segunda-feira, 22 de julho de 2013

- AMAZONAS, O PULMÃO DA HUMANIDADE


                                      AMAZONAS, O PULMÃO DA HUMANIDADE

                                                                                                Antônio Fábio – 22.07.2013

 Pensei, não posso partir sem conhecer de perto tudo isto que estou abaixo descrevendo. Sempre foi um dos meus objetivos. Este artigo está sendo escrito no período da COPA DAS CONFEDERAÇOES da qual nos sagramos campeões, período dos PROTESTOS POPULARES pelo Brasil afora, o povo falando sobre aquilo que lhe aflige, dispensando líderes, partidos e sindicatos, uma nova forma de protestar e uma lição de cidadania. Não tenho partido, sou cidadão do Brasil e do Mundo. Nunca fui a favor de vandalismo, mas vandalismo maior foram o dos nossos políticos e administradores e os “Nicolaus”. Devemos punir todos esses e premiar os outros e nunca ficarmos de braços cruzados.
Vamos ao nosso assunto: o estado do Amazonas é grande e a floresta também, por isso estou dividindo por partes:
1ª Parte – Manaus. Cidade muito bonita, ruas largas e limpas, calor bem forte, mas suportável. Povo hospitaleiro e amável. Conhecemos o Distrito Industrial, a Zona Franca, o Teatro Amazonas (espetacular), Museu do Índio, o Mercado Municipal, o Palacete Providencial, o Palácio Rio Negro, o Palácio da Justiça, a cidade como um todo através de hidroavião que saía em frente do nosso hotel, o encontro das águas e hotéis flutuantes, no meio da selva uma vista geral da floresta inundada, que depois vimos de barco. Percebemos que o Estado tem mais de 350 ONGs estrangeiras ajudando. Penso que é porque a Amazônia tem ouro, manganês, ferro, diamante, esmeraldas, rubis, cobre, zinco, prata e a maior biodiversidade do planeta tudo de interesse econômico para laboratórios e nações. Riquezas que somam trilhões de dólares. Na Amazônia ninguém passa fome, nem os ribeirinhos. Diferentemente do nordeste que além da fome ainda têm sede e lá não tem ONG. É fácil suspeitar das intenções e entender os motivos.
2ª Parte – Hotel Tropical Manaus – É um luxuoso resort ecológico localizado na entrada da majestosa floresta amazônica às margens do Rio Negro onde nadamos em uma praia ampla, limpa e comparável a mar. Tudo com tecnologia de ponta e acomodações luxuosas, piscinas com ondas e recreativas, localizado a apenas 10 km do aeroporto e do centro de Manaus. Bar aquático (bar molhado). Centro de convenções com 3200 m2 para 1200 participantes. Com zoológico muito bom, passeio guiado na floresta mata adentro, quatro restaurantes de alto gabarito com especiarias nacionais, internacionais e lanchonetes. Teatros, boates, salas de eventos onde assistimos um Show Temático do Boi Bumbá de Parintins com  o encanto azul do “Caprichoso” e o vermelho do “Garantido”. O resort conta com 640 suítes com diferentes acomodações para diversos bolsos, inclusive presidencial. Um luxo! Tudo isso no coração da floresta. É mole?
3ª Parte – Ariaú Amazon Towers – Lugar que merece um comentário à parte... Em 1982, o oceanógrafo Jacques Cousteau (comandante do Calypso - o famoso barco laboratório) sugeria a sua criação e fez uma declaração com ares de premonição: a guerra do futuro será entre os que defendem a natureza e os que a destroem. Em 1986, três anos antes da queda do muro de Berlim, sepultamos o temor nuclear e iniciamos às margens de Rio Negro, a três horas de barco de Manaus, este que viria a ser um magnífico e o maior e mais respeitável hotel de selva do mundo. Noooossa! Estivemos lá. Que maravilha! Foi um turismo ecológico. Sentimos a natureza em sua plenitude. Ouvimos a escala de sons claros, apaixonados e muitas sucessões de tons acima e abaixo, trinos e regorjeios. Seria o saci ou algum gênio da floresta? Eram gargantas de ouro... Acordamos com essas canções no meio de plantas medicinais, vitória régia medindo 1,8 m de diâmetro, plantas domesticadas como orquídeas e samambaias, fícus e bromélias. Árvores seculares de tudo quanto é tamanho e formas, guaranás e açaís. Comi carne de jacaré, arraia, pirarucu, pirapetingas e pacus, além da de tartaruga. À noite participamos de caçadas aos jacarés. Quanta aventura, sô!
Gosto de conhecer e viver a vida como ela é. O contato direto com a selva e sua luxuriante beleza nos encantou. Ficamos, Fernandina e eu, fascinados pela singularidade do prazer de estar na floresta amazônica. Brasileiros lá eram muito poucos. A maioria alemães, ingleses, americanos, japoneses, chineses e muitos australianos, entre outros. Para nós, era um sonho verde que se realizava. Ficamos hospedados numa suíte flutuante, toda com tela, no meio da selva. É difícil retratar tantas emoções daqueles passeios pelo Igarapós (trecho da floresta, com vegetação própria, alagado pelas águas das enchentes) com cliques e mais cliques no meio de jacarés, macacos, bichos preguiças e onças pintadas, captando cores e aromas da natureza da vida selvagem. Visitamos as casas dos ribeirinhos e ouvimos suas histórias. Penso que nossa participação física e nossos cliques fotográficos nunca vão mudar a realidade daquele lugar. A verdadeira Amazônia fica esquecida nas entranhas da selva com castanheiras de 600 anos, mogno e jacarandás de 1200. O que estamos fazendo não é um sensacionalismo jornalístico às vésperas do apocalipse. De qualquer maneira, esperei muitas primaveras para escrever sobre o assunto porque não se deve escrever antes de conhecer “in loco” e julgar e sentir a sabedoria milenar dos índios e a vivência secular dos caboclos. Por tudo isso é que está no Ariaú Towers uma pirâmide transparente, com as mesmas proporções e orientação solar de QUEOPS, a célebre pirâmide egípcia.
4ª Parte – Passageiro clandestino – Lembrei-me do Projeto Jarí, da largura de 320 km do rio Amazonas, das diversas ilhas, inclusive a de Marajó da qual já tive o prazer de conhecer sua culinária na Gastronomia de Tiradentes. Nooosssa! Estou viajando clandestinamente e sentindo a presença respeitável de um gigante. Nooosssa! Minha imaginação corria sobre a superfície, ainda bem. A quilha do nosso barco não deveria encalhar, estávamos em águas profundas e seu calado era apropriado.
A causa da devastação amazônica está nos escritórios bem ornamentados das lideranças econômicas e políticas. Vamos pensar nisso e resolvermos já. O rio Amazonas, com mais de 1000 afluentes, é o maior rio do mundo e o mais caudaloso com 6.992 km depois que descobrimos seu veio inicial no Peru a mais de 4000 m de altitude, seguido do Nilo com 6.650 km. Nosso amazonas tem sua bacia hidrográfica no Brasil, no Peru, na Colômbia, Venezuela, Equador e Bolívia. O rio Negro nasce na Venezuela e tem 3200 km de extensão. Na região eles dizem que o rio Amazonas só è assim chamado depois do encontro do Solimões com o Negro. O resto do mundo entende que o amazonas começa no Peru e deságua no Oceano Atlântico, sendo o rio Negro mais um de seus afluentes. 
E os botos cor-de-rosa? Interagimos com eles e fizemos muitas fotos, mas não as suas piruetas. Eles possuem um sistema de radar igual aos seus primos golfinhos e são sociais, solidários e afeiçoam-se ao homem. Quem sabe o quê da Amazônia? Os curumins (pequenos índios) riam de nós. Temos que aprender com eles, sua inteligência, habilidade, argúcia, destreza e capacidade de comunicação. Está ornamentando uma parede da minha casa um arco e flecha daquele povo.
A terra não pertence ao homem, mas o homem é que pertence à terra. A Amazônia é a síntese da alimentação da humanidade, a síntese do medicamento necessário, a síntese da água doce, da biodiversidade e do futuro e do pulmão da humanidade.

 

 

 

 

terça-feira, 7 de maio de 2013

- VACINA CONTRA A MALÁRIA NÃO EXISTE


                                                                                                                                                   07.05.2013 -
                                                                                                                                                                    Fontes: Agência Brasil
 

Minha esposa e eu estamos tentando conhecer o Brasil de ponta a ponta. Falta-nos apenas quatro estados da Federação para alcançarmos nosso objetivo. Estamos com viagem marcada para Manaus de 20 a 27 de junho valendo-nos de Smiles e da Bancorbras. Aí pensamos: vamos tratar de nos prevenir contra os vírus. Vacinamos em Rio Pomba contra a gripe e hoje contra a febre amarela. Acontece que nos informaram, tantos nos postos de saúde de Rio Pomba quanto os de Ubá que estavam em falta com a vacina da Malária. E aí, pesquisando sobre o assunto, descobri que essa vacina não existe e que é um absurdo os postos de saúde municipais não saberem e não informarem ao povo sobre o assunto. Meu cunhado Zé Budega contraiu, não sei se febre amarela ou malária, mas sei que ele sofreu demais, daí nossa preocupação. A prevenção e o conhecimento são os melhores caminhos para preveni-la.

                          Vamos a alguns esclarecimentos:
A malária continua a matar mais de um milhão de pessoas por ano e é a principal causa de morte entre as crianças africanas. A atenção que o mundo dispensa a este flagelo mortal, bem como aos esforços para conter sua propagação, continua a ser insuficiente.
O Instituto Oswaldo Cruz (IOC), vinculado ao Ministério de Saúde, já começou a fase de ensaios pré-clínicos em animais para verificar a eficiência da vacina contra a malária no Brasil. O ensaio clínico em humanos deve começar este ano. A região amazônica concentra 99.8% dos casos de malária registrados atualmente no Brasil. No ano passado o número de casos atingiu 263 mil. Lá não é o mosquito que invade a casa da gente conforme o mosquito da dengue, nós é que invadimos a casa do mosquito, a floresta. A solução é reduzir a área de contato. Amazonas, Pará, Rondônia e Acre são os lugares.

A MALÁRIA é uma doença causada por um protozoário chamado Plasmódio, que ataca principalmente órgãos como o fígado, o baço e o sangue e pode levar à morte se não houver tratamento.
Transmissão - A transmissão da malária pode ocorrer pela picada do mosquito, por   transfusão de sangue contaminado, através da placenta (congênita) para o feto e por meio de seringas infectadas.
Sintomas - Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios intensos que se alternam com ondas de calor e sudorese abundante, dor de cabeça e no corpo, falta de apetite, pele amarelada e cansaço. Dependendo do tipo de malária, esses sintomas se repetem a cada dois ou três dias.
Diagnóstico e período de incubação - O período de incubação depende do tipo de malária, mas varia de 7 a 28 dias a partir do momento da picada.
Caso a pessoa tenha febre depois de ter visitado áreas de risco, a possibilidade de ter contraído malária deve ser levada em consideração. Para confirmar o diagnóstico, existe um exame de lâmina, também chamado de gota espessa ou esfregaço, que consiste em puncionar a ponta de um dedo para obter uma gota de sangue e analisá-lo.
Tratamento - Na presença dos sintomas acima descritos deve-se procurar atendimento médico para diagnóstico e tratamento o mais breve possível, seguir com a medicação até seu término, fazer repouso e beber muito líquido. O uso de medicamentos deve sempre ter prescrição médica
O medicamento indicado para a malária vivax é bem tolerado e não provoca efeitos colaterais. O tratamento padronizado pelo Ministério da Saúde é feito por via oral e não deve ser interrompido para evitar o risco de recaídas.
O que pretendemos fazer nesse passeio a Manaus
* Usar repelente no corpo todo, usar camisa de manga comprida;
* Tomar nossas precauções ao anoitecer e ao amanhecer, horários em que os mosquitos mais atacam;
*  Estamos, pelo menos, nos vacinando contra a febre amarela e a gripe e vamos ver ainda se teremos que tomar algum medicamento antes, durante e depois da viagem;
* Não estamos fazendo prevenção por conta própria e se tiver febre, vamos procurar atendimento médico, claro;
* Nunca se automedique.

“Invista na prevençâo, não espere a doença chegar; a saúde preventiva faz bem às pessoas e ao meio ambiente”.

                                                                                                      (Adelmar Marques Marinho)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

- TRANSPORTE COLETIVO



TRANSPORTE. Não é preciso ser um gênio para ver que  que nosso trânsito deverá ser caótico em pouco tempo. À vezes fico até pensando: nossa cidade poderia se chamar “Rio Maritaca”, ou até mesmo “Rio Quebra-molas”. Este não resolve o problema do trânsito e, às vezes, até  nos causa um grande transtorno e irritação.
          Por isso, os países de primeiro mundo incentivam e investem no transporte... Essa imagem fala por si só. Nosso problema é cultural. As pessoas se sentem mais importante​s andando sozinhas em seus automóveis. Os governos fizeram escolhas erradas no passado optaram por estradas de rodagem do que por estradas de ferro, induziram e incentivar​am a população a comprar automóveis​, a população comprou, a frota aumentou, as estradas não, os estacionam​entos também não.  Tudo tem solução com exceção da morte.
Meus amigos rio-pombenses, tudo começa no início, prevenir á preciso. Temos que nos procupar com estacionamentos e transporte em Rio Pomba, o mais depressa possível. Veja o exemplo.
Mais hoje mais amanhã, Rio Pomba tem que, preventivamente, pensar no assunto. Não demora muito nosso trânsito estará insuportável. O transporte publico no brasil é um lixo. A gente deve manter a mente sempre aberta.

“A alegruia do triunfo jamais poderia ser experimentda se não existisse a luta, que é o que determina a oportunidade de vencer.” (da Colleción de la Revista Logosoria – Tomo 2),

CHEGARÁ O TEMPO EM QUE SABEREMOS QUE UMA CIDADE DESENVOLVIDA É AQUELA QUE TEM UM TRANSPORTE PÚBLICO COMPETENTE.

- Esta é uma  das três melhores imagens da semana do GOOGLE. Achei pertinente e me serviu de inspiração do que acima escrevi.

 
 

domingo, 7 de abril de 2013

- INSTITUTO RICARDO BRENNAND - Recife


          Se você for a Recife não fique só nas praias e Olinda. Visite o maior museu particular do Brasil e suas obras únicas. A maior coleção de armas brancas do mundo.
O instituto Ricardo Brennand é uma organização privada sem fins lucrativos
que teve no nome de Rio Pomba registrado nos seus anais. Fundado em 2002
pelo colecionador e empresário pernambucano Ricardo Brennand. A Rita do Açaí de Rio Pomba foi que nos indicou, por nossa sorte.
          Trata-se de um complexo arquitetônico em estilo medieval, composto por prédios: Museu, Castelo, Pinacoteca e Galeria, tudo em um vasto parque. Ricardo é de descendência inglesa. Tem castelo também em Londres. Obteve destaque na indústria canavieira do nordeste e atuou também na produção de cimento. O instituto possui a maior coleção de objetos históricos-artísticos de diversas procedências  do período colonial, abriga a maior acervo de armas brancas que vc poderá ver pelas fotos clicadas por nós, provenientes do século XIV a XXI, pinturas de Frans Post, mapas, tapeçarias, moedas, documentos, livros raros. A maioria depois que vendeu parte de suas fábricas para esse fim. Fomos buscar turismo e encontramos cultura. Vamos levar algumas  ideias e uma coleção de papel moeda para o nosso Museu Histórico de Rio Pomba
          No dia seguinte partimos para Porto de Galinhas distante 120 km de Recife. Fomos participar também de um concurso de dança e por descuido do júri fomos premiados. Era apenas 1 minuto e mais um pouco. Haja coração. De lá trouxemos, também, na bagagem muita aprendizagem.

sábado, 9 de março de 2013

- Alisson, a promessa II

                                        
         
          O garoto me confessou que sonha em defender a seleção. Isto, por si só, já é uma grande notícia. Só vence quem luta. Ele me disse que a concorrência é muito grande no atual elenco cruzeirense. São grandes jogadores que chegaram de fora e outros tantos que já estavam no elenco, mas ele tem a confiança do treinador e a nossa também, claro. “Espero fazer bons jogos e me firmar cada vez mais com a camisa do cruzeiro”, cogitou. E, para o futuro, nossa promessa,  sonha ainda mais alto. “Todo jogador sonha em vestir a camisa da seleção brasileira. Já fui convocado para a sub-20, no ano passado e fiquei muito feliz”, disse Alisson aqui no meu TERRAÇO. Disse ainda que tem contrato com o Cruzeiro até 2016.
          Ele não é um dos principais jogadores contratados, nem tinha o nome tão comentado quanto os do outros jogadores que subiram da base: o meia-atacante Élber, o volante Lucas Silva e o centroavante Vinicius Araújo. Alisson se tornou um dos principais por sua reconhecida categoria. Tem aproveitado as oportunidades. Confessou-me que tem aprendido com os mais experientes.
          Alisson é veloz, audaz, boa ginga e grande habilidade, jogador de toques rápidos e envolventes e sabe fazer gools. Está sempre se destacando marcando golaços, boas arrancadas, força física e um eficiente chute de fora da área com qualquer um dos pés indiferentemente. Ele me fez lembrar o Zé Budega dos meus tempos.

                              Avante e pra frente, menino.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

- Maceió (AL) de 20 a 27/JUNHO/2012

Pag. 90 a 94 do meu livro ANTOLOGIA EM PROSA & VERSO

Viajamos pela GOOL (Smiles) e nos hospedamos no Maceió Mar Hotel (Padrão quatro estrelas) e nos deixamos encantar, tanto com o hotel e sua culinária variada e internacional (francesa, espanhola e portuguesa, entre outras) quanto a praia Ponta Verde, um dos cartões postais da cidade. Foi uma gloriosa experiência. Foram iguarias regionais de origem indígena e africana, como tapioca, cuscuz de milho, massa puba, arroz doce, batata doce, inhame e macaxeira com carne de sol, beiju, grude de goma, pé de moleque e munguzá. Tudo isso e ainda a canjica e a pamonha costumam ser servidas nos cafés da manhã e a noite. Frutos do mar também entram no cardápio, assim como a culinária de peixes com as tradicionais peixadas regadas a leite de coco e molho de pimenta, crustáceos, mariscos, moluscos, lagostas, camarões, fritadas de siri e sururu. Apesar de serem muito bons, meu livro “RECEITAS, CULTURA, HUMOR” fez sucesso na cozinha do hotel. Você poderá obtê-lo no meu blog afabiobrasil.blogspot.com. Vamos interagir!





Maceió (l milhão de habitantes), capital de Alagoas, turísticamente falando, é conhecida como Paraíso das Águas. Um lugar de lindas praias encravadas entre coqueiros, mangues e um belíssimo mar com piscinas naturais de cor com nuances que variam entre o verde claro e o azul turquesa, piscinas naturais e areias douradas que encantam qualquer visitante. São praias incríveis até na parte urbana da cidade. Maceió é incapaz de desapontar seus visitantes. Tentei percorrer passo a passo grande parte dos 40 km de praias e não me decepcionei.
A orla de Maceió tem uma boa infraestrutura que conta com ciclovia e um imenso calçadão. Não muito longe ficam as atrações culturais, especialmente no centro da cidade. Igrejas em estilos distintos – do gótico ao barroco – estão espalhadas pela região. No bairro histórico do Jaraguá, estão localizados armazéns e casarões do século XIX. Infelizmente sou obrigado a registrar que em Maceió tem pedintes demais e a limpeza urbana é precária. Que dó!

Alguns pontos turísticos que visitamos: Feirinha da Pajuçara (muito boa) - Artesanato do Pontal da Barra (muito sujo – é lá que a TV mostrou o Trem passando e o pessoal correndo para tirar as mercadorias dos trilhos. Foi melhorado, mas - nota 2 - Mirante São Gonçalo (vale a pena) - Passeio das Sete Ilhas (muito bom) - Piscina Natural da Pajuçara e Maragogi (nos fazem lembrar de Recife de Fora de Porto Seguro – bom). Foi um dó pegarmos uma chuva bem grossa - Praias da Costa Sul: Barra de São Miguel, Francês e Gunga (maravilhosas) - Praias da Costa Norte: Barra de Santo Antônio, Praia de Carro Quebrado e Ilha da Crôa (bom passeio) - Praias Urbanas: Cruz das Almas, Jatiúca, Pajuçara, Ponta Verde, Pontal da Barra e Sobral (boas praias).

Praia de Ponta Verde - Praia de mar calmo e águas transparentes, muitos coqueiros e piscinas naturais formadas por arrecifes. Concentra algumas das melhores opções de hotéis em Maceió e é o ponto de encontro dos jovens. Esse hotel preto ai é o hotel Maceió Mar, onde ficamos hospedados.


Praia de Pajuçara - a maior atração é o passeio de jangada até a piscina natural que se forma na maré baixa entre arrecifes e bancos de areia, a 2 km da costa de Maceió. Nos finais de semana, Pajuçara ganha bares flutuantes, que servem bebidas e tira-gosto com água à altura da cintura. Nela também está localizada a “feirinha”, principal ponto de artesanato da cidade.

DUNAS DE MARAPÉ – Esse local, que não tem dunas, fica a 65 km da Capital e é um lugar lindo e gostoso de se ficar o dia todo. De um lado o mar com piscinas naturais e do outro lado um rio de água doce e uma lagoa

onde você poderá se banhar deliciosamente. Você pode perceber o contraste das águas escuras da Lagoa de Jequiá com o azul turquesa do oceano atlântico. O manguezal, que circunda toda a orla, é um grande berçário natural para inúmeras espécies de peixes, crustáceos e moluscos. Siris e caranguejos seduzem nativos e visitantes e todo o complexo é protegido pelo IBAMA. O quiosque da praia é bom e o restaurante nem tanto. Assim como todas as praias da região a água é morna e agradável. Os micos fazem sucesso e encantam adultos e crianças. Mansos, comem na mão das pessoas e oferecem a cabeça para um breve cafuné.

Praia do Francês - Uma das mais belas do litoral sul. Sua enseada é formada por uma extensa barreira de recife, que forma uma belíssima piscina natural, com intensa fauna marinha e águas que vão do azul turquesa ao verde.

Barra de São Miguel – Pegamos esse barco (TAXI R$ 25 p/pessoa) e 10 km mar adentro. Paramos nos arrecifes (veja a mesa) para uns drinks com ou sem álcool e seguimos mais 5 km, com emoção, até a praia do Gunga.

Praia do Gunga - Praia de areia branca, emoldurada por coqueiros, que avança mar adentro, unindo as águas do rio São Miguel com o oceano. O lugar que mais gostei.

Interessante - Nas barracas de praia você não precisa se dirigir ao garçom. É só levantar uma bandeirinha afixada na haste de alumínio e ele logo vem atender.

Da maravilhosa praia do Gunga partimos para as Falésias de Bugre (R$ 30 pessoa) semelhante a Canoa Quebrada de Fortaleza. Uma hora após já estávamos nos deliciando com um farto almoço na praia do Gunga. Música ao vivo e água morna, tanto do mar quanto da lagoa e o rio.

Foz do rio São Francisco




Deixei para falar no fim sobre o Delta do São Francisco ou Foz do rio São Francisco e do seu encontro com o Oceano Atlântico.

Desde o tempo em que lecionava geografia já sabia que designa-se por delta a foz de um rio formada por vários canais ou braços do leito do rio. Esse tipo de foz é comum em rios de planícies, devido à pequena declividade e, consequentemente, pequena capacidade de descarga de água, o que favorece o acúmulo de areia e aluviões na foz do rio. Sua nascente real e geográfica está localizada no município de Medeiros, Minas Gerais. Na Serra da Canastra, no município de São Roque de Minas, encontra-se a aproximadamente 1200 metros de altitude a chamada nascente histórica, a qual por muito tempo se pensou ser a nascente real. O rio também atravessa o estado da Bahia, fazendo sua divisa ao norte com Pernambuco, bem como constituindo a divisa natural dos estados de Sergipe e Alagoas, e, por fim, deságua no Oceano Atlântico, drenando uma área de aproximadamente 641 000 km² e atingindo 2 830 km de extensão. Seu nome indígena é Opará e também é carinhosamente chamado Velho Chico.

O Brasil possui 11% de toda água doce do mundo. É maravilhoso saber como fomos abençoados por Deus, mas será que não cometeremos os mesmos erros das grandes nações? O Rio Poxim em Sergipe foi considerado uns dos rios mais poluídos. O avanço da industrialização e desenvolvimento podem colocar em risco toda nossa riqueza.

Por isso acredito que com a nova Lei de Política de Resíduos através da responsabilidade compartilhada, todos seremos responsabilizados e não somente o Estado. Temos que preservar antes que acabe. Imagine que guerras poderão ser travadas pelo domínio de água, temos que cobrar do governo a saneamento básico que consta como obrigação dos municípios na nova lei da Política nacional de resíduos.

Coloquei essas fotos, que tirei quando fui conhecer a Foz do Rio São Francisco. Vejam a imensidão de água doce que some no horizonte. Maravilhoso! Não sabia que as águas do rio São Francisco eram esverdeadas e não da cor de terra. O rio separa os estados de Alagoas e Recife.

O encontro das águas do Rio São Francisco com o mar de Alagoas ganha a moldura de dunas douradas, formando um delta com coqueiros e imensas lagoas de águas esverdeadas e azuis. Nesse local de mais ou menos 3 km de largura por uma profundidade média de 15 m que atinge até 25 metros de profundidade.

O município ribeirinho alagoano de Piaçabuçu, assim como outros de Sergipe, por conta de sua formação geológica é quase todo formado de dunas e restingas, intercaladas por lagoas e apicuns, onde se pode visualizar o encontro do Velho Chico com o Oceano Atlântico. E é neste cenário que fica o Cabeço, situado às margens do rio São Francisco, um povoado que era uma comunidade tradicional de pescadores que foram obrigados a fugir das forças das águas por conta da diminuição da vazão do São Francisco, devido ao seu represamento em 1995, para construção da usina de Xingó, que causou um desequilíbrio na foz entre as forças do rio e do oceano. O oceano invadiu o Velho Chico que, por conta disso, tem agora suas águas salobras e muitos dos seus peixes desapareceram. Conhecemos um símbolo da existência deste povoado, o Farol do Cabeço, que foi construído pelos holandeses em 1870. Cravado no meio do mar, o Farol é a única testemunha da vila que está agora submersa aos seus pés.

Estão nos meus planos conhecer o Cânion do Xingó onde o Rio São Francisco foi represado, a profundidade chega a 150 metros. Dá pra imaginar quanta água temos !!! Só não fomos lá dessa vez porque dista mais de 300 km de Maceió.

Na Foz do rio São Francisco, no encontro do Velho Chico com as águas do mar, forma-se um dos mais belos cartões postais de Alagoas