pássaro”) e akaîu (“caju”), que significa, “caju de pássaros”. Já tínhamos notícias que essa cidade é tida como a de menor desigualdade do nordeste brasileiro e também como a de melhor qualidade de saúde. Aqui as pessoas costumam exercitar hábitos de vida mais saudáveis, fumam menos que em outras cidades e praticam mais atividade física, um bom exemplo são as ciclovias espalhadas pela cidade. Tudo isso já nos encantou.
Um dos principais cartões postais de Aracaju, é a Orla de Atalaia, onde ficamos hospedados no Aquárius Praia Hotel (4 estrelas) que possui 6km de extensão. Bastante arborizada e com uma excelente infraestrutura, com iluminação, bares, restaurantes, equipamentos de ginástica, banheiros, quadras poliesportivas e ciclovia. Em frente ao nosso hotel localiza-se o Oceanário que acho que deveria se chamar de “Tartarugário” porque o que tem mesmo é tartaruga. Construído e é mantido e administrado pela Fundação Pró-Tamar, através da coordenação regional do Projeto Tamar em Sergipe. Tem área construída de 1.700 m², na forma de uma tartaruga gigante, com a cobertura em eucalipto e piaçava. É um dos atrativos turísticos de Aracaju, destacando-se na moderna e revitalizada Orla de Atalaia, entre espelhos d’água com pontes, calçadão, ciclovia e espaço para exposições, shows e esportes aquáticos. Para nós, no entanto, que vimos o Oceanário das Bahamas (2 km por cima e por debaixo da terra) e o melhor da Europa: o de Lisboa, não vai se encantar fácilmente com outros.
Do nosso hotel a gente ia a pé até o Centro Cultural e Arte onde compramos alguns artesanatos. No final da Praia de Atalaia, na Avenida Santos Dumont onde à noite se transformava em pista de corrida, está a Passarela do Caranguejo, que reúne diversos bares e restaurantes que oferecem todo o sabor da gastronomia aracajuense, marcada pelo seu principal prato, o caranguejo (vide foto), além de outros pratos regionais como a carne de sol, pirão de leite e outros frutos do mar.
Aracaju é terra dos coqueirais, manguezais, praias e muito sol, é também a terra do forró, do baião e das festas juninas, que retratam o regionalismo do Estado. Festas como o Pré Caju, que antecede todos os anos o carnaval e o Forró Caju, que acontece na segunda quinzena do mês de junho, marcam o calendário de festividades de Aracaju e atraem milhares de visitantes.
Outros pontos turísticos da cidade que visitamos foram: Centro Histórico – marcado pelos casarões antigos e o Mercado Municipal. Quando vou a um lugar assim não deixo de visitar seu Mercado Municipal. Isso é uma tarefa obrigatória para quem quer de fato conhecer qualquer cidade. Já fui até fiscal do Mercado Central de BH, visitei o Mercando Central de Fortaleza (uma maravilha), o de Porto Alegre o de Natal e agora esse de Aracaju. No mercado você encontra de tudo, desde os mais variados tipos de pimenta e frutas a um elaborado artesanato local, que por sinal é lindo. Os preços também variam, por isso é importante primeiro caminhar, desbravar o lugar e só depois efetuar as compras.
Demos um pulinho até as cidades históricas de Laranjeiras e São Cristóvão e logo em seguida a Colina de Santo Antônio de onde se avista, do alto, grande parte da cidade. De lá fomos até o Teleférico que está situado no Parque de onde foi possível ter, também, uma visão privilegiada da cidade, mas principalmente dos animais do zoológico que o parque também abriga em meio a mata Atlântica de onde vimos por cima.
Como disse: não se descreve Aracaju numa canetada. Já falamos do Cânion do São Francisco, de Mangue Seco do Parque dos Falcões e agora  propriamente  da capital  onde o que não falta é diversão e laser. Por isso fomos conhecer suas belas e  fascinantes práias e pontos turísticos como a Praia do Saco com água morna, areia bem fina, ornamentada por um belo coqueiral, Croa do Goré bela ilha com bancos de areia branca (Goré é aquele mini carangueijo que se enfia debaixo da terra quando andamos pelo mangue. Praia do Robalo uma das praias mais badaladas da região, com várias opções de barracas e restaurantes e Praia de Aruana. As práias de lá têm uma grande extenção de areia até chegar à água.
O Museu da Gente Sergipana merece um destaque especial. Foi projetado por Marcello Dantas, o mesmo que projetou o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo. O acervo do Museu da Gente Sergipana guarda obras que mostra de forma eternizada a cultura e os costumes dessa terra maravilhosa “aonde o sol vem trazer a todas as manhãs a sua bela face e resiste quase que constantemente em trocar de posto com a lua”. A arquitetura do Museu é belíssima (vide fotos). Foi inaugurado em 26.novembro.2001. É um museu tecnológico voltado para expor o acervo do patrimônio Cultural material e imaterial do Estado de Sergipe. Vale a pena visitar.

Para fechar com chave de ouro, fomos convidados para almoçar no domingo por um casal, ela “Rita” irmã da Ivanilde esposa do Pedro Quintão (Cubatão) irmão da minha esposa e ele “Carlinhos”, sergipanos da Gema e muito simpáticos. O local escolhido foi o Restaurante NEW HAKATA na Av. Beira Mar – Bairro 13 de Julho. Restaurante com atendimento e serviços de primeira com educação, simpatia e postura, sabor e aparência de peixe grelhado, purê de batatas e salada comparáveis aos dos melhores do ramo, higiene impecável, preço desconhecido: ele pagou a conta.

sábado, 22 de novembro de 2014

Mangue Seco

                                                                                19.11.2014













Saimos, Fernandina e eu em direção ao Mangue Seco distante 64 km do meu hotel (Aquários Praia Hotel) em Aracaju.
Estou fazendo um pequeno relato mais em forma de imagens auto-explicativas. Porque fui lá? Porque queria conferir  tudo o que se dizia do local. Mangue Seco é uma pequena vila de pescadores em Jandaíra, no extremo norte da Bahia fazendo divisa com Sergipe. Um lugar  belo e aconhegante, muito bom para  quem  quer descançar e apreciar sua natureza pródiga, região cortada  por rios, clima pitoresco e  rústico e que nos fascina. Seus 30 km de extenção e suas areias finas tornam o lugar de caracteristicas singulares. Sua população não ultrapassa a 200 habitantes. Até então sua beleza era  somente retratada na novela Tieta da TV Globo, inspirada no romance Tieta do Agreste de Jorge Amado e no filme dirigido por Cacá Diegues e agora, também, pelos meus cliques.
Saindo de Aracaju e chegando lá, atravessamos (umas 20 pessoas) numa escuna de Porto do Mato, pelo rio Real até o vilarejo de Mangue Seco (40 minutos). A travessia foi musical. Dançamos muito e até experimentei  a  moquequinha de folha (comida típica) de carne de aratu cozida e desfiada, temperada com cominho, coentro e pimentão e embalada em folhas de palmeira de licuri  (vide foto). Depois de ir para a brasa, a folha fica levemente tostada e seu recheio ganha um suave sabor defumado. O crustáceo avermelhado entra na composição de casquinhas, moquecas e ensopados.
A dificuldade do acesso, praticamente por barco, através do Rio Real, é o que torna Mangue Seco mais atraente e a mantém naturalmente rústica. As poucas ruas são cobertas de areia fina e macia. Por toda a margem, espalham-se umas poucas pousadas, bares, restaurantes e casas de pescadores, criando uma pequena  estrutura de apoio para os turistas.
Quem fica na vila precisa caminhar para chegar até o mar, pelas dunas ou acompanhando a margem do rio.  Pegamos um bugre, um passeio emocionante e o mais badalado atrativo do local (veja as imagens). Passamos pelas dunas que são estonteantes e comparáveis as de Cumbuco, Jeriquaquara e Morro Branco do Ceará, Jenipabu de Natal e Marapé de Maceió. ETA nordeste porreta, sô! Estas dunas de Mangue Seco serviram para imagens das filmagens. Após muitas  emoções de sobe  e desce e parar em pontos estratégicos para fotos,  chegamos a  praia para nos refrescarmos  e a um restaurante a beira mar. Comprei alguns artesanatos e não conseguimos almoçar porque a higiene deixa muito a desejar e o atendimento também não são lá essas coisas, diferentemente de Aracaju.

Assim como em Cabo Frio, o menor dos grãos de areia também faz parte das práias de Mangue Seco. Sempre acho mais valioso ter o respeito das pessoas por dize-lhes a verdade, a não fazê-lo para ter sua admiração.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Parque dos Falcões

                                                                Antônio Fábio – 13.11.2014
Como disse, falar sobre as belezas naturais de Sergipe, sobre a capital  Aracaju e adjacências, não se faz numa pincelada.
Saimos em carro particular, com visita agendada para visitar este parque, único local do país com autorização do Ibama para criação de aves de rapina. História e cultura nos esperavam. Veja pelas  fotos. O parque se situa no município de Itabaiana a 60 km do nosso hotel AQUÁRIOS da capital. Foi criado em 2000. Localiza-se no pé da Serra de Itabaiana  e é de propriedade particular de José Percílio,  pessoa humilde e autodidata. Apredeu tudo sozinho, contando apenas com a cumplicidade e parceria de Alexandre Correia, dois sonhadores. Alexandre é um expert em aves de rapina e  outros bichos, fala muito bem e sabe tudo do assunto. Percílio já se apresentou em vários programs  de TV, tais como Ana Maria Braga, programa do Gugu, Domingão do Faustão, além de vários jornais em nível nacional e internacional e me confidenciou que está gravando um programa da Xuxa e um filme produzido no Japão. Somente isso seria muito gratificante conhecer o local e dividir com você toda essa  experiência.
Ouvimos muitas admiráveis hitórias lá. Você não deve perder esse passeio, ele já é muito conhecido por turistas, estudantes, biólogos e pesquisadores brasileiros e estrangeiros.
Lá você encontra mais de 300 aves, entre gaviões, corujas, socós-boi, pombos, e muitos outros animais.
Muitas aves de rapina foram salvas por eles e quando têm condições  de voltar à natureza eles tratam de fazer isso. O céu e as florestas  do nosso país só têm que agradecer. Eles conhecem tudo sobre o comportamento das aves. Todos os meses, o Instituto recebe  através do IBAMA, da Polícia ambientral e do corpo de Bombeiros, aves maltratadas, machucadas ou mutiladas pela ação humana, que parece  satisfazer-se com o sofrimento desses  e de muitos animais.
O Parque dos Falcões, que é agora mantido por uma ONG e taxa de visitas, está aberto todos os dias da semana e lá se pode fazer também passeios orientados  pelas trilhas da Serra. Se fosse para escrever sobre tudo que vi lá, teria que escrever um livro inteiro, aí pensei: as fotos falam muito alto, vamos a elas.
www.parquedosfalcoes.com.br/ - Email: parquedosfalcoes.com.br

Vamos interagir visitando meu blog:    afabiobrasil.blogspot.com


“Eu não invento, só olho por detrás do que já existe”. (José Saramago)
Antônio Fábio

Fernandina















quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Cânion do Xingó (rio São Francisco)

                                                                   12.11.2014 – Antônio Fábio


A tonalidade  das  águas é natural. Não é photoshop
Restaurante Karrancas com prainha e tudo o mais...
Estamos nessa!
Fernandina e Antônio Fábio 
Velho Chico
No Catamarã

Fernandina e Antônio Fábio

Fernandina e Antônio Fábio

Fernandina e Antônio Fábio
Porto de Brogodó


Região rica em recursos hídricos, paredões de rocha encantadores. O Cãnion do Xingó surgiu após o represamento do rio São Francisco em 1994, na divisa entre Alagoas e Sergipe.
É um lugar onde você não deve deixar de conhecer. Foi um dos passeios mais bonitos que fiz. É emocionante, encantador e paradisíaco.
A Usina Hidrelétrica de Xingó está localizada entre os estados de Alagoas e Sergipe, situando-se a 12 quilômetros do município de Piranhas e a 6 quilômetros do município de Canindé de São Francisco, 290 km de Maceió e 210 de  Aracaju.
Você está lendo informações inusitadas captadas pela minha memória e minha câmera fotográfica, no passeio que fiz com minha querida esposa, em novembro 2014.
Há menos de 20 anos, esta região – hoje alagada – era coberta pela caatinga e o rio que circundava Canindé, praticamente seco! Com o represamento das águas, o leito do São Francisco subiu quase 100 metros e o topo das montanhas acabaram formando o... Cânion do Xingó. (Algumas cenas da novela da Globo Cordel Encantado foram feitas nesse local).
Chegando em Canindé o local de embarque é bastante estruturado com restaurantes, banheiros (limpos) e funcionários atenciosos. Embarcamos num catamarã confortável com tripulação animada e tudo muito organizado. São três horas de passeio na parte represada do Rio São Francisco. Uma hora pra ir e uma pra voltar e mais uma de parada para banho em um belo local, conhecido como Paraíso do Talhado – Porto de Brogodó - com direito a mergulho nas águas verdes e cristalinas do Velho Chico. Barquinhos levam ao miolo dos cânions, onde as embarcações de maior porte não conseguem entrar.
Este é um passeio maravilhoso e animadíssimo, tivemos um dia especial e gratificante. Sem dúvida é o melhor passeio de Sergipe! A viagem sempre com muita música, animação, paisagens belíssimas e espetinhos deliciosos! Logo após alguns minutos de navegação pelas águas verdejantes do Rio São Francisco, começam a surgir os primeiros Cânions, verdadeiras obras de arte esculpidas pela natureza. Após a belíssima navegação, chega-se ao ponto de apoio, onde durante 1 hora, é possível mergulhar no rio, ou apenas contemplar beleza incomparável. Existe a opção de passear de barco entre os Cânions, onde o Catamarã não pode ir. No retorno, a maioria dos visitantes almoça em um restaurante chamado Karrancas que é a única opção do local. Para quem não quiser almoçar (buffet) é possível pedir petiscos. Indico o espetinho de tilápia, uma delícia!!!
            Fui pela empresa CristalTur o passeio custou R$ 130,00 e o veículo condutor foi uma van Mercedes muito confortável com poltronas  reclináveis e tudo o mais.
Quando estive em Maceió não fiz esse passeio, deixando-o para Aracaju e não me arrependi. Sempre foi meu sonho conhecer nooooossso Cânion! A tonalidade que você está vendo nessas fotos são naturais captadas pela minha câmera. Não é photoshop.
Saindo de Aracaju nos deparamos com belas paisagens ao passar  por pequenas cidades onde se contempla a fé do povo sertanejo, vimos imagens de santos em todas elas e nos  paredões  rochosos do Cânion também.
Para você que optar a ir de carro fique a dica: os catamarãs saem do restaurante Karrancas, onde se paga um buffet liberado no valor de 30,00, a comida é muito boa. Só de ir até o Karrancas, já é maravilhoso, da pra tomar banho, é como se fosse uma praia! Não perca! É um passeio mágico!

Você tem belos motivos para viajar até os Cânions do São Francisco: Diversidade geológica, história, culinária... e Beleza Natural Única.
vISTA PARCIAL DO BARRAGEM DA uSINA HIDRELÉTRICA  DO XINGÓ