segunda-feira, 14 de maio de 2012

- PONTE DO MATADOURO

                                                  (Crônica publicada no Imparcial de 28.09.2003)




Se é possível, considere feito; se impossível agora, há de fazer-se num futuro bem próximo. Em 02.DEZ.2001, nas folhas deste semanário que nos enche de orgulho, dia de aniversário do meu saudoso e querido pai Renato, em nosso SUBSÍDIO IV (não esperávamos ir tão longe) já havíamos feito um alerta sobre as condições de perigo desta ponte. Dezenove meses depois, ela ainda continua trincada e agora mais abalada pelas últimas enchentes. Na ocasião, com a aprovação do meu primo engenheiro, também do partido “RP” (Rio Pomba) sugerimos fazer um acréscimo nas laterais da ponte com dupla finalidade. Uma seria a de reestruturação que, inclusive, tornaria independente e mais segura a instalação existente da adutora de água da Copasa, responsável pelo abastecimento da cidade e outra seria um passeio de 1,20 cm de cada lado (laterais) para maior segurança dos pedestres. Esse tipo de passeio, sugerido por nós, já fora executado pelo Toninho Mota na Ponte da Rua João Marcelino (do Ginásio). Lembram-se? Ele ia fazer isto também na ponte do Matadouro. Felizmente, para São Pedro, um futuro bem próximo é bastante elástico para uma prefeitura, até então, desestruturada. Esse santo, resignado, se revelou paciente sabendo que as providências se avizinhavam. Temos notícias de que elas deverão ser tomadas logo-logo. Graças a Deus! Imagino que deva ser com recursos próprios da prefeitura (o homem faz milagres?), que sua recuperação deva ser com reforço do pilar central, da estrutura, das trincas, da proteção das laterais quebradas e com o tal passei pedido. Assisti à inauguração desta ponte quando estudava no ginásio, por volta de 1953 e não me lembro de ter recebido, convenientemente, reformas de qualquer administração municipal. De agora pra frente esta ponte poderá até mudar de nome, pois o matadouro, não o do papel, deverá ser instalado no bairro lindo vale, sito à Av. Djanira Lucas Esteves, 400, naquele terreno que já foi do amigo Titito da Elvira. Cada coisa a seu tempo. Não é à toa que temos acreditado desde nossa primeira fala por escrito.

Uma prefeitura que recebe auditores federais que examinam suas contas e documentos, que entram em contato com a população para eventuais denúncias e reclamações, inclusive dos Conselhos das entidades organizadas para pôr as coisas a limpo, e, que recebe somente referências elogiosas e que vê auditores aprovando, com nota 10, todas as suas ações de governo, só poderia encher, a todos nós rio-pombenses, de orgulho. Nenhum ato de improbidade administrativa encontrado, nesta administração que já colecionava o 1º lugar em Minas em desempenho e exatidão conferido pelo Conselho de Contabilidade e o 27º, entre 6 mil municípios, em todo o Brasil. Isto também nos enche de orgulho. Ao nosso prefeito Giovani e toda sua equipe o nosso reconhecimento. Que isto sirva de exemplo para soluções de fatos como estes abordados no próximo parágrafo. Assim Seja.

Reforma moral. Nosso país precisa urgentemente de uma reforma moral que atinja senadores, deputados, prefeitos, vereadores, governadores, magistrados, presidentes... todos. Aí, iríamos partir para a trabalhista, fiscal, ministerial, política, a previdenciária e outras. Iríamos acabar com arrogâncias de togados inidôneos e o fato de mandatos transformarem-se nos melhores empregos. Remar contra a maré enfrentando problemas, solucionando-os. Observar a Constituição, os direitos adquiridos, a parar com isso de só apoiar quando receber algo em troca. Há gente demais. Diminuir o número de pastas afastando aqueles incompetentes amigos do rei derrotados nas urnas que o governo abrigou (que saudades do Serra na Saúde). Parar de beneficiar somente os bancos em detrimento dos legítimos interesses dos brasileiros. Acabar com essa aberração jurídica da bitributação. A parar de extorquir e confiscar dos inativos, parte de seus proventos. Instituir o ICMS único, evitando brechas na lei que têm permitido liminares inidôneas concedidas, principalmente, em cidades do estado do Rio. Solucionar o problema da impossibilidade dos nossos irmãos fazerem planos de saúde por serem impossíveis para idosos e doentes, justamente quando mais precisam deles. Parem de enganar os cegos. Sabemos dos proventos por via indireta de todos, queremos férias iguais para todos, horários de trabalho também, reforma nas aposentadorias dos parlamentares e que não sejam eles a julgar em causa própria. Quem vota as reformas não são atingidos por elas. Deputados se aposentam melhor e mais cedo. É preciso banir uns 270 deles (235 bastaria para representar 27 estados).

Estupro a pior das agressões depois da tortura. Um mancha a honra, a moral, o outro, a democracia. E olhe que a tortura é uma forma desprezível e brutal que, por desgraça, espalhou-se pelo país. Pensamos que tinha acabado no tempo de ditadura, mas não – vejam o que fizeram com aquele chinês, naturalizado brasileiro, preso no aeroporto. Chan Kim Chang vendeu sua pastelaria no Rio, tendo apurado 30 mil dólares para viver, menos penosamente, nos Estados Unidos com mulher e o filho de 13 anos. Mataram-no a pancadas sob o pretexto de que ele estaria levando dinheiro do país. Evasão de divisas que nada. Prevaleceu o olho da cobiça. Policiais, sherloques nativos assassinos, com licença para extorquir e matar. Eles queriam era ficar com o dinheiro do chinês. E o que dizer dos bilhões de dólares que saíram do país no escândalo do Banestado e que quase ninguém se anima a investigar? É preciso mudar as leis inclusive a penal (passando a responsabilidade penal para 13 anos), unificar a polícia, criar unidades de elite e inteligência e, sobretudo, combater a impunidade. No campo social investir pesado na educação e planejamento familiar. A pior falência é a moral. Quando os maus exemplos vêm de cima o que esperar? Queremos moralidade, justiça, transparência e coragem. Não somos um samba de uma nota só.
“O respeito e a tolerância mútua propiciam os acercamentos e atenuam as diferenças.”
                                                          (da Colección de la Revista Logosofía- Tomo 4)



        NOTA de 04.JAN.2012 – A ponte foi remodelada pelas duas última administrações municipais. O acréscimo para pedestre foi resolvido em 2011 conforme nossas sugestões. Foto de autor de 29.JAN.2012.



- PONTE DO MATADOURO NECESSITA DE URGENTES MELHORIAS E REPAROS

Publicado no jornal “O Imparcial”, 02 de dezembro de 2001.

A CIDADE DENTRO DA CIDADE (PONTE DO MATADOURO




Se possível, considere feito; se impossível agora, há de fazer-se num futuro bem próximo. Preferimos acreditar nestas premissas.
O problema. Como se pode ver pelas fotos, a ponte está trincada e
sofreu abalo na sua estrutura. O rio São Manoel virou córrego. No detalhe, pedestre sem a mínima segurança passando para bairro populoso. Em tempo – esclarecemos que foi objeto de observação nossa os problemas da ponte da Estação (rodovia Ubá/J. Fora, ponte de Silveirânia (500 metros antes do trevo), sobre o rio São Manoel e a ponte do Barão. Todas já tiveram seus problemas sanados em torno de 90%.

A solução. Além de resolver seus problemas estruturais, poderíamos (e isto acho muito fácil) fazer um acréscimo. Um pequeno passeio do lado de fora da ponte com 1,20 cm de cada lado. Essa idéia foi executada pelo Toninho Mota na ponte da rua João Marcelino (do Ginásio). Lembram-se? Lá, também, só passava um carro.


         Peço aos leitores que me perdoem por algumas falhas, pois tenho muito pouca experiência na arte de escrever. Em 1961, quando morava em BH e era Fiscal de Rendas – durante nove meses fiz alguns pequenos trabalhos para a “seção policial” do Jornal Última Hora, hoje Estado de Minas, e algumas pequenas entrevistas com artistas de cinema. Descobriram que eu era bastante entendido no assunto da Sétima Arte (O CINEMA), inventado por Lumière. Eu, Raimundo Mendes e o titular Getúlio, que servia também como intérprete, entrevistamos Janet Leigh e Tony Curtis, entre outros. Isso em 1961.
      Tendo passado no concurso do Banco do Brasil, tomei posse em fev/62. De lá pra cá, algumas poucas vezes escrevi no “O IMPARCIAL”: na época do Cruzeirinho e outras pequenas reportagens, como a da “ENCHETE DO MILÊNIO”. Aprendi muito no Cadastro do Banco do Brasil. Praticamente, era o escritor oficial do banco. Em 95, a frente da loja “ELEGANCE”, apresentamos na OVER POINT DANCETERIA nosso 21º desfile de modas: “O CINEMA NA PASSARELA”. A loja funcionava onde era exatamente o antigo CINE TEATRO BRASIL (o saudoso cinema do CHICO CANÔNICO) e estava fazendo um desfile onde era exatamente o antigo CINE TEATRO PROLAR. No desfile, lembramos Audrey Hepburn, Dóris Day, Kim Novak, Brigitte Bardot, Marlene Dietrich, Greta Garbo, Rita Hayworth, Grace Kelly, James Dean, Jane Fonda e a inesquecível MARILYN MONROE. Esse era o ano do centenário do cinema e nossa moda, também, foi buscar inspiração nos filmes de GLAUBER ROCHA e outros. Elegemos como musa da moda a atriz LEILA DINIZ e para expressar suas concepções de cinema, com frases e desenhos, os cineastas Carla Camurat, Norma Bengell, Walter Sales e Arnaldo Jabor, do qual sou fã incondicional. Essa prática de escrever os roteiros dos desfiles e apresentá-los e ensaiar os manequins, juntamente com a Fernandina e o Márlon (esposa e filho), me deram muitas alegrias e experiência.
      Até minha neta Marina, com 8 anos, já domina muito bem a gramática. Isso me animou a escrever, botar pra fora esta indomável e mutante língua. Alguém, dia destes, me perguntou: “Você acha que pode ser útil no que está fazendo?” “Mas claro que sim”, respondi-lhe. “Você acha que vai ser compreendido? Você acha que é Deus? Nem Ele foi compreendido”. Respondi-lhe: “Não sou Deus, mas sou filho Dele. Nem sou gramático, dicionarista e nem linguista. Minha pretensão é a de ser útil em pequenas reportagens, com assuntos e ideias que possam contribuir com aquilo que muitos não viram ou não observaram. Escrevo a respeito desses assuntos porque gosto, entendo e os leitores estão me estimulando de uma maneira que eu nunca poderia imaginar. Estou convicto de que todas as minhas propostas e idéias podem e devem ser executadas, porque temos um governo competente e imbuído dos melhores ideais e capaz. Queremos o bem-estar para todos e qualidade de vida para o nosso povo, tanto da cidade como do campo”.
                             Rapidinhas (11.11.2011)

• ISTO É BONN. A tentativa de levar etnias e grupos políticos afegãos a criar em BONN, na Alemanha, um conselho para supervisionar a transferência do poder para um governo de ampla representatividade.
• Até hoje, não consigo entender por que não existe nos aeroportos uma pista alternativa de espuma ou lama. Tem sempre avião pousando de barriga. O Garotinho agradeceria penhoradamente.
• Parabéns ao meu amigo Dr. Sylvio Mendonça. Ele não deixa a história morrer. Teremos sempre uma dívida de gratidão para com ele.
• PARAVRAS DA SIBIPIRUNA (PRIMA DO ANGICO): “Pô meu, você não sabe que eu não gosto de poda? Então porque me planta debaixo da rede elétrica? Ficaria contente no Cemitério. Lá ninguém reclama, poderia crescer livre e solta, eu e o angico. Não mancharia os carros, daria minhas flores e emprestava minha sombra aos visitantes.”
• PALAVRA DO OITI: “Êta paizão e elemento competente este Gilberto Quintão. Agora, até que enfim, posso continuar minha peregrinação pela cidade. De leve, estou na Avenida e na Péricles de Queiroz. A minha prima, e não menos competente, Fícus Americano, também poderia fazer parte deste time de rua.”

NOTA de 04.JAN.2012 – Vide solução na crônica “Ponte do Matadouro”. A ponte foi remodelada pelas duas última administrações municipais. O acréscimo para pedestre foi resolvido em 2011 conforme nossas sugestões. Foto de autor de 29.JAN.2012.

domingo, 13 de maio de 2012

- Pça. Dr. Último de Carvalho e R. Quírico Marini nos moldes do Alphaville lagoa dos ingleses

(Documento entregue ao Sr. Prefeito Dr. Fernando Antônio Dutra Macedo) – entre outros – convocado que fui)

      Esta nossa praça sempre foi objeto de orgulho da nossa Cidade Sedução. O saudoso prefeito Paulo Furtado (quanto tempo!) foi o último e remodelá-la. Pensamos que seria necessário calçá-la, evitando assim a proliferação de bactérias em virtude dos cães e gatos. Isto foi feito nas Praças Raul Soares de Ubá e de Belo Horizonte e estão fazendo em muitas praças do Rio. Nela também deveria ser construído um mictório público nos moldes do Parque Halfed de Juiz de Fora, Gramado (RS) e muitas outras cidades, tendo em vista que nossa cidade é muito festeira.
      NA Rua Quírico Marini, o Toninho Mota já ia fazer um virador no fim da rua e providenciar um calçamento adequado, ou até mesmo, o seu asfaltamento ou calçamento em broquete de cimento. Tenho a dizer que, para que isto aconteça é necessário refazer a rede de esgoto e água pluvial, danificadas.
      Hoje, Dr. Fernando, estou apenas fazendo uns pequenos esclarecimentos, por óbvio e anexando algumas imagens para melhor compreensão da ideia. Antes disso, teço alguns comentários sobre um lugar maravilhoso que poderia nos servir de exemplo, claro, assim:
Alphaville lagoa dos ingleses é uma lagoa artificial, situada no município de Nova Lima, Minas Gerais criada com o objetivo de ser uma barragem para armazenar água da chuva que posteriormente seria utilizada para gerar energia elétrica para a Mina de Morro Velho.
      Hoje um empreendimento urbanístico que se transformou no grande responsável pelo novo cenário da rodovia que liga Nova Lima a Ouro Preto, a 20 minutos da capital mineira.
      É isto que queremos para Rio Pomba. Um cenário que ficará marcado positivamente na memória de todos, inclusive dos visitantes. Uma forma melhor de viver a vida, sem as atribulações do dia-a-dia e com uma agradável sensação de bem-estar e conforto, em um lugar de prazer e harmonia com a família, com os amigos e com a natureza. O projeto foi inspirado em modelos similares implantados nos Estados Unidos, como o Les Jardins e Boca Raton onde nasceu meu neto Brandon, filho do meu filho Márlon, que, felizmente, já tive a graça de conhecer pessoalmente.
      Sim, pode-se dizer que é uma nova região de expansão nos subúrbios de Belo Horizonte. Distante cerca de 20 minutos de carro do Belvedere, a Lagoa dos Ingleses é uma lagoa de água cristalina e limpa, rodeada por montanhas de vegetação seca e próxima à BR-040, que liga BH ao Rio. Em volta da lagoa, existe uma área comercial com restaurantes, lojas, pizzarias, posto de gasolina, escola, faculdade, clube, farmácia etc, além de vários condomínios residenciais independentes. Foi tudo idealizado em 1998, e hoje, é um sucesso. A área comercial é totalmente aberta ao público, e fica lotada nos finais de semana. A fiação é totalmente subterrânea, as calçadas são todas padronizadas e os jardins e o paisagismo é impecável. É tudo limpíssimo. Não são permitidos outdoors e nenhum tipo de poluíção visual.

Veja que é bom para Rio Pomba fazer aqui uma coisa semelhante. As ruas são assim:






“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes, terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história.”
                                                           (Bill Gates)
NOTA – 04.01.2012 – A Rua Quírico Marini foi calçada e tudo resolvido conforme nossas sugestões, mas o viradouro necessário não foi feito. Quanto à nossa Pça. Dr. Último de Carvalho, ao que tudo indica não terá o mictório público sugerido nem tampouco o calçamento.


      

- O IMPARCIAL, Patrimônio Cultural da cidade

Publicado na minha coluna “Subsídio” do jornal “O Imparcial” em 19 de maio de 2002.


      QUANDO comecei a escrever sobre esses assuntos que tenho normalmente abordado, nossa diretora e amiga Carmen Lúcia me disse que me preparasse para as incompreensões e toda sorte de divergência. Bom! Como bom democrata, estamos aí. Lícito supor então, que o mar não seria só de rosas... Não tenho pretensão de agradar a todos. Penso que, assim como o passe é o gesto mais fraterno do futebol, as ideias, o alerta, as críticas construtivas com soluções apresentadas e a busca delas, também o seriam para todos nossos munícipes.
      Um dia desses, encontrei um amigo meu de infância e marcamos um encontro para colocarmos as fofocas em dia. Ele disse que lê minhas matérias, fez-me alguns elogios, mas acho mesmo que ele queria era brincar comigo. Morder e soprar, jogar confetes e alfinetes com a mesma língua afiada e justa. Perder tempo em falar de temas de certos gêneros. A coragem de enfrentar outros desafios. Tudo falamos em menos de dois minutos. Disse-lhe que tenho consciência de meus limites. Sou amador na arte de escrever (amador significa: “aquele que faz o que ama”). O fascínio dos temas e o incentivo dos leitores e amigos não me deixam parar. Jamais pegaria um grão de areia, um barbante e transformaria esses temas em obra literária, assim também um latido, um gorjeio em poética reflexão, como faz o amigo Santão em suas crônicas, desde a época do Ginásio. Que o diga o admirável ser humano, exemplo de vida e hombridade, o amigo Prof. Wilson. Como diz o ditado, atrás de grandes homens, grandes mulheres. Aquele meu amigo de infância despediu-se de mim perguntando sobre O IMPARCIAL. Leia e veja aí a resposta em poucas palavras: não tenho gostado nada do que tenho visto e ouvido do administrador de empresas Leandro e sua mãe Carmen Lúcia. Assusta-me. É preciso saber que os diretores do jornal vivem de outras rendas, e não são, portanto, dependentes dele. Dependentes dele somos todos nós, e não é justo que só os diretores arquem com o prejuízo. Este 5º Jornal do país, que nos enche de orgulho, há muito tempo já pertence a uma família maior: a riopombense. Sobreviver só de idealismo, abnegação e história é exigir demais, principalmente para os mais jovens.
      Vamos à luta. Vamos procurar subsídio e soluções onde quer que estejam. Passamos a bola para os nossos políticos e entendidos do assunto. Fica aqui também o nosso alerta. O nosso cronista-maior, o Santão, e o não menos amigo Roberto Nogueira já viram isso. “Cem Anos-Luz”, que maravilha! Que pena, o espaço é pouco. Tomara que não precisemos continuar com o assunto, por solução. Vamos às...

                          Rapidinhas
• PREPAREM-SE para madrugar:
03/jun./2002: Brasil x Turquia (6h Brasília);
08/jun./2002: Brasil x China (8h30);
13/jun./2002: Brasil x Costa Rica (3h30).
• BANCO DO POVO: Uma realidade em Rio Pomba. Parabéns, Sr. prefeito Giovani Baía.
• ILUMINAÇÃO PÚBLICA: A implantação da luz a vapor de sódio reforça de modo contundente o aspecto paisagístico da cidade. Quem aqui chega à noite, de cara, tem muito boa impressão e se sente confortado e seguro. Parabéns, novamente.
• CONVÊNIO de cooperação mútua com a Sociedade Musical Sta. Cecília. Parabéns, Sr. Prefeito e ao amigo Romeu Canônico.
• RECUPERAÇÃO asfáltica de ruas da cidade. Está sendo a melhor, a mais bem feita e a mais completa dos últimos anos.
• LICENÇA PARA MATAR. HOMEM DE BEM. Boa notícia para os assassinos: Guilherme de Pádua e Paula Thomas já poderão ser considerados pessoas de bem. Registramos aqui nosso repúdio e descontentamento ao Tribunal de Justiça e a esse exemplo de indignidade e direito de matar pela primeira vez. Penso que essa Lei deva ter sido feita por malfeitor. Um terço da pena e sua extinção e indulto, mesmo que o assassino tenha praticado com requinte de brutalidade, perversão e covardia. Certamente essa Lei não teve o objetivo de coibir o impulso criminoso e sim o direito a um homicídio. Como explicar que o crime não compensa e a honra aos vilões? Por essas e outras foi que parei com minha faculdade de direito. É a Lei e JUSTIÇA CEGA. Êta Código Penal!!!
NOTA de 17.02.2012 – O Imparcial passou a quinzenal e a situação encontra-se estável graças, principalmente, à sua Diretora Carmen Lúcia.

sábado, 12 de maio de 2012

- Novamente a ladeira

     

Já falamos desse assunto no meu VII artigo neste jornal, que nos enche de orgulho, isto em 23.DEZ.2001. Trata-se da Rua João Marcelino, a Rua do Clério Supermercado. A rua do ginásio, ladeira João Marcelino, como era conhecida. Muitas das nossas soluções apresentadas foram colocadas em prática, porém outras não. O problema não foi solucionado de vez, daí voltamos a falar dele. A perfeição não é humana. Quando Éder Jofre fez uma crítica construtiva ao Popó, ele não gostou. Depois, Popó se despiu das luvas e... E os dois se abraçaram. Quando criticamos acham que somos do contra, quando elogiamos estamos assim com o homem...      
      Uma crítica, técnica ou não, certa ou errada, já que esta coluna não fala do homem - não deve ser levada para o lado pessoal. Todo jornalista (sou um observador) precisa de ampla liberdade para analisar e tem a obrigação de ser imparcial. Alguns, hoje poucos, não me entenderam nesse mister. Ninguém gosta, mesmo quando elas são corretas. Toda pessoa precisa da aprovação do outro. Essa é uma das fraquezas humanas. Não é do meu feitio me embalar ao som de Luca cantando “To nem ai, to nem aí...” Na época da minha primeira fala sobre a ladeira os problemas brasileiros eram outros.     
      Hoje são os imigrantes (ou mesmo visitantes) latinos que são tratados de forma grosseira, deseducada, hostil e arrogante pelos funcionários do governo americano. Diferentes dos estadunidenses, que, nesta época do ano, vêm ao país do carnaval gozar – nos vários sentidos que este verbo pode assumir. Eles vivem em estado de alerta pelo que semearam após a Segunda Guerra, nós não. Somos pacíficos por natureza. Então por que a reciprocidade nestes moldes? É revidar. É o olho por olho, dente por dente que não leva a nada. É mediocridade.Uma revanche tola. De que servirão as fotos de turistas americanos e suas impressões digitais? Eles não representam ameaças para nós, muito pelo contrário. Eles não são responsáveis pelo tráfico de mulheres, mas, sim, espanhóis, alemães, italianos, africanos, e outros que estão sempre em nossos noticiários, por um ou outro crime. Os países dos quais os EUA se aproximaram, tornaram-se prósperos, como Canadá, Inglaterra, Itália, Bélgica, Holanda, Japão, Israel, Coréia do Sul, Hong Kong, Formosa, Cingapura. Até o acordo feito com o México já o fez passar na frente do Brasil. Não queremos dizer com isso que tenhamos que servir às ordens americanas e não devamos exigir mais respeito ao nosso povo. Esses fatos não são antiamericanismo e sim anti-Bush. Isto tudo é um pouco de ciúme e inveja e uma rejeição ao que é entendido como arrogância americana. Somos nações amigas e unidas por laços históricos. O Brasil pode não ter para os Estados Unidos a mesma importância que os Estados Unidos têm para o Brasil. Mas seu peso estratégico é indiscutível. A dimensão territorial e populacional e a pujança econômica fazem do Brasil líder inconteste da América do Sul. È preciso deixar de lado as picuinhas. Está na hora, meu Presidente Lula, de baixar a bola, sentar à mesa, corrigir os rumos. Com espíritos desarmados, os tradicionais laços de amizade vão falar mais alto. Outro problema da atualidade são juízes adolescentes em idade e serviços, com pouco tempo de faculdade, transformarem-se em magistrados como num passe de mágica. Imaturos emocionais, inexperientes. Só porque foram bem nas provas, “concurseiros”, bons de conhecimentos teóricos ou na base da “decoreba”. Não consigo imaginar um juiz de 23 anos julgando uma questão familiar, julgando um pai de família. Por que não exigir dos candidatos idade mínima de 35 anos, acumulada, no mínimo, com 10 anos de prática forense? É a época do “veja bem”, do “tá ligado”, do “eu tenho pra mim”, do “tipo assim, sabe como”, do “você não tem noção”, do “eu não acrediiito!”. Aquele velho barulho de palavrinhas se chocando sem significar nada. Somos 170 milhões deles. Sem papo. Sem trabalho. Do tempo do álcool em litro o que equivaleria a comprar livremente pólvora, dinamite, armas... Quem não conhece alguém que tenha se queimado seriamente com álcool? Do tempo da descoberta da velhice (depois que já o fizera Cícero em Roma) com o Estatuto dos Idosos. Do tempo dos dissidentes do PT serem punidos não podendo discordar comprovando que o poder não foi exercido de forma democrática. Do tempo de verão no Congresso com os parlamentares recebendo 19 salários por 11 meses de trabalho. Salários esses quintuplicados por truques e espertezas.Tempo de falta de transparência da nossa Escola de Samba Levanta Poeira não dando vez a que seus tradicionais colaboradores, compositores e outros pudessem participar da escolha de seu samba de enredo para o próximo carnaval. Afinal as cores verde e branco são ou não são uma paixão popular? Não sou crítico de ocasião e nem nunca vendi minha alma, e muito menos minha consciência e dignidade. São muitos os problemas, os acintes, as provocações, os casos pensados. Quero de volta o Rei Momo gordo.
      Rua João Marcelino. O PROBLEMA. Rua estreita de mão dupla não comporta estacionamento em nenhum dos lados. Perigo constante com carros na contramão. Falta de sinalização de “carga e descarga” para o comércio local. Os carros nas garagens da rua com dificuldades para saírem delas porque existem veículos estacionados em frente a elas, etc. AS SOLUÇÕES. Mão única é o mais indicado. Essa idéia tem que ser espalhada pela cidade toda. São tão fáceis que me sinto até constrangido em falar delas novamente. Seguinte: espelho na ESQUINA da Rua Joviano Teixeira, proibição de estacionamento em ambas as mãos de direção com exceção de “carga e descarga” em frente ao comércio local. NOTA 1. A rua está sofrendo afundamento do lado direito de quem desce. Para está realizando uma obra igual àquela do morro do cemitério, isso é café pequeno! NOTA 2. O estacionamento dos veículos deveria ser no local do lado do ginásio e do Posto de Saúde conforme nosso croqui do O Imparcial de 23.DEZ.2001.
Um bom domingo.

“De onde menos se espera, daí é que não sai nada”.
                                          (Máximas e Mínimas do Barão de Itararé- Aparício Torelli)

NOTA de 03.01.2012 – Tenho a grata satisfação de informar que todos esses problemas foram sanados em 2011, 10 anos após serem descritos, comprovando que as idéias triunfam mais que as armas. Veja pela foto do autor, de 17.02.2012.

- Impedimento de acesso da Pça Min Odilon Braga para a Pça. Dr.Ultimo de Carvalho

                                   Publicado no jornal “O Imparcial”, 25 de maio de 2003.

Juro, caro leitor, que gostaria de tratar de outra coisa. De não voltar mais ao assunto, porém dezenas de pessoas me pediram para falar dele. Está causando problemas à população. O espaço é pequeno e os assuntos são vários. Uns para elogiar, a maioria. Outros, para apresentar sugestões e alternativas. Sabemos que qualquer tipo de melhoramento no trânsito deveria ocasionar um tipo de reação. É da natureza humana. É própria dos terráqueos. Concordamos que o trânsito da cidade melhorou sobremaneira, sensivelmente. Ficou conforme as sugestões do Subsídio, modéstia à parte. Basta olhar para a maravilha que se transformou a Av. Dr. José Neves, a Pça.do Baixio (possivelmente Getúlio Vargas/ não tem placa/ a Pça. que virou Sorvete “Sem Nome”), a Rua Cel. Antônio Pedro, a Dr. Dutra (não era nossa sugestão, mas damos a mão à palmatória... ficou melhor). Quem sai da Rua Tomé Borges (Rua de Trás), Rua Quírino Marini, está estacionado do lado do Hotel Regina, do amigo Tutuia, do lado do Banco Itaú e quer, por exemplo, ir ao escritório paroquial, à padaria Rosa Cristi, ao Fórum e adjacências, ao invés de atravessar a praça (l0 metros) tem que passar pela rua Tomé Borges (Rua de Trás) e Joviano Teixeira (quase sempre interditada com carros estacionados dos dois lados, mesmo com placa de proibição), ou passar pela Quintino Bocaiúva (Rua do Sindicato – estreita e às vezes inacessível), ou dar a volta pela Pça. Getúlio Vargas. Resumindo, tem que andar uns 1.600 metros ao invés de 10 metros, poluindo com monóxido de carbono, gastando-se gasolina à toa, tempo, ocasionando transtorno no trânsito. Tudo desnecessariamente, pois a cidade é pequena e o trânsito também. Não somos da filosofia de que: “se se pode facilitar, pra que complicar?”. São mais de 300 carros por dia, se contarmos os dos hóspedes do Hotel Regina, dos clientes do Banco do Brasil, do Banco Itaú, da Igreja e do Clube dos Trinta. Quando há casamento, então, e festas de 15 anos e bodas no Clube, esse número é muito maior. Às vezes fico pensando: na roça o próprio animal bovino e eqüino procura seu melhor caminho. Porque o homem-engenheiro que é racional não procura o dele? Tudo deveria ser direcionado para priorizar o ser humano, o cidadão, tanto dentro do veículo, como fora dele. O pedestre não pode parar no meio da praça mesmo, senão o carro pega. Não é verdade? O dia-a-dia nos tem mostrado que muita coisa deve ser mudada para melhorar ainda mais. De qualquer maneira, enquanto melhores soluções não forem colocadas em prática, devemos cumprir o nosso papel obedecendo às leis do trânsito. Há mais de 20 anos que temos pedido para se tirar a placa de estacionamento proibido da frente dos bancos. E não é que fomos atendidos? “Água mole em pedra dura...” Essa uma das razões de arriscarmos mais esta. Depois de tudo feito conforme foi feito, mudando completamente a cara de cidade para melhor, dando-nos orgulho rio-pombense. Você não acha que já é chegada a hora de aparar as arestas? Colocar os pingos nos is? Esse problema da praça é tão gritante e tão fácil de resolver!... Desafio você a ficar parado lá por algumas horas, e não ver que de cada 100 carros, pelo menos, 96 procuram o melhor caminho, ou seja: passar pela praça Dr. Ùltimo de Carvalho. O caminhão do lixo, os funcionários da prefeitura e diversos vereadores fazem isso também. Tenho fotos e filmagem. A solução é da competência da administração municipal conforme já provamos anteriormente. É viável e de acordo com a lei do trânsito. Estudamos o assunto e consultamos fontes competentes. Nesta praça ficou também um espaço desperdiçado (sem proveito útil) que poderia ser para estacionamento de motos e bicicletas, que não são poucas. Já era tempo. Mister seria colocar placas auto-explicativas em toda a cidade. A sinalização está precária e os sinais do chão (demarcações) necessitam ser pintados novamente, revigorados. Ficou bom demais para ser esquecido. Em frente ao Jorge Assad a chuva e a falta de conservação mudou a preferência de direção. Isto é um perigo... Veja e comprove. É muito fácil de resolver. É só pedir ao competente Crispim que ele passa mais uma demão de tinta nesse local e em todos os que forem necessários. Quem de fora entra aqui não sabe para que lado é a Delegacia, a Prefeitura, O Distrito Industrial, o Parque de Exposições, os Bairros, o Hospital, qual direção tomar para se ir para a Rodoviária, para Barbacena, Belo Horizonte, Ubá, Juiz de Fora. De qualquer maneira, estamos vendo o dinheiro do povo investido em diversos lugares da nossa Cidade Sedução. Levando em consideração que um dos testes da democracia é a liberdade de crítica e que a verdade pode magoar, mas não é injusta e nem deixa feridas, temos esperanças de soluções. Parabéns para todos aqueles que são honestos, como se isto não fosse uma obrigação, mas é a realidade. Ah! Ruy Barbosa!
Enfim, notícias do Saddam: está pra lá de Bagdá.

“O tempo, às vezes, tarda em dar razão a quem a tem; mas acaba por dá-la”.(Jesus Urtega)

NOTA - Todos esses problemas acima enumerados foram solucionados agora em 2010/2011. (7/8 anos depois).

- Hora de pequenos acertos

                                           (Crônica publicada no jornal o Imparcial de 08.06.2003)



O problema é justamente nos dois contornos em frente à nova Caixa Econômica Federal agora instalada onde funcionava a farmácia do Zé da Farmácia.Uma prova de que o governo municipal tem procurado mudar e resolver os problemas do trânsito é só andar pela cidade e verá. Muitas coisas que nunca foram feitas antes, diversas obras, programas e serviços, foram executados apenas com os parcos recursos da Prefeitura. Acreditem! No entanto, ainda podemos e devemos reconhecer que temos pequenos acertos a serem realizados. É chegada a hora de colocarmos os pingos nos iis, aparar as arestas. Vejamos as diferenças: “Um ocidental estava colocando flores no túmulo de um parente quando viu um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado. Virou-se para o chinês e perguntou: Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz?” E o chinês respondeu: “Sim, quando o seu vier cheirar as flores!” Isto nos prova que as pessoas são diferentes e as opiniões também. Devemos tentar vê-las, compreendê-las, realizá-las quando para o bem comum. Por isso podemos colocar tanto as flores, quanto o arroz. As opções dos engenheiros-racionais com relação aos nossos problemas de trânsito foram várias, no entanto nem sempre optaram pelas melhores. Estes próprios engenheiros já mudaram diversas vezes de opinião. Desde o início que já notamos. Não estamos tomando estas posições em defesa dos nossos munícipes compulsivamente como tem feito o PT. Sempre deixamos espaço para os que querem fazer oposição, o que não é o nosso caso e para os que querem ajudar conforme o subsídio. Se fosse coisas do PT, diríamos que era uma “oposição governista”, ou seja, são ao mesmo tempo governo e oposição. Sonhar com soluções não custa. Uma pitada de imaginação ajuda a temperar a mistura de esperanças e frustrações. Estamos tentando a linguagem da realidade e do pensamento popular daquele que se presta a esclarecê-la e vê-la com os olhos da liberdade. Quem vê e se cala consente. Somos movidos à esperança. Não somos daqueles que acreditam que o sargento Garcia prendeu o Zorro. Lembram-se que sempre fomos contra a proibição de estacionamento em frente aos bancos por facilitar a ação de meliantes? Pois bem, fomos atendidos depois de 20 anos. Ah, ah, ah! Agora é permitido estacionar em frente ao Bradesco, muito bem. Agora é permitido estacionar em frente ao Banco do Brasil e do Itaú, muito bem. Porém, estacionar em frente à Caixa Econômica Federal tem causado transtorno no trânsito.“Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa” como sempre comenta na TV o filósofo esportivo Juarez Soares (O China). Naquele local o estacionamento deveria ser proibido. A solução é fácil demais. O que se gastaria seria somente uma lata de tinta da cor do asfalto para cobrir as demarcações e duas placas de “proibido estacionar” que poderiam ser aquelas tiradas da frente do Banco do Brasil, por exemplo. Como já afirmara Raquel de Queiros: “Cada coisa tem sua hora e cada hora o seu caminho”. Qualquer veículo de um porte maior como caminhões e ônibus que vêm da Av. Dr. José Neves em direção ao Posto São Manoel e adjacências, ou vêm da Rua. Dr. Dutra para contornar a árvore em direção à Pça. Dr. Ùltimo de Carvalho, não consegue fazê-lo, quando há carro, de qualquer porte, estacionado em frente à Caixa porque o ângulo é desfavorável. A solução é fácil demais! Ah meu Deus! Oh vida difícil, sô! È. Acho que vai dar certo. Nunca esteve tão bom, estamos vendo, mas pode melhorar. O aperfeiçoamento de tudo na vida é ... muito bom. Até a próxima!


“Cuide de seus pensamentos porque se tornam palavras/ Escolha suas palavras porque se tornam ações/ Entenda suas ações porque se tornam hábitos/ Estude seus hábitos porque se tornam o seu caráter/ Desenvolva seu caráter porque ele se torna seu destino”.
                                                        (Mário Quintana)

Com a rotatória implantada agora em julho de 2012 o problema foi sanado.